Marta Quaresma Ferreira em 2026-9-22
A primeira edição do evento Shift Happens colocou clientes e parceiros no centro do debate sobre IA, soberania, modernização e produtividade, com experiências e casos de uso concretos de transformação no seio das organizações
Alexandre Ruas, Managing Director da Claranet Portugal, na abertura do Shift Happens – Tomorrow becomes clear
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Shift Happens – Tomorrow becomes clear é o mote do novo evento da Claranet Portugal, onde a inovação marca o passo. O Clube & Estufa, no Monsanto Secret Spot, em Lisboa, foi o ponto de encontro para mais de 300 participantes, entre eles responsáveis das mais diversas organizações - incluindo do setor público, retalho, energias e banca -, que debateram as tendências e soluções que definem o presente e o futuro dos negócios e das empresas. Em declarações ao IT Channel, Alexandre Ruas, Managing Director da Claranet Portugal, revelou que a iniciativa “surgiu da necessidade permanente que temos de inovar e de fazer coisas diferentes e, ao mesmo tempo, de partilhar com o ecossistema, principalmente os clientes e os parceiros, que são convidados a falar das suas próprias experiências, dos shifts que acontecem e, às vezes, dos erros que depois também dão lugar à aprendizagem”. Na sessão de abertura, o executivo enalteceu o contributo do setor tecnológico para a economia portuguesa, numa altura em que representa já 10% do PIB nacional. “São 31 mil milhões de euros, 200 mil postos de trabalho e 28 mil jovens que, todos os anos, ingressam no setor que melhor remunera em Portugal”, afirmou. Estado, retalho e infraestrutura críticaOs casos apresentados no Shift Happens mostraram o papel do ecossistema tecnológico na modernização das organizações. Na transformação digital do Estado, Sérgio Duarte, do Instituto de Informática da Segurança Social, destacou os desafios de soberania, custos e independência tecnológica na adoção de Inteligência Artificial, num projeto desenvolvido com o apoio da HPE e Nvidia e orientado para criar capacidade de IA que possa ser utilizada por diferentes entidades. No painel “Da AI Factory à Fábrica Agentic”, NOS, MC Digital e Google Cloud abordaram a evolução para modelos baseados em agentes. Governo e contexto dos dados, transformação do desenvolvimento de software e mecanismos de controlo dos agentes foram apontados como elementos necessários para escalar a utilização de IA nas organizações. Já o Grupo Crédito Agrícola apresentou um projeto de modernização desenvolvido com parceiros tecnológicos como Dell Technologies e Fortra. A centralização e automatização das transferências de ficheiros permitiu tornar a operação mais previsível e auditável, num contexto em que resiliência, segurança, compliance e soberania dos dados assumem particular importância. IA procura valor e produtividadeA aplicação da IA ao negócio marcou também a segunda parte do evento. Bruno Nobre, da Medinfar, explicou como a organização está a utilizar a tecnologia para melhorar a exploração dos dados e acelerar processos, enquanto Pedro Maia, da Lenovo, abordou a evolução dos equipamentos com capacidade de processamento local de IA e as implicações para a proteção dos dados. A fechar, EDP, HP e Microsoft discutiram o impacto da IA na produtividade. João Maia, da EDP, destacou a necessidade de aproximar tecnologia e negócio e de capacitar as equipas para a adoção, enquanto Pedro Coelho, da HP, e Luís Marques, da Microsoft, salientaram a importância de medir os resultados das iniciativas para demonstrar o valor gerado pela IA. Caminho conjunto com parceiros tecnológicosO futuro é construído tendo em vista o investimento em inovação e investigação, um dos grandes desafios e incentivos para a Claranet Portugal: “Queremos continuar a co-desenvolver e a co-inovar com os nossos clientes e com os nossos parceiros. É isso que nos traz aqui hoje”, reforçou Alexandre Ruas. No encerramento da primeira edição do evento, António Maia, Practices Executive Director da Claranet Portugal, deixou a ideia de que a adoção tecnológica não é suficiente, por si só, sendo necessário apostar num shift que permita resultados concretos para o negócio. O responsável salientou ainda que a adoção tecnológica, por si só, não é suficiente, sendo necessário demonstrar transformação e resultados concretos para o negócio, e destacou o papel do ecossistema de parceiros e da capacitação das equipas nesse percurso. “São eles que nos dão as soluções para nós podermos resolver problemas complexos de tecnologia”, concluiu. |