Inês Garcia Martins em 2026-9-02

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Palo Alto Networks: “Portugal é um mercado-chave para nós”

Em entrevista exclusiva ao IT Channel durante o SKO27 EMEA, em Lisboa, Helmut Reisinger, CEO EMEA da Palo Alto Networks, explica por que razão a tecnológica escolheu Portugal para reunir as equipas da região e aponta as características que tornam o mercado português relevante para a estratégia da empresa

Palo Alto Networks: “Portugal é um mercado-chave para nós”
Palo Alto Networks

SKO27 da região EMEA da Palo Alto Networks no Centro de Congressos de Lisboa

Lisboa foi a cidade escolhida pela Palo Alto Networks para receber o Sales Kick-Off 2027 (SKO) da região EMEA, levando ao Centro de Congressos de Lisboa mais de duas mil pessoas para o arranque do novo ano fiscal. Mais do que palco para o arranque do ano fiscal, Portugal foi escolhido pelo seu valor estratégico para a empresa.

“Lisboa faz parte de um dos nossos mercados promissores, que é a Ibéria. Por isso, é um mercado-chave para nós”, afirmou Helmut Reisinger, CEO EMEA da Palo Alto Networks, em entrevista exclusiva ao IT Channel durante o evento.

O encontro insere-se no modelo global da empresa, que organiza eventos de vendas por grandes regiões, com iniciativas próprias para as Américas, a Ásia e a EMEA. A empresa procura, desta forma, manter as suas equipas próximas dos mercados onde opera.

Esta escolha coloca Portugal dentro dessa leitura regional num momento em que a Palo Alto Networks pretende prolongar o ritmo de crescimento registado no último exercício. Helmut Reisinger apontou para os resultados do quarto trimestre e do ano fiscal de 2026, que registaram crescimentos homólogos de 34% nas receitas e de 63% no ARR de Next Generation Security.

Helmut Reisinger, CEO EMEA da Palo Alto Networks

Helmut Reisinger, CEO EMEA da Palo Alto Networks

Portugal além da dimensão

“Portugal é um mercado muito interessante. Não é o maior país, mas tem uma forte capacidade em IT”, afirmou Helmut Reisinger, destacando as características que, na sua perspetiva, tornam o país relevante dentro da região, desde as competências da população jovem portuguesa nas áreas de IT e Inteligência Artificial (IA), bem como a elevada conectividade do país - fatores que reforçam o seu potencial tecnológico, mas que também aumentam a exposição a riscos de cibersegurança.

Os setores financeiro, industrial e dos serviços são, para o responsável, as áreas com potencial para sustentar a procura de soluções de cibersegurança, destacando-os como fatores de relevância da economia nacional.

“Esperamos que, quando falamos destes negócios de plataformização, vejamos em Portugal a mesma adoção que temos observado noutros mercados”, afirmou Helmut Reisinger, CEO EMEA da Palo Alto Networks, referindo-se à estratégia de plataformização que têm vindo a defender internacionalmente.

A proposta da Palo Alto Networks passa por reduzir a fragmentação das arquiteturas de segurança e a dependência de múltiplas ferramentas que, segundo o CEO EMEA, uma grande organização pode utilizar para se proteger, através de uma abordagem integrada, assente em plataformas comuns e com maior automatização.

O objetivo passa por associar esta consolidação tanto a melhores resultados de segurança como à simplificação operacional. “Não é necessário gerir 20 ferramentas diferentes, é possível fazer a gestão através de uma única interface”, explicou.

IA acelera a necessidade de resposta

A inteligência artificial é outro dos motores da estratégia apresentada às equipas reunidas em Lisboa. Para Helmut Reisinger, a mudança está na passagem de um cenário em que a IA era utilizada sobretudo para melhorar a cibersegurança para outro em que a própria utilização da tecnologia precisa de ser protegida.

“A Palo Alto Networks utiliza IA, a que chamávamos machine learning, desde 2014”, recordou. Agora, acrescentou, “precisamos de segurança para a IA. Não apenas IA para a segurança, mas também o contrário: segurança para a IA”.

A necessidade de automatização está também relacionada com a redução do tempo disponível para responder aos ataques. De acordo com os números avançados pelo CEO EMEA, o período entre o comprometimento de uma organização e a exfiltração de dados passou de cerca de nove dias, há quatro anos, para menos de um dia, em média. Nos casos mais rápidos observados pela empresa, fica abaixo dos 20 minutos.

É esta evolução que reforça a necessidade de plataformas capazes de operar em tempo real e com elevados níveis de automatização, enquanto a Palo Alto Networks procura integrar a segurança de rede, as operações de segurança, a IA e a identidade.

Para o ecossistema de Parceiros, a mensagem é de continuidade, com o objetivo de “construir confiança junto dos clientes” e “ganhar ainda mais escala com os Parceiros do ecossistema, porque o nosso go-to-market é indireto”, afirmou. Ao longo dos próximos 12 meses, a estratégia também passa por manter um crescimento acima do mercado.

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