2026-2-27
Despesa mundial em edge computing cresceu para 265 mil milhões de dólares em 2025 e deverá aumentar 15% ao ano, impulsionada pelo avanço da Edge AI, segundo a IDC
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O investimento global em edge computing atingiu 265 mil milhões de dólares em 2025 e deverá quase duplicar até 2029, alcançando os 450 mil milhões de dólares, de acordo com o “IDC Worldwide Edge Spending Guide”. A consultora prevê uma taxa média de crescimento anual de 15%, impulsionada sobretudo pela rápida evolução da Inteligência Artificial (IA) aplicada ao edge (Edge AI). Segundo Alexandra Rotaru, Data & Analytics Manager e responsável global pelo estudo na IDC, a combinação entre arquiteturas edge mais maduras e o avanço acelerado da IA está a redefinir a forma como as organizações processam e utilizam dados. As empresas e os prestadores de serviços estão a migrar para sistemas distribuídos inteligentes, capazes de tomar decisões em tempo real e automatizar processos à escala. Ao Edge AI deixou de ser experimental e já apresenta impacto visível em áreas como automação industrial, retalho inteligente, veículos conectados e saúde avançada. A IDC segmenta o investimento em edge por mais de mil casos de uso empresariais, distribuídos por seis domínios tecnológicos: IA, Internet das Coisas (IoT), realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR), drones e robótica. A IA destaca-se como um dos segmentos de crescimento mais acelerado, refletindo a necessidade crescente de processar dados e executar modelos complexos diretamente no local onde os dados são gerados. Aplicações que exigem inferência de baixa latência, contexto em tempo real e arquiteturas resilientes tornam a infraestrutura edge um elemento crítico para inovação. No início do período de previsão, o hardware continua a representar a maior fatia do investimento, impulsionado pela adoção de infraestruturas aceleradas por IA e por sistemas edge cada vez mais sofisticados. No entanto, até 2029, os serviços agregados (incluindo serviços provisionados e profissionais) deverão ultrapassar o hardware em quota de mercado. Dentro desta categoria, o modelo Infrastructure-as-a-Service (IaaS) surge como o segmento de crescimento mais rápido, à medida que as organizações procuram modelos escaláveis e flexíveis para responder às crescentes exigências computacionais da IA distribuída. Em termos setoriais, o retalho e os serviços mantêm-se como o maior contribuinte para o investimento global em edge, impulsionados por casos de uso como análise de vídeo e otimização operacional em tempo real. A indústria transformadora e o setor dos recursos naturais seguem-se, com aplicações de controlo de qualidade assistido por IA, manutenção preditiva e logística autónoma. O setor financeiro destaca-se como o de crescimento mais rápido, suportado por soluções de deteção de fraude baseadas em IA que exigem arquiteturas distribuídas e de baixa latência. Os prestadores de serviços continuam igualmente a reforçar os investimentos em plataformas edge preparadas para IA, incluindo soluções como Multi-Access Edge Computing (MEC), redes de distribuição de conteúdos (CDN) e funções de rede virtualizadas, que devem representar quase um terço do mercado total até 2029. Geograficamente, a América do Norte mantém a liderança no investimento em edge computing, sustentada pela rápida adoção de workloads de Edge AI e pela implementação de infraestruturas avançadas. A Europa Ocidental e a China seguem-se, apoiadas por investimentos industriais e do setor público em aplicações baseadas em IA. Os Estados Unidos e a América Latina devem registar os ritmos de crescimento mais acelerados, à medida que as organizações escalam casos de uso distribuídos e de baixa latência suportados por arquiteturas edge. A IDC conclui que a edge computing está a consolidar-se como camada fundamental da transformação digital, sustentando múltiplos domínios tecnológicos e assumindo um papel central na criação de valor em ambientes empresariais cada vez mais orientados por dados e inteligência artificial. |