2019-11-04

NEGÓCIOS

Vendas da Huawei atingem recorde na China; Apple perde terreno

Este trimestre, a Huawei Technologies conseguiu o valor recorde de 42% de quota de mercado de smartphones na China, resultado da maior adesão dos consumidores locais face às sanções dos EUA em detrimento da Apple

A participação de mercado da Apple na China caiu de 7% para 5% face ao mesmo trimestre do ano anterior, de acordo com um relatório divulgado pela Canalys na quarta-feira, horas antes da empresa divulgar os seus resultados trimestrais.

O trimestre de julho a setembro marcou as vendas mais fracas do iPhone na China dos últimos cinco anos, segundo Nicole Peng, vice-presidente de mobilidade da Canalys, com uma queda de vendas “provavelmente superior” a 25% .

A desaceleração das vendas de iPhones na China já era uma preocupação a Apple há muitos trimestres, mesmo tendo em conta o abrandamento próprio mercado global de smartphones.

Em maio, a Huawei – segunda maior fabricante de smartphones do mundo – foi praticamente proibida pelos Estados Unidos de fazer negócios com empresas americanas, causando uma disrupção significativa da sua capacidade de obter componentes essenciais.

Desde então, os EUA cederam parcialmente na sua decisão, mas o blacklisting levou a “compras patrióticas” dos smartphones Huawei na China, compensando assim a queda das vendas no mercado global.

Com o lançamento da sua rede 5G super rápida na China nos próximos meses, espera-se que esta vantagem da Huawei venha a crescer ainda mais.

"A Huawei está em uma fortemente posicionada para consolidar a sua liderança ainda mais durante a implantação da rede 5G, dadas as relações estreitas com os operadores na implantação da rede 5G e o controlo exercido sobre os principais componentes, como chipsets 5G compatíveis com a rede local", disse Peng.

A Oppo, Vivo, Xiaomi e Apple representaram um total conjunto de 50% do mercado no terceiro trimestre, uma queda ano-a-ano de 14%.

A Huawei revelou na semana passada ter vendido mais de 200 milhões de smartphones em todo o mundo em 2019, atingindo o valor com uma antecedência de 64 dias face a 2018. Os lucros da empresa permaneceram estáveis e as receitas cresceram 27% no terceiro trimestre.

O mercado chinês de smartphones caiu 3% no Q3, e os smartphones da Huawei representaram 41,5 milhões dos 97,8 milhões vendidos neste período, segundo a Canalys.

Contudo, “a Apple está mais preparada do que nos anos anteriores para enfrentar condições adversas na China", garante Louis Liu, analista da Canalys, observando que as melhorias nas câmeras do iPhone 11 e o menor preço de lançamento representaram "estímulos críticos do mercado".

Contudo, alerta Liu, a Apple “enfrenta um desafio iminente”, dado os fornecedores e operadoras chinesas estarem a “investir fortemente no marketing e promoções em torno do 5G nos próximos dois trimestres, o que pode vir a roubar-lhe a ribalta“.

É previsto que a Apple relate uma receita fixa e queda no lucro no Q3, com base nos dados da Refinitiv.

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