2026-2-17

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Número de empresas totalmente preparadas para novo ciclo de virtualização ainda é baixo

Estudo da HPE aponta lacunas na preparação para IA e modelos híbridos, com apenas 5% das empresas a afirmarem que estão preparadas para a “Great Virtualization Reset”

Número de empresas totalmente preparadas para novo ciclo de virtualização ainda é baixo

Apenas 5% das empresas consideram estar totalmente preparadas para a chamada “Great Virtualization Reset”, segundo um estudo da HPE realizado junto de quase 400 organizações globais. A análise conclui que, apesar de a maioria planear alterações significativas na estratégia de virtualização nos próximos dois anos, persiste um desfasamento entre intenção e preparação.

Mais de dois terços das empresas inquiridas indicam que pretendem introduzir mudanças materiais na sua abordagem à virtualização. No entanto, apenas uma minoria afirma estar totalmente pronta para executar essa transição. Entre os principais obstáculos identificados estão restrições orçamentais (28%), complexidade técnica (24%), risco de migração (21%) e lacunas de competências (20%).

O estudo, conduzido entre 15 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026 e que envolveu CIO, CTOs e outros decisores tecnológicos responsáveis por infraestrutura, estratégia de cloud e plataformas de virtualização em empresas de grande dimensão, sugere que a transformação não é motivada apenas por questões de licenciamento.

Apenas 4% das empresas apontam os custos de licenças como o principal catalisador da mudança. A prioridade recai antes na adoção de modelos operacionais híbridos e na preparação para suportar workloads de Inteligência Artificial (IA).

A maioria das organizações está a optar por uma abordagem faseada. Cerca de 57% indicam que estão a planear a evolução da infraestrutura de forma progressiva, com o modelo híbrido a emergir como opção dominante para responder às exigências de desempenho associadas à IA. Atualmente, 78% das provisões decorrem em cloud pública, 61% em clusters virtualizados, 48% em private cloud e 32% no edge.

O estudo destaca ainda a importância crescente de capacidades avançadas de AIOps na estratégia de virtualização. Entre os requisitos considerados muito importantes ou críticos para o negócio estão backup e cyber-recovery unificados (70%), governação transversal a múltiplas plataformas (61%) e observabilidade integrada com AIOps (55%).

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