2026-5-18
O Explora 2026 voltou a mostrar que o Canal é, cada vez mais, o centro da narrativa. Com o Casino Estoril como palco, o evento organizado pela TD Synnex regressa para reunir o ecossistema tecnológico nacional numa sessão dedicada às tendências que estão a reescrever o argumento do setor.
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O Casino Estoril, em Lisboa, transformou- se num verdadeiro cenário de cinema para acolher mais uma edição do Explora 2026, onde o ecossistema de Parceiros voltou a assumir o papel principal. Numa tarde marcada por encontros, estratégia e visão, a TD Synnex reuniu fabricantes, integradores e revendedores num ambiente que cruzou reflexão e proximidade, com o Canal no centro de todas as atenções. Segundo a TD Synnex, o mercado atravessa um período de incerteza, influenciado por fatores geopolíticos e por uma transformação tecnológica acelerada. Ainda assim, a mensagem foi clara. É precisamente neste contexto que o ecossistema ganha relevância, com Parceiros, fabricantes e clientes a desempenharem um papel conjunto na construção de soluções capazes de responder aos desafios atuais.
“A incerteza, no nosso setor, é hoje uma realidade”, segundo Raul Castro, Sales Director da TD Synnex Portugal, que se refere ao momento atual marcado por fatores geopolíticos e por disrupções na cadeia de abastecimento que têm impacto direto no mercado. No entanto, tal como foi referido, “às vezes a ficção cruza-se com a realidade”, já que vivemos num cenário cada vez mais imprevisível, onde situações antes excecionais começam a ganhar regularidade. Para a empresa, “é na Parceria que contamos com o melhor do nosso ecossistema. Fabricantes, Parceiros e clientes, que juntos dão vida às soluções que transformam o futuro do mercado”, o que por sua vez, reforça o papel da colaboração na adaptação a este contexto. Essa abordagem estende-se ao posicionamento da própria organização, que procura atuar como facilitador do negócio junto do Canal. “Nós tentamos acrescentar valor para ganharmos juntos”, foi referido, refletindo uma estratégia assente na proximidade e no apoio contínuo aos Parceiros. Raul Castro sublinhou que o papel da TD Synnex vai muito além da distribuição tradicional, posicionando a empresa como um Parceiro estratégico no quotidiano dos seus clientes. “Somos o parceiro de confiança, o consultor, o que facilita o negócio e ajuda a realizar esses mesmos negócios”, reforçou o Sales Director em Portugal. Para o responsável, “esta evolução do mercado obrigou-nos constantemente a estarmos a nos adaptarmos à inovação, às novidades e a como é que nós conseguimos, ao longo deste processo, simplificar pela complexidade que é do sistema e das novidades que vão acontecendo e tudo aquilo que são os desafios que se nos apresentam”. A dimensão global da TD Synnex foi outro dos vetores em destaque, com Luís Pires, VP Endpoint Solutions & Specialized Solutions da TD Synnex Iberia, a contextualizar a escala da empresa como um ativo competitivo ao serviço dos Parceiros locais. “Estamos em quatro continentes e temos milhares de clientes”, esta “diversidade de geografias tão grande”, explicou, “permite-nos retirar o melhor dessas geografias”. “Somos um distribuidor que distribui dezenas de fabricantes diferentes. De A a Z”, e isso permite “capacitar o Canal em todos os níveis e adaptar solução a todas as necessidades”.
O plano operacional não ficou esquecido, com o responsável a revelar ainda um investimento concreto em infraestrutura local, com a construção de um armazém que estará operacional em meados de maio. “Acreditamos, sinceramente, que nos vai elevar o patamar e acompanhar a noção do negócio, e sobretudo acompanhar as vossas necessidades para podermos entregar mais”, apontou Luís Pires. No plano técnico, Vítor Santos, Advanced Solutions Director da TD Synnex Iberia, colocou o foco na crescente importância dos dados e da IA nas soluções que os Parceiros precisam de dominar, uma vez que “toda a gente sabe que dados e a análise dos dados, hoje em dia está a avançar numa velocidade gastronómica”.
Ao olhar para o futuro próximo, o responsável enquadra a estratégia da TD Synnex como uma resposta direta às necessidades que os parceiros têm vindo a sinalizar ao longo do tempo, sobretudo no acesso a novas soluções. É a partir dessa leitura do mercado que antecipa uma aceleração tecnológica e uma mudança de foco interno, especialmente ao nível da formação. Nas palavras do responsável, “tentamos ser os primeiros e esse é o nosso compromisso de ir para a frente”. Parceiros no centro da narrativa Ao longo da tarde, o palco do Casino Estoril foi partilhado por alguns Parceiros, cada um com a sua perspetiva sobre os desafios e oportunidades que moldam o mercado tecnológico atual. A inteligência artificial, a resiliência das infraestruturas e a cibersegurança dominaram os temas, num conjunto de intervenções que reforçaram a ideia de que o Canal tem um papel insubstituível na concretização desta transformação.
Abel Aguiar, Western Europe Channel Sales Director da Microsoft, colocou os números em cima da mesa para ilustrar a urgência da adoção da IA. Segundo o responsável, “84% das organizações dizem que não começaram ainda a redesenhar toda a sua estrutura e os seus processos, tendo em conta a IA” e “43% não se sentem preparadas”. Em contraste, as que avançaram registam resultados expressivos, com “88% a ter crescimento muito acima do que aquelas que ainda não iniciaram este caminho”. “A lógica de inteligência com confiança” atravessa, nas palavras de Abel Aguiar, todos os produtos que a Microsoft está a lançar.
A incerteza foi igualmente central na intervenção da Dell Technologies, com Isabel Reis a admitir que “não temos qualquer tipo de previsão em relação ao que pode acontecer, sobretudo devido à rapidez com que tudo está a acontecer”. No plano da segurança, a Diretora- Geral da Dell Technologies Iberia partiu da premissa de que todos vão ser atacados ou já foram e defendeu que a resposta passa por criar “uma maneira de não perder nunca o acesso à informação”, algo que “só se consegue com um trabalho feito antecipadamente”. É precisamente aqui, sublinhou, que o Parceiro assume maior protagonismo.
Da segurança à experiência de utilização, a HP trouxe uma visão centrada nas pessoas. Para Pedro Coelho, Managing Director da HP Portugal, esta devia já ser “uma era de trabalho inteligente”, com a tecnologia a permitir “uma melhor experiência aos clientes e colaboradores”. A ambição da empresa passa por promover simultaneamente o “crescimento económico para as empresas e a realização profissional para os utilizadores”. Quanto à IA, o responsável reforça que “não é se as empresas vão adotar a IA, mas sim quando a vão adotar e se o vão fazer de forma segura, ética e eficiente”.
Se a adoção é inevitável, o caminho até lá está longe de ser fácil, sobretudo devido às dificuldades operacionais que o setor atravessa, desde “a escassez de componentes” aos “atrasos nas entregas” e às “margens a apertar”, num contexto em que a pressão em torno da IA acrescenta complexidade ao quotidiano. Alexandre Bento, GM Infrastructure Solutions da Lenovo Iberia, apoia-se nos dados de um estudo desenvolvido com a IDC a nível europeu que aponta para uma tendência sólida, com “65% das empresas a implementarem ou a planearem implementar cargas de trabalho de IA e infraestruturas locais em ambiente híbrido”, sendo esta “a realidade do mercado, que não é fácil alcançar no dia-a-dia”.
A resposta da HPE a esse contexto passa por simplificar e estruturar, e foi nesse sentido que Dennis Teixeira, Managing Director da HPE Portugal, abordou o novo programa de Canal lançado no ano anterior, desenhado para consolidar dados numa só framework, assente num “pilar de transparência e competências”. O responsável destacou a importância do networking e da necessidade de uma rede que “se quer resiliente e flexível”, sobretudo, para aquilo que são os próximos adventos da IA. “A decisão que vocês hoje tomarem na adoção das ferramentas tecnológicas vai ter seguramente impacto naquilo que vai ser o futuro do vosso negócio”, concluiu.
Preparar a infraestrutura é essencial, mas protegê-la é igualmente crítico. Ricardo Silva trouxe ao debate a cibersegurança num mundo onde, impulsionados pela IA, os adversários “são cada vez mais capazes”. A prioridade não está apenas nos ataques em si, sendo que “o risco de cibersegurança que os clientes e entidades sofrem hoje em dia não é só os ciberataques, a maior preocupação é efetivamente a visibilidade”. Na sua perspetiva, “só com visibilidade completa é que podemos fazer ações proativas”, numa abordagem de resiliência que deve ser encarada “como um todo”.
O olhar sobre a energia e a sustentabilidade ficou a cargo de Maria João Carrasco, IT Distribution Account Manager da Schneider Electric, dimensões que a responsável considera impossíveis de ignorar num mercado em aceleração tecnológica. É nesse sentido que defende "uma transformação de mentalidades" sobre os recursos a utilizar num futuro em que “a IA está a consumir muito”. No plano das oportunidades, destacou o potencial de Portugal como destino privilegiado para infraestruturas digitais, ao lembrar que “Portugal é um hub para os data centers, não só pela localização geográfica, as condições que temos ao nível do clima, os cabos submarinos”. Segundo a responsável, o país “tem todas as infraestruturas para que sejamos apetecíveis no mercado”. Colaboração como motor de crescimento Num ambiente marcado também pelo networking e pela proximidade, a iniciativa da TD Synnex voltou a afirmar-se como um espaço onde as relações se consolidam e novas oportunidades ganham forma. A dinâmica entre Parceiros, distribuidores e fabricantes reflete um ecossistema que, apesar dos desafios, demonstra capacidade de adaptação e crescimento. Neste contexto, o Explora Lisboa 2026 afirmou- se não apenas como um ponto de encontro, mas como um espaço onde se desenha o próximo capítulo do setor. Entre luzes, câmaras e ação, o Canal voltou a mostrar que não está apenas em cena, está a escrever o argumento. A TD Synnex destacou a evolução da distribuição, hoje mais estratégica do que logística. Em declarações ao IT Channel no Explora 2026, Pauli Amat, Senior Vice President da TD Synnex Iberia, afirmou que esta edição representa “a consolidação de um evento” que “marca a diferença”. A capacitação assume um papel central na estratégia da TD Synnex, com Luís Pires, VP Endpoint Solutions & Specialized Solutions da TD Synnex Iberia, a destacar que a inteligência artificial está presente em “tudo o que fazemos, vemos e tudo o que é o ecossistema à nossa volta”, reforçando o foco em capacitar o Canal. A evolução do portfólio foi outro tema-chave, numa abordagem que, segundo Vítor Santos, Advanced Solutions Director da TD Synnex Iberia, passa pela antecipação das necessidades dos clientes, sobretudo num contexto em que a inteligência artificial acelera a transformação. “A confiança não tem preço, mas é muito cara”, afirmou Raul Castro, Sales Director da TD Synnex Portugal, destacando o valor da relação com o Canal. O responsável sublinhou ainda a necessidade de “simplificar todo esse processo” entre Parceiros e fabricantes. A visão da Microsoft reforça esta abordagem, numa perspetiva partilhada por Abel Aguiar, Western Europe Channel Sales Director, que destacou que a empresa opera “através de Parceiros”, num contexto “desafiante, mas ao mesmo tempo apaixonante”, onde a inteligência artificial surge como oportunidade. Também Isabel Reis, Diretora Geral da Dell Technologies Iberia, destacou a proximidade ao Canal e o papel dos Parceiros. “Para nós, é uma excelente oportunidade para abordar os nossos Parceiros, com quem partilhamos o dia-a-dia e crescemos”, reforçou. Pedro Coelho, Managing Director da HP Portugal, apontou o trabalho inteligente como tendência central, sublinhando que “não podemos contornar a utilização da inteligência artificial nos vários verticais”, evidenciando o impacto desta tecnologia. Para a Lenovo, a distribuição assume um papel central, com Alexandre Bento, GM Infrastructure Solutions da Lenovo Iberia, a considerar que “a TD Synnex representa para nós essa presença no dia-a-dia com os nossos clientes e os nossos Parceiros. É o nosso distribuidor de referência”. A relevância da Parceria foi também sublinhada por Dennis Teixeira, Managing Director da HPE Portugal, ao referir que a “TD Synnex é um dos nossos principais distribuidores em Portugal e joga um papel fundamental no apoio à nossa rede de Parceiros”. Ricardo Silva, Sales Leader & CTO da Cisco, reforçou o papel da distribuição e da confiança no Canal. “é um dos nossos principais distribuidores e, acima de tudo, faz-nos chegar aos nossos Parceiros porque não fazemos negócio sem eles”. Os patrocinadores reforçaram a importância da proximidade, enquanto Maria João Carrasco, IT Distribution Account Manager da Schneider Electric, descreveu o evento como “uma oportunidade única para estarmos em Parceria e em conectividade com os nossos Parceiros”, numa era “transformadora”.
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela TD Synnex |
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