2026-2-24
O mercado europeu de smartphones caiu 1% em 2025, com a Apple a atingir a quota recorde de 27% e a Honor a entrar no top cinco, segundo a Omdia
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O mercado europeu de smartphones registou uma queda de 1% em 2025, totalizando 134,2 milhões de unidades expedidas, segundo dados da Omdia. O ano ficou marcado por procura moderada e pela entrada em vigor de novas regulamentações, nomeadamente requisitos de eco-design e a obrigatoriedade de USB-C. A Samsung manteve a liderança no mercado europeu, com 46,6 milhões de unidades enviadas. Após um primeiro semestre mais fraco, devido à ausência da série Galaxy A0x, a fabricante recuperou na segunda metade do ano, impulsionada por uma versão com preço reduzido do Galaxy A16 e pelo forte desempenho do Galaxy A56, que se tornou o modelo mais vendido na Europa em 2025. A Apple foi uma das principais beneficiadas do ciclo de renovação, crescendo 6% para 36,9 milhões de unidades e alcançando uma quota recorde de 27% na Europa. O desempenho foi impulsionado pelo iPhone 16, pelas versões Pro Max do iPhone 16 e iPhone 17, e pelo iPhone 16e. Este último destacou-se no mercado europeu ao substituir modelos anteriores, como o iPhone 14, descontinuados no final de 2024 devido às exigências de USB-C. A Xiaomi manteve a terceira posição, com 16% de quota de mercado, apesar de uma ligeira descida de 1% nas expedições, para 21,8 milhões de unidades. A performance foi sustentada sobretudo pela gama Redmi. No final de 2025, a empresa acelerou a sua estratégia de “novo retalho” na Europa, com a abertura de novas lojas físicas e expansão do seu ecossistema de produtos. A Motorola permaneceu em quarto lugar, apesar de uma queda de 5% para 7,7 milhões de unidades. Após um início de ano mais lento, a marca recuperou no segundo semestre, com crescimento de dois dígitos no quarto trimestre, apoiada na expansão em mercados como Polónia, Itália, Espanha e Reino Unido. A Honor entrou pela primeira vez no top cinco europeu, com um crescimento de 4% para 3,8 milhões de unidades, impulsionado pela sua série X de gama acessível. A estratégia reflete um foco na expansão de quota e reforço de presença junto dos principais canais de distribuição, criando base para ambições no segmento premium. Segundo a Omdia, os cinco maiores fabricantes continuam a concentrar quota de mercado, evidenciando a importância da escala numa região madura e altamente competitiva. Ainda assim, marcas fora do top cinco, como a Vivo, a londrina Nothing e a neerlandesa Fairphone, registaram crescimentos de dois dígitos, demonstrando que a diferenciação continua a criar oportunidades. Para 2026, a Omdia antecipa um contexto desafiante devido a pressões nos preços da memória e possíveis constrangimentos na cadeia de abastecimento. A Europa representou apenas 10,8% das expedições globais em 2025, o que poderá influenciar decisões de alocação de stock em caso de escassez. Apesar das incertezas de curto prazo, o mercado europeu mantém-se atrativo no longo prazo, sobretudo pelo peso do segmento premium e por um mercado de massa menos sensível ao preço. A consultora sublinha que fabricantes e Parceiros de Canal terão de apostar em diferenciação, retenção de clientes e posicionamento estratégico ao longo da jornada de compra para sustentar crescimento num mercado cada vez mais consolidado. |