2026-7-30
As pequenas e médias empresas estão a investir em portáteis de maior valor, criando uma oportunidade de negócio para os retalhistas, segundo a Context
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As pequenas e médias empresas (PME) estão a investir cada vez mais em computadores portáteis de gama média e alta, uma tendência que pode vir a representar uma oportunidade de crescimento para os retalhistas de tecnologia, segundo uma análise da Context. A análise compara as vendas no Canal de pequenos e médios revendedores (SMR) com o retalho tradicional em vários mercados europeus durante o primeiro semestre de 2026. Segundo a consultora, o preço médio de venda dos portáteis no Canal SMR atingiu 835 euros, face aos 663 euros registados no retalho, o que representa um prémio de 26%. Entre janeiro e junho deste ano, essa diferença aumentou de 16,6% para quase 34%, refletindo uma maior procura por equipamentos empresariais com especificações mais avançadas. De acordo com a Context, as PME encaram cada vez mais o hardware como um investimento estratégico, privilegiando equipamentos com funcionalidades de segurança, maior capacidade para suportar modelos de trabalho híbrido, compatibilidade com aplicações de inteligência artificial e maior durabilidade. A consultora destaca que esta evolução contrasta com o mercado de consumo, onde as vendas continuam mais dependentes de promoções e da sensibilidade ao preço. Na Europa, a Alemanha registou o preço médio mais elevado no segmento empresarial, com 1.028 euros por portátil no primeiro semestre, um valor 41,5% superior ao do retalho. Seguiram-se o Reino Unido, com um preço médio de 821 euros, 32,8% acima do retalho, e França, com 762 euros, 21,7% acima. Em Itália e Espanha, os preços médios praticados no Canal empresarial foram, respetivamente, 9,2% e 6,5% superiores aos do retalho. “A análise mostra claramente que as PME compram de forma diferente dos consumidores. Quando uma agência com 15 colaboradores ou um consultor independente investem em tecnologia, procuram produtividade, segurança e longevidade, em vez do equipamento mais barato”, afirma James Bates, Senior Retail Analyst da Context. O responsável acrescenta também que “os retalhistas que continuarem focados sobretudo em equipamentos de entrada de gama para consumidores arriscam perder margens significativas. Aqueles que adaptarem a sua oferta às necessidades das empresas poderão captar este mercado em crescimento”. |