Nuno Rocha, Principal Systems Engineer & Country Representative, Extreme Networks Portugal em 2026-6-16

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De Modelos a Agentes: A Nova Era da Inteligência Artificial em Redes

O ecossistema de inteligência artificial vive um momento de transformação profunda. Durante anos, falar de IA significava falar de modelos — GPT, Claude, LLaMA — e das suas capacidades de geração de texto

De Modelos a Agentes: A Nova Era da Inteligência Artificial em Redes

Hoje, o centro de gravidade deslocou- se. O que define a nova geração não é o modelo em si, mas o que esse modelo consegue fazer quando equipado com memória, ferramentas e capacidade de agir no mundo real. Entramos na era dos agentes de IA.

A apresentação “De Modelos a Agentes”, desenvolvida no contexto da plataforma Extreme Platform ONE, sintetiza com clareza esta viragem. A segunda geração de IA da Extreme Networks, prevista para julho de 2026, não é apenas uma atualização incremental — é uma rearquitetura conceptual da forma como as redes inteligentes funcionam e interagem com os seus operadores.

Uma arquitetura em camadas

A abordagem da Extreme assenta num modelo de quatro níveis (tiering): a infraestrutura física e os LLMs formam a base; sobre ela, um núcleo de dados e contexto (o Data Lake); acima, uma camada de competências e integrações; e no topo, os agentes — entidades autónomas capazes de orquestrar tarefas complexas. Esta hierarquia não é apenas organizacional. É funcional: cada camada alimenta a seguinte com o contexto necessário para que as decisões do agente sejam pertinentes, seguras e rastreáveis.

O agente como colega de trabalho

O Agent ONE CoWorker — incluído na licença EP-ONE e disponível em julho de 2026 — representa a materialização desta visão. Equipado com seis skills configuráveis (conversação com dados, com conhecimento, com suporte técnico, visualização gráfica em canvas, gestão de rádio frequência e um mecanismo de nudge comportamental), este agente opera como um membro efetivo da equipa de rede: recebe um pedido, planeia a abordagem, age — sob supervisão ou autonomamente — e avalia se o objetivo foi alcançado.

Mais do que um chatbot avançado, o CoWorker encarna o ciclo completo de raciocínio agêntico: obter → planear → agir → avaliar. Este loop fecha-se sobre si mesmo, permitindo que o agente corrija o próprio curso sem intervenção humana constante — mas com total capacidade de escalada quando necessário.

MCP: o protocolo que liga tudo

Se o agente é o cérebro, o Model Context Protocol (MCP) é o sistema nervoso. Desenvolvido como padrão aberto e adotado pela Linux Foundation no quadro da Agentic AI Interoperability Framework, o MCP permite que o Agent ONE aceda — em tempo real — a fontes externas de dados: ServiceNow, Salesforce, Splunk, Zscaler, Check Point, VMware vCenter, Palo Alto Networks, entre outros. Cada integração é exposta como um MCP Server; o agente consulta-os dinamicamente e soma esse contexto externo ao seu conhecimento interno para produzir respostas mais ricas e precisas.

Esta arquitetura contexto federativo resolve um dos maiores problemas dos sistemas de IA empresariais: a fragmentação da informação. Em vez de obrigar o operador a consultar cinco dashboards separados, o agente agrega, correlaciona e apresenta uma resposta unificada.

A dimensão da confiança

Nenhuma destas capacidades tem valor sem confiança. Os agentes precisam de operar dentro de fronteiras claras — de autorização, de supervisão humana (Human-in-the-Loop) e de auditabilidade. O Agent ONE Operator, a variante mais autónoma prevista para o final de 2026 e comercializada em tokens, introduz exatamente este equilíbrio: maior autonomia de execução, mas com mecanismos de controlo reforçados e extensibilidade via Extreme Exchange.

O que muda para as equipas de rede

A consequência prática é significativa. Tarefas que exigiam a coordenação de múltiplos especialistas — suporte técnico, arquitetura de rede, segurança, WiFi/RF, gestão de compras — passam a ser orquestradas por agentes especializados que colaboram entre si através de protocolos padronizados. O operador humano sobe na cadeia de valor: deixa de executar rotinas e passa a supervisionar estratégia. A IA de segunda geração não veio substituir as equipas. Veio dar-lhes superpoderes.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Extreme Networks

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