Filipe Frasquilho, Diretor de Serviços TI da IP Telecom em 2026-3-12

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Next-Gen data centers

Os data centers assumem um papel cada vez mais essencial na estratégia digital das organizações

Next-Gen data centers
IP Telecom

Filipe Frasquilho, Diretor de Serviços TI da IP Telecom

São um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de soluções inovadoras e transformadoras, impulsionando a competitividade e a eficiência necessárias à criação de valor nas diversas entidades, tanto do setor público como do privado.

As novas tecnologias, com especial destaque para a Inteligência Artificial (IA), colocam desafios significativos aos data centers atuais. Os vários workloads existentes nas organizações apresentam necessidades muito distintas ao nível das infraestruturas que os suportam, especialmente no que se refere ao consumo energético e às exigências de arrefecimento. Bastidores tradicionais, com consumos médios até 10KW ou Bastidores para workloads de IA que podem facilmente atingir os 25KW, apresentam desafios de alojamento profundamente distintos e difíceis de conciliar no mesmo ambiente.

Estes desafios exigem modernização, bem como o desenho e o planeamento de infraestruturas de suporte flexíveis, capazes de responder de forma eficaz e eficiente a esta nova realidade.

As infraestruturas devem conseguir adaptar-se às exigências especificas de cada tipo de alojamento, mantendo um racional de custo, otimização e eficiência que variam de forma significativa consoante as soluções implementadas. Outro dos pontos fundamentais nos data centers é a garantia da Soberania digital e dos Dados.

Devido às questões geopolíticas a nível mundial, a soberania dos dados tem assumido um papel capital no âmbito dos serviços digitais e da estratégia dos Estados e das organizações.

O fenómeno da Geopatriação (movimento estratégico que envolve a migração de dados para soluções on-prem ou cloud soberanas, reduzindo os riscos geopolíticos e regulatórios e garantindo maior controlo sobre os dados tem registado uma forte tendência de crescimento, tanto no presente como no futuro próximo, impulsionado pelos diversos acontecimentos geopolíticos internacionais.

Os três pilares fundamentais da soberania respondem a questões essenciais tais como a localização dos dados (Onde?), o Controlo operacional (Quem?) e o controlo tecnológico (Como?).

A localização dos dados é um aspeto fulcral, principalmente para os governos e setores altamente regulados, onde a proximidade física e a jurisdição aplicável determinam a segurança e a conformidade legal.

O controlo operacional é outro ponto critico, garantindo que o acesso à infraestrutura tem uma nacionalidade especifica.

O controlo tecnológico é talvez o pilar mais difícil de assegurar – especialmente para os Europeus – devido ao facto que a grande maioria dos fabricantes de hardware e software serem norte-americanos ou asiáticos, o que contribui para a dependência tecnológica externa.

Para responder a estas questões e desafios, é necessário ter um conhecimento estratégico sobre os dados das organizações de modo que a informação seja um ativo fundamental para o desenvolvimento e não apenas um custo operacional.

As comunicações constituem também um fator fundamental para garantir aa soberania dos dados. A necessidade de assegurar redundâncias físicas e lógicas, com a garantia de elevadas larguras de banda e baixas latências, é essencial para garantir resiliência, disponibilidade e acesso à informação.

Todas as camadas da rede têm um papel importante nas várias soluções e atividades, desde a IA e a cloud híbrida até à modernização digital e aplicacional, sendo particularmente relevantes o controlo das comunicações no âmbito da soberania digital.

Neste contexto, assume particular relevância a localização estratégica de Portugal e que aliada à importância dos cabos submarinos, que constituem um hub de conectividade muito importante, permite garantir, nomeadamente uma conectividade global para todo o mundo.

A IP Telecom destaca-se por combinar um conjunto de data centers preparados para as necessidades atuais, retirando partido da sua extensa rede de fibra ótica que interliga estas infraestruturas através de caminhos redundantes, com larguras de banda elevadas e baixas latências. Esta combinação oferece às organizações argumentos para reforçar a sua competitividade, assegurando ainda a garantia de soberania dos dados e tirando partido do posicionamento estratégico de Portugal nas comunicações internacionais.

Esta vantagem geográfica e infraestrutural potencia uma diferenciação única assegurando que a transformação digital se torne um fator estratégico e distintivo para as organizações.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela IP Telecom

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