Inês Garcia Martins em 2025-11-07
O impacto da inteligência artificial, da cloud e da cibersegurança nas novas formas de trabalhar e de colaborar esteve no centro do “Be Hybrid. Be Smart. 2025”, promovido pela Ricoh Portugal, um evento que colocou o Canal no centro da discussão sobre a transformação digital
Vanda Gonçalves, Country Manager da Ricoh Portugal, no “Be Hybrid. Be Smart 2025”
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A terceira edição portuguesa do “Be Hybrid. Be Smart”, promovida pela Ricoh Portugal, reuniu Parceiros e clientes num dia dedicado a debate sobre tendências que estão a redefinir o trabalho híbrido e a gestão tecnológica nas empresas. O encontro propôs uma visão integrada das necessidades do ecossistema empresarial e mostrou como a Inteligência Artificial (IA) pode transformar a forma como as equipas trabalham, colaboram e se conectam. Na sessão de abertura, a Country Manager da Ricoh Portugal, Vanda Gonçalves, destacou o papel dos Parceiros na execução da estratégia nacional, centrada na criação de soluções 360º e na integração das várias competências do grupo. Sublinhou que “acreditamos que sozinhos não vamos lá e temos de ir em conjunto. Iremos muito mais longe, seremos muito mais fortes”. A responsável explicou que a estratégia da empresa em Portugal assenta em quatro eixos de investimento – infraestrutura híbrida, experiência do utilizador e digital workplace, segurança e smart office solutions – e que a aposta em IA é inevitável para potenciar tanto as soluções como a operação diária. Ecossistema de confiançaÉ disso que dá conta Isabel Reis, Managing Director da Dell Technologies, na primeira mesa-redonda do dia dedicada ao tema “Ecossistema de confiança: Conectar inovação, futuro e modelos de negócio”, que afirma que a inteligência artificial vem “transformar ainda mais a forma como vivemos e trabalhamos”, sublinhando a importância da colaboração tecnológica e do trabalho em ecossistema. A responsável apontou Portugal como “um dos principais hubs dentro da EMEA” e mencionou o investimento em Sines e a colaboração da Dell Technologies com a NVIDIA e a Microsoft. No centro do debate, Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies, reforça a relação entre segurança e confiança, uma vez que, diz, “a confiança cria-se tendo produtos de segurança que são seguros”. O responsável referiu que a inteligência artificial está presente em vários níveis da defesa digital e alertou para a necessidade de as empresas saberem “que informação está a ser partilhada” com esses motores. A prioridade passa por continuar a atuar “nos mercados mais seguros, sempre focados nas necessidades do cliente e em protegê-los”. Já Nuno Rocha, Country Representative da Extreme Networks, explicou que a empresa “funciona sempre num modelo de Parceria” e, por isso, defendeu que o valor nasce da integração entre diferentes fabricantes e Parceiros especializados. Num mundo tão incerto como aquele que vivemos, já não basta oferecer uma solução única e fechada, mas sim “olhar para o cliente, ver o que existe – a seja a nível de software, de hardware ou de segurança – e conseguir integrar isso num mundo de soluções que seja em prol do cliente”, concluiu. Casos de sucessoEnquanto clientes da Ricoh Portugal, o Muncípio de Abrantes tem concretizado a transformação digital em todo o município desde mupis com os horários em tempo real dos transportes públicos, uma plataforma de e-commerce para digitalizar o comércio local, até à promoção da literacia digital. Paulo Rego, Head of Information Systems do Município de Abrantes, explicou que “se queremos ter um território competitivo, temos de o fazer através das pessoas e da nossa comunidade”. Além disso, considera que “a tecnologia é apenas um meio” e que o propósito da digitalização passa por trazer qualidade de vida. A par disso, Manuel Pinto, IT Director da Generali Tranquilidade, explicou que a empresa está a percorrer o seu caminho para a cloud e para a integração da inteligência artificial, mas com bases firmes, sendo essencial equilibrar inovação e controlo. O responsável referiu ainda que as áreas de negócio são o “ponto chave”, uma vez que, considera, “são a força do negócio e a vontade de se diferenciar no mercado que nos obrigam, enquanto área tecnológica, a não esquecer a inovação”. A aposta na IA como motor para otimizar operações e acelerar processos tem sido determinante para a ExpressGlass. Nelson Lopes, IT Director da empresa, apontou que a empresa tem vindo a “rever toda a infraestrutura, a adicionar recursos e a repensar os serviços que tínhamos” para que “quem utiliza os nossos sistemas consiga fazer a promoção técnica de um momento para o outro, sempre que possível com menos funcionários”. Com 120 lojas distribuídas pelo país, acrescentou que estão “a trabalhar dados muito mais rapidamente” para garantir entregas e respostas mais imediatas. |