2026-7-04
Os smartphones foram o produto tecnológico mais transacionado entre os países da UE em 2025, representando mais de 42,6 mil milhões de euros, segundo um estudo da Logista Freight
|
Os smartphones consolidaram-se como o principal produto do comércio tecnológico intraeuropeu em 2025, representando 42.664 milhões de euros em transações entre os países da União Europeia. Segundo um relatório da Logista Freight, este segmento corresponde a 12,2% do mercado tecnológico europeu, que movimentou, no total, 350.289 milhões de euros durante o ano. O estudo mostra que o comércio tecnológico na UE mais do que duplicou na última década, refletindo a crescente procura por equipamentos e componentes associados à transformação digital e à Inteligência Artificial. Os Países Baixos e a Alemanha assumem um papel central nesta dinâmica, concentrando a origem ou o destino dos dez principais corredores comerciais do setor. O principal fluxo liga os Países Baixos à Alemanha, com um volume de 29.018 milhões de euros, seguido da ligação entre os Países Baixos e França, que representa 16.158 milhões de euros. Segundo a Logista Freight, esta concentração resulta da importância do porto de Roterdão como principal porta de entrada de produtos tecnológicos na Europa. Equipamentos como smartphones, computadores portáteis, semicondutores e componentes provenientes de mercados como China, Estados Unidos, Vietname e Taiwan entram maioritariamente por este porto, sendo posteriormente distribuídos por via rodoviária para os restantes mercados europeus. O relatório revela ainda que mais de 90% dos fluxos logísticos da indústria tecnológica na UE recorrem ao transporte rodoviário, destacando as vantagens das soluções de carga completa e carga fracionada para responder às exigências do setor. Álvaro González-Escalada, Diretor-Geral da Logista Freight, considera que “a tecnologia movimenta-se segundo dinâmicas muito diferentes das de outras indústrias e, por isso, a logística assume uma importância estratégica para qualquer empresa do setor”. O responsável acrescenta que “à medida que a produção aumenta na Europa e os fluxos comerciais crescem, o transporte torna-se uma peça central da competitividade de uma indústria caracterizada por ciclos de produto curtos, picos de procura muito concentrados e tolerância zero a atrasos”. A segurança é outro dos temas abordados no estudo. A tecnologia representa atualmente 12% dos incidentes de roubo de mercadorias registados na Europa, um fator que obriga operadores logísticos e fabricantes a reforçar os mecanismos de proteção ao longo da cadeia de abastecimento. |