Santiago Méndez, Vice President Advanced Solutions Division, TD SYNNEX Iberia em 2026-7-10

PARTNERS

IA agentiva nas empresas: automatizar para transformar

A conversa sobre Inteligência Artificial entrou numa fase decisiva: não estamos a passar apenas por mais uma mudança tecnológica, mas por uma mudança de escala

IA agentiva nas empresas: automatizar para transformar
TD Synnex

Santiago Méndez, Vice President Advanced Solutions Division, TD SYNNEX Iberia

Fabricantes, distribuidores e parceiros ao mesmo ritmo, o que torna este momento especialmente competitivo, porque as empresas que começam mais cedo ganham prática, confiança e vantagem sobre as demais.

Durante bastante tempo, a atenção esteve focada nos assistentes de IA: ferramentas que ajudam a escrever, resumir, pesquisar ou acelerar tarefas habituais. Mas a próxima mudança, e a que mais impacto terá nas empresas, é a IA agentiva: sistemas capazes de tomar decisões e agir, executando fluxos de trabalho completos com regras, contexto e supervisão humana quando necessário. A diferença é simples: se a IA generativa responde, a IA agentiva resolve e executa.

Automação real de processos

O ganho principal não está em fazer o mesmo trabalho mais depressa; está em mudar a própria conceção do trabalho. A IA agentiva permite automatizar processos de ponta a ponta, do pedido inicial à execução e registo, conectando aplicações, dados e etapas que antes exigiam coordenação humana constante. Assim, a automação passa a ser um motor operacional, reduzindo fricção e libertando as equipas do trabalho rotineiro.

Na TD SYNNEX, a operacionalização da IA agentiva é encarada como uma mudança estrutural da forma como o trabalho é feito, e não como um projeto isolado. A abordagem assenta em três frentes: começar “em casa”, como ‘Customer Zero’, aplicando IA nos próprios processos; transformar essa aprendizagem em aceleração para parceiros, à medida que capacidades baseadas em agentes maturam; e reforçar a fluência em IA das equipas, para que a adoção seja sustentada e orientada para resultados.

Quando se automatiza um processo inteiro, os ganhos deixam de ser marginais. O impacto mede-se em tempo de ciclo, consistência e capacidade de resposta: decisões mais rápidas, menos erros, menos duplicação de esforços e maior previsibilidade. Num contexto de falta de recursos especializados e pressão para ser eficiente, esta é a diferença entre ganhar tempo e ganhar capacidade.

Reinvenção do modelo operativo e vantagem competitiva

É aqui que a IA agentiva se torna estratégica. Se parte relevante da execução passa a ser feita por agentes, então o modelo operativo tem de evoluir: funções, métricas, controlos e responsabilidades precisam de ser redesenhados. Para tornar essa transformação repetível, a TD SYNNEX estrutura a adoção em programas com progressão e método. Por exemplo, o Destination AI acompanha os parceiros por níveis de maturidade – Learn, Solve, Deliver e Evolve – e o AI Game Plan traduz esse percurso em execução: Descoberta (identificar pontos críticos), Pontuação (priorizar casos de uso por viabilidade e impacto) e Ativação, com um roadmap de 90 dias para implementação e ROI mensurável. Na Península Ibérica, esta aposta já envolve 14 fabricantes tecnológicos e quase 50 parceiros em projetos específicos de IA.

As empresas que avançarem primeiro têm vantagem, não apenas pela tecnologia, mas pela capacidade de reorganizar a operação em torno de fluxos mais automatizados e orientados para dados. Isto traduz-se em melhor experiência de cliente, maior agilidade e mais espaço para inovação.

Novos riscos e necessidade de governança

Quanto maior a autonomia do sistema, mais rigorosa tem de ser a governança. A IA agentiva amplia riscos já conhecidos, como segurança, privacidade, conformidade e qualidade de dados, porque acrescenta um fator crítico: capacidade de ação. Além disso, a adoção acelerada, muitas vezes fora de processos formais, cria lacunas de governança e controlo. Num cenário em que a execução pode ser delegada em agentes, torna-se essencial avançar com soluções governadas e auditáveis, alinhando segurança, conformidade e governação do dado desde o início do projeto.

A pergunta deixa de ser “o que responde o sistema?” e passa a ser “o que pode executar, em que sistemas, com que permissões e com que rastreabilidade?”. Isto implica regras claras, supervisão humana em pontos críticos, registos e auditoria, controlo de acessos e disciplina de dados. Só assim se acelera com confiança e se transforma sem comprometer o negócio. A IA agentiva vai distinguir as empresas que utilizam IA apenas como ferramenta das que a veem como novo modelo operativo. Neste momento, o maior risco não é experimentar; é não começar a construir já a capacidade de automatizar com método e governar com rigor.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela TD SYNNEX

TAGS

TD SYNNEX

Recomendado pelos leitores

Conectar Com Propósito
PARTNERS

Conectar Com Propósito

LER MAIS

Menos ferramentas, mais controlo: o novo paradigma do mercado MSP
PARTNERS

Menos ferramentas, mais controlo: o novo paradigma do mercado MSP

LER MAIS

Canon no EXPO TI Databox: Tecnologia, parcerias e novas oportunidades
PARTNERS

Canon no EXPO TI Databox: Tecnologia, parcerias e novas oportunidades

LER MAIS

IT CHANNEL Nº 129 JULHO 2026

IT CHANNEL Nº 129 JULHO 2026

VER EDIÇÕES ANTERIORES

O nosso website usa cookies para garantir uma melhor experiência de utilização.