Christian Scotti, Senior Solutions Engineer na Akamai Technologies em 2025-7-14

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Eu fico com o Edge Nativo em vez da cloud

Há alguns dias, celebrámos o nosso Akamai World Tour e foi-me atribuída uma apresentação sobre as diferenças entre a cloud e o Edge Nativo. Deixei clara a minha posição: aposto decididamente no Edge, sem reservas

Eu fico com o Edge Nativo em vez da cloud

Christian Scotti, Senior Solutions Engineer na Akamai Technologies

A minha convicção sobre este tema é tal que quero partilhá-la convosco. Quem vive de e para a tecnologia sabe que ela se comporta como um cavalo selvagem: avança sem parar e raramente olha para trás. Até há pouco tempo, a computação em nuvem era concebida como enormes instalações de servidores localizadas em grandes cidades, concentrando os principais centros de dados. Estas infraestruturas centralizadas são ideais para muitas tarefas, mas nem sempre são a opção mais adequada, especialmente quando a velocidade é prioritária.

A centralização traz consigo estrangulamentos, maior latência e menor tolerância a falhas. É neste contexto que surgem as aplicações edge nativas que, ao contrário das soluções cloud tradicionais, apoiam-se numa vasta rede de servidores e processam a informação perto de onde ela é necessária.

Esta é a nossa aposta: uma nova forma de fazer cloud, mais próxima, mais rápida e mais resiliente do que nunca.

Imaginemos que estamos a conduzir numa estrada perto do Porto e o sistema do nosso veículo deteta congestionamento a poucos quilómetros. A rapidez de resposta é crucial para a segurança. Se a informação tivesse de viajar até a um servidor remoto em Dublin e regressar, até o menor atraso poderia provocar um incidente. No entanto, se essa tarefa for resolvida por uma aplicação edge nativa, a reação é quase imediata, precisamente no ponto onde é necessária.

Isto é possível porque a aplicação utiliza um servidor edge situado numa localidade próxima no norte de Portugal, ou mesmo num nó específico da rede. Esta mudança na localização do processamento faz uma diferença significativa na velocidade e na eficiência.

Se compararmos ambas as opções, veremos que o Edge Nativo oferece uma infraestrutura próxima do utilizador, ao contrário da infraestrutura concentrada da cloud tradicional. Proporciona baixa latência global, melhora a elevada latência fora das regiões chave, garante alta disponibilidade e resiliência face aos riscos da centralização, e permite uma escalabilidade natural e eficiente, muito mais simples e económica. Além disso, o Edge Nativo oferece uma experiência adaptada a cada contexto, em contraponto à experiência uniforme da cloud centralizada.

Continuando com o exemplo da viagem, algo semelhante acontece na deteção de fraudes. Se uma operação suspeita ocorrer numa cafetaria em Lisboa, um sistema de deteção baseado em edge pode analisar em tempo real sinais como a localização do telemóvel, se o dispositivo é conhecido ou padrões de comportamento invulgares, como a velocidade de escrita ou os gestos no ecrã. Ao tomar a decisão de forma instantânea, sem depender de um sistema centralizado noutra cidade, a aplicação pode bloquear fraudes e evitar recusas erradas a clientes legítimos. Isto traduz-se em maior segurança e numa experiência de utilizador mais fluida.

A proximidade importa. Mas o que significam realmente “edge” e “nativo”? De forma simples, o Edge é o local onde ocorre a ação: onde o utilizador final interage com a aplicação ou o sistema, seja um carro autónomo, um wearable de saúde ou a monitorização da rede elétrica em tempo real. Se os dados, aplicações e capacidade de processamento forem aproximados do edge, o serviço para o utilizador será mais rápido e eficiente do que numa arquitetura centralizada tradicional. “Nativo” implica que a aplicação foi concebida especificamente para esse ambiente, tal como as aplicações móveis são desenhadas de forma diferente para cada tipo de dispositivo. Se alguma vez notaste que uma app não se adapta bem ao ecrã do teu tablet, é porque não foi desenvolvida de forma nativa para esse equipamento.

As aplicações edge nativas funcionam de forma semelhante: estão otimizadas para operar eficientemente na periferia, utilizando tecnologias como containers e microservices para minimizar o consumo de recursos, permitindo a sua execução no edge em vez de em centros de dados centralizados.

As empresas que ambicionam liderar a mudança têm diante de si a oportunidade de apostar em soluções edge nativas. Esta estratégia permitir- -lhes-á otimizar a sua infraestrutura, melhorar o desempenho e reduzir custos, ultrapassando as limitações dos modelos de cloud centralizada. O futuro da computação em nuvem passa por uma distribuição inteligente das aplicações, assegurando a sua execução no local e momento certos, em vez de depender de grandes centros de dados. Por tudo isto: “Eu fico com o Edge Nativo em vez da Cloud.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Zaltor

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