Inês Garcia Martins em 2026-7-20
Para garantir uma gestão mais eficiente da sua infraestrutura tecnológica, a Câmara Municipal de Odemira juntou-se à Syone na implementação de uma plataforma de monitorização centralizada
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Há um ano, uma falha numa escola, biblioteca ou balcão de atendimento de Odemira podia só ser detetada quando já afetava os serviços. Hoje, a equipa de sistemas de informação consegue antecipar problemas. Sendo o território do concelho de Odemira o maior de Portugal continental, com serviços municipais distribuídos por dezenas de edifícios, escolas e equipamentos, a mudança resulta da implementação do Zabbix, num projeto conduzido com a Syone para centralizar a monitorização da infraestrutura. Um modelo de resposta, não de antecipaçãoSegundo Hugo Pereira, Chefe da Divisão de Sistemas de Informação e Atendimento da Câmara Municipal de Odemira, o principal desafio era a falta de uma visão centralizada, contínua e em tempo real sobre a infraestrutura tecnológica, já que “a monitorização era mais reativa do que preventiva”, dependente de alertas informais, queixas dos utilizadores ou verificações manuais da equipa técnica. Eduardo Taborda, CEO da Syone, confirma que o diagnóstico inicial identificou limitações na “visibilidade global da infraestrutura tecnológica”, o que exigia passar de um modelo de resposta a problemas para uma lógica de antecipação e controlo operacional. A escolha do Zabbix e da SyoneA escolha do Zabbix, plataforma open source de monitorização de infraestruturas, respondeu à necessidade de uma solução centralizada, escalável e adaptável à realidade do município. Para Hugo Pereira, a plataforma permite acompanhar “servidores, redes, equipamentos, serviços e indicadores de desempenho a partir de uma única plataforma”, e o open source foi decisivo por reduzir a dependência de licenciamento rígido, e é “uma solução madura, amplamente utilizada e com uma forte comunidade técnica”. Como Parceira certificada Zabbix, de referência nacional e internacional, a Syone trouxe ao projeto experiência acumulada noutras implementações. Modernizar sem interromper o municípioNum contexto de serviço público, a continuidade operacional não é negociável, pelo que o projeto foi estruturado para uma implementação faseada e com impacto mínimo nos serviços. Segundo Eduardo Taborda, a experiência da Syone garantiu uma execução “eficaz e orientada à continuidade operacional”, que permitiu implementar o projeto “num período reduzido”. A implementação começou pelos sistemas prioritários e avançou para os mais críticos, com o objetivo, sublinha Hugo Pereira, de decorrer “sem perturbar a continuidade dos serviços”. Da deteção em segundos à gestão preventivaPassado um ano, Hugo Pereira resume a mudança ao afirmar que “o principal ganho foi a passagem para uma gestão muito mais preventiva. Hoje conseguimos detetar mais cedo e reduzir o número de ocorrências com impacto direto no funcionamento dos serviços”, resume o responsável. Segundo Eduardo Taborda, a monitorização em tempo real e os dashboards deram à equipa capacidade para “ser proativa na deteção antecipada de anomalias e problemas”, com switches e routers a permitir identificar falhas em segundos. Uma peça da arquitetura de segurançaSegundo Hugo Pereira, “este projeto reforçou a resiliência do município, porque aumentou a capacidade de detetar comportamentos anómalos, falhas de desempenho e eventos potencialmente críticos com maior rapidez”. No entanto, reconhece que uma plataforma de monitorização não substitui outras camadas de segurança, e é antes “uma peça essencial da arquitetura de cibersegurança e de continuidade operacional”. Uma resposta para a administração localO caso de Odemira mostra como a escolha de uma plataforma de monitorização pode ter impacto muito além das salas de servidores. Para os munícipes, traduz-se em serviços mais estáveis e menos interrupções. Para a equipa técnica, significa passar de uma lógica reativa para um trabalho de antecipação. Para o município, representa um passo na modernização tecnológica e no reforço da resiliência digital que hoje se exige à administração local. Como resume Hugo Pereira, o projeto “permite- nos deixar de correr atrás dos problemas e passar a antecipá-los, garantindo maior fiabilidade dos serviços municipais e uma melhor resposta ao cidadão”. |