2026-2-11
O mercado europeu de distribuição de tecnologias de informação iniciou 2026 de forma globalmente positiva, impulsionado pelo software, pela infraestrutura e pela procura empresarial, embora com desempenhos desiguais entre países, segundo a análise semanal da Context
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Janeiro abriu o ano com sinais positivos para a distribuição IT na Europa, prolongando o forte fecho de 2025 e a dinâmica registada em vários mercados-chave. Segundo o Weekly IT Industry Forum da Context, o cenário aponta para uma procura empresarial resiliente, recuperação consistente do software e da infraestrutura e uma divergência crescente entre países, influenciada por fatores regulatórios e macroeconómicos. França e Espanha destacaram-se no início de 2026, ambas acima dos níveis registados no ano anterior. O Reino Unido também começou o ano de forma positiva, enquanto a Alemanha apresentou estabilidade, sem aceleração significativa. Itália, por sua vez, manteve-se abaixo da tendência europeia, com a atividade de distribuição ainda a ficar aquém dos seus principais pares, apesar de um contexto económico mais calmo. No conjunto da Europa, a análise da Context revela que a maioria dos mercados permaneceu acima do índice de referência. O crescimento em valor foi liderado pelo software e pelas licenças, prolongando uma tendência já visível na segunda metade de 2025. Soluções de armazenamento, redes de data center e segurança registaram igualmente um bom desempenho, refletindo o investimento contínuo das empresas e a pressão regulatória crescente. Em contraste, categorias mais orientadas para o consumo, como periféricos, tiveram um início de ano mais cauteloso, evidenciando a persistente diferença entre a procura empresarial e a do consumidor final. Os canais orientados para o negócio voltaram a assumir um papel central. Revendedores corporativos e e-tailers focados no segmento empresarial lideraram o desempenho de janeiro, entrando em 2026 com maior dinamismo do que os canais de retalho e consumo. Estes últimos, apesar de um final de 2025 positivo, mostraram maior volatilidade, sugerindo uma recuperação mais lenta e irregular. A análise por país revela diferenças relevantes. Na Alemanha, a pressão económica mantém-se, apesar da estabilização do PIB e da desaceleração da inflação. A entrada em vigor da diretiva NIS 2, em dezembro, alargou as obrigações de cibersegurança a cerca de 30 mil empresas, sendo expectável que esta medida impulsione o investimento em segurança ao longo de 2026. Em França, o forte desempenho no quarto trimestre de 2025 permitiu fechar o ano em terreno positivo, com a confiança de empresas e consumidores a sustentar a atividade de distribuição, apesar da incerteza política. No segmento da cibersegurança, o mercado europeu fechou 2025 com um crescimento homólogo de 5,2%, embora o quarto trimestre tenha sido mais fraco. A evolução foi liderada pela segurança de redes e de dados, enquanto a proteção de endpoints apresentou resultados menos expressivos. A Context antecipa que a aplicação da NIS 2 e futuras medidas europeias relacionadas com a cadeia de abastecimento terão impacto direto nas prioridades de investimento ao longo de 2026. Em perspetiva, os primeiros sinais de 2026 apontam para um mercado estável, mais do que em aceleração. A procura empresarial, o crescimento sustentado pelo software e o investimento motivado por exigências regulatórias surgem como os principais pilares, num contexto em que as diferenças entre mercados nacionais tendem a acentuar-se ao longo do ano. |