Luís Abreu, Hybrid Cloud Solution Category Manager, HPE em 2026-7-14
A estratégia da HPE procura reduzir a complexidade operacional, reforçar a soberania digital e criar novas oportunidades para o canal
Luís Abreu, Hybrid Cloud Solution Category Manager, HPE
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À medida que as organizações integram Agentic AI (IA Agêntica), IA baseada em Agentes, nas aplicações empresariais, gerir ambientes híbridos tornou-se um desafio crescente. A combinação de workloads tradicionais com Inteligência Artificial aumenta a complexidade operacional e exige maior controlo sobre segurança, conformidade e a governação dos dados. No recente evento Discover Las Vegas 2026, a Hewlett Packard Enterprise (HPE) apresentou uma estratégia que aproxima duas prioridades cada vez mais interligadas no IT empresarial: as operações autónomas da infraestrutura e a soberania digital. Em conjunto, estas iniciativas refletem uma evolução da infraestrutura, que deixa de se limitar a alojar workloads para passar também a gerir a sua operação, governação e controlo. Com o GreenLake by HPE, as organizações podem simplificar a gestão de ambientes hybrid cloud e responder às crescentes preocupações com data residency, governance e controlo operacional. Menos complexidade, maior eficiência operacional Os ambientes empresariais atuais combinam virtual machines, containers, private cloud, public cloud e workloads de IA baseados em LLMs, inference clusters e agentes de IA, o que torna a operação cada vez mais difícil. As mais recentes funcionalidades do GreenLake by HPE integram Agentes de IA no modelo operacional de Cloud híbrida e reúnem assim observability, automation e orchestration numa única plataforma de gestão. Em vez de recorrer a múltiplas ferramentas, o sistema correlaciona a telemetria proveniente das infraestruturas de compute, storage, networking e IA. Na prática, esta integração permite acelerar a resolução de incidentes (reduzindo MTTD, Tempo Médio de Deteção e o MTTR, Tempo Médio de Recuperação/Resposta), melhorar a utilização dos recursos e reduzir o esforço operacional. Isto traduz-se em equipas de IT que gerem infraestruturas mais complexas e com maior eficiência. Soberania digital deixa de ser apenas compliance A soberania digital é atualmente uma prioridade para as organizações sujeitas a obrigações de compliance que são cada vez mais exigentes. A proposta Sovereign-by-Design da HPE integra estes princípios na própria arquitetura da infraestrutura, permitindo definir onde os dados são processados, como os modelos de IA são implementados e quem mantém o controlo operacional. A abordagem inclui ambientes de private cloud air-gapped, gestão unificada de infraestruturas isoladas e arquiteturas cloud-native preparadas para responder às exigências de compliance sem comprometer a flexibilidade operacional. Oportunidades para o canal As mudanças na virtualização, a adoção de IA e as novas exigências de compliance levam muitas organizações a rever as suas estratégias de infraestrutura. Para o canal, esta transformação representa oportunidades em projetos de migração de virtualização, infraestruturas para IA, modernização de private cloud e consultoria em sovereign cloud. À medida que a IA entra em produção, a infraestrutura torna-se simultaneamente mais autónoma e mais responsável. Para os departa- mentos de IT, a prioridade deixa de ser apenas implementar IA e passa por garantir que esta pode ser operada de forma segura, eficiente e sob controlo da organização. Para os parceiros, abre-se uma nova oportunidade para assumir um papel estratégico na modernização da infraestrutura empresarial. Ao mesmo tempo, os parceiros podem desenvolver ofertas de managed services centradas na operação contínua, governance e automação, criando receitas recorrentes (ARR, Receita Recorrente Anual) e relações de maior valor com os clientes. Mais do que vender infraestrutura, o desafio passa a acompanhar todo o ciclo de vida das plataformas e ajudar as organizações a conciliar automação, conformidade e controlo.
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