Filipe Frasquilho, Diretor de TI, IP Telecom em 2026-7-15
A transformação e aceleração do digital tem levado as organizações a adotarem diferentes modelos de Cloud para responder, de forma eficaz, mensurável e economicamente sustentável, aos desafios de negócio e às crescentes exigências regulatórias.
Filipe Frasquilho, Diretor de TI, IP Telecom
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Se a agilidade, a flexibilidade e principais motores da adoção da Cloud, hoje são a soberania dos dados, o controlo operacional e a portabilidade dos Workloads os temas que dominam as preocupações das organizações na gestão do risco e na tomada de decisões. A definição das estratégias de plataformas adaptativas onde cada Workload é colocado no ambiente que melhor equilibra fatores tais como custo, latência, Compliance, performance, privacidade e soberania dos dados, são chave para qualquer modelo de Cloud evolutiva. Adicionalmente, deve ser avaliada a componente do “Vendor lock-in”, isto é, o negócio ficar refém ou na dependência excessiva, de um dado fornecedor. Esta situação deve ser evitada sempre que possível, apesar de, em algumas situações, as vantagens poderem ser superiores ao risco e justificar essa opção. À medida que o nível de maturidade dos Sistemas e Tecnologias de Informação das organizações evolui, aumenta também a utilização simultânea de múltiplos fornecedores de Cloud, nomeadamente Privadas, elevando os níveis de complexidade e risco associados à operação. Neste cenário, a mobilidade e a portabilidade entre diferentes Cloud Providers, sem lock-in, baseada em soluções que permitam a interoperabilidade entre Clouds, reforçam a confiança, promovem a inovação e aumentam a segurança, beneficiando as organizações enquanto fatores competitivos acrescidos. Paralelamente, questões como a gestão da complexidade, FinOps e consequente otimização de custos, níveis de segurança e Compliance integrados e ESG (Environmental, Social and corporate Governance) são essenciais para a credibilidade e confiança do negócio. É essencial que as organizações levem a cabo de forma regular assessments ao seu nível de maturidade digital nas várias componentes, com principal destaque para o desenvolvimento de ambientes de Cloud Soberana e que tem vindo a crescer a um ritmo muito elevado, principalmente na europa. Com efeito, a recente iniciativa legislativa europeia reforça esta tendência. Em junho de 2026, a Comissão Europeia adotou uma proposta o Cloud and AI Development Act (CADA), visando, entre muitos outros objetivos, triplicar a capacidade de infraestruturas de datacenter na União Europeia nos próximos cinco a sete anos, trabalhando em conjunto com uma política de Cloud Soberana e unificada, para as administrações e contratação públicas europeias. Nos últimos anos tem-se assistido a vários exemplos de organizações que voltaram a ter parte dos seus Workloads em ambientes em cloud privada. Esta decisão deve-se não só a preocupações com a soberania digital, mas também da ausência de uma estratégia e de um plano bem definido para adoção da Cloud. Existem inúmeros casos de organizações que adotaram soluções Cloud sem uma estratégia bem definida e enfrentaram custos muito superiores aos previstos, enquanto os ganhos foram bastante inferiores ao esperado. Não existe “one Cloud Provider fits all”, sobretudo quando a Inteligência Artificial (IA) passa a fazer parte da equação. A pressão para a utilização de IA é hoje transversal à grande maioria das organizações e setores. Contudo, em muitos casos faltam as fundações necessárias para suportar a sua implementação: dados dispersos, infraestrutura insuficientemente dimensionada, escassez de equipas com as competências necessárias e processos pouco estruturados. Em suma, falta frequentemente um modelo sólido de governação. A IA é fundamental para o crescimento e para o aumento de produtividade das organizações na sua globalidade, mas o seu sucesso exige três pilares essenciais:
Estas três dimensões exigem, em muitos casos, a necessidade de combinar ferramentas e modelos de IA com o controlo dos dados, conduzindo à necessidade da utilização de infraestruturas de IA Soberanas. A IP Telecom disponibiliza um conjunto alargado de soluções que permitem ajudar as organizações a identificar as melhores oportunidades, com o mínimo de impacto, com garantias de soberania e de segurança dos dados, assegurando que qualquer Workload pode ser migrado ou portado, sem Lock-in e sem custos escondidos de saída. Acreditamos que o futuro dos serviços Cloud é e será, Híbrido e Multi Cloud, permitindo às organizações combinar o melhor de cada plataforma, preservar a sua autonomia tecnológica e maximizar o valor gerado pelos seus investimentos.
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela IP Telecom |