Gregor von Jagow, Germany Country Manager, Red Hat em 2026-7-20

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Da perda de controlo à soberania digital

A soberania digital é um dos principais desafios que as empresas enfrentam.

Da perda de controlo à soberania digital
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Gregor von Jagow, Germany Country Manager, Red Hat

Para a garantir, as plataformas monoestruturas flexíveis e modulares. Os ambientes modernos de cloud híbrida e as tecnologias de código aberto estão a ganhar protagonismo, uma vez que oferecem abertura, flexibilidade e independência, atuando como motores de inovação. A preocupação com o controlo e a segurança dos ativos digitais, dados, processos e cadeias de abastecimento está a impulsionar as empresas a repensar as suas estratégias de TI. Assim, a soberania digital passou de uma mera tarefa de conformidade normativa (compliance), para se tornar um requisito empresarial fundamental que não deve ser alcançado em detrimento da inovação.

Do conceito "cloud-first" a uma estratégia múltipla

Numa era de pressão regulatória, incertezas geopolíticas e rápidos avanços na IA, a estratégia de cloud está a sofrer uma mudança fundamental. Em vez de dependências unilaterais, impõe-se a combinação deliberada de cloud híbrida, tecnologias abertas e modelos operativos soberanos.

O foco em "Cloud First" era considerado a única alternativa viável. Os hyperscalers ofereciam escalabilidade e velocidade de inovação, mas hoje em dia surge um cenário mais maturado. As empresas já não se perguntam se devem usar a cloud, mas sim como alinhar estrategicamente a sua arquitetura. Não se trata de abandonar a cloud pública, mas sim, de um reequilíbrio deliberado que reduza as dependências sem renunciar aos benefícios.

No centro desta abordagem, encontra-se uma arquitetura multi-híbrida que combina cloud pública, privada, infraestruturas locais (on-premises), ambientes edge e fornecedores locais de cloud soberana. Isto permite implementar cargas de trabalho onde façam mais sentido técnico, normativo e económico. Paralelamente, as empresas procuram plataformas de aplicações consistentes que unifiquem tecnologias (máquinas virtuais, agregadores/containers e cargas de trabalho de IA), simplificando as operações e assegurando a portabilidade.

A soberania digital e a IA como motores estratégicos

A soberania digital não significa isolamento ou desconexão dos fornecedores globais, mas sim,  liberdade de escolha. As empresas querem tomar decisões informadas sobre quais as tecnologias a usar e poder mudá-las se for necessário. Neste contexto, os fornecedores locais de cloud soberana ganham importância como complemento aos hyperscalers, pelas suas vantagens na soberania de dados e na transparência. O futuro reside na orquestração inteligente deste panorama.

A inteligência artificial atua como outro catalisador para a T.I híbrida, especialmente no contexto dos grandes modelos de linguagem (LLM). As empresas desenvolvem arquiteturas de IA de dois níveis: treinam modelos na cloud pública e realizam o ajuste fino (fine-tuning) e a implementação em ambientes seguros (clouds privadas ou locais). Isto combina a velocidade de inovação com os requisitos normativos, através de uma plataforma consistente e soberana.

O código aberto como base da soberania

O software aberto graças à sua transparência, é um facilitador estratégico que permite compreender como funcionam os sistemas e que dependências estes acarretam. Além disso, reduz o risco de subordinação a um único fornecedor (vendor lock-in). A visibilidade da sua segurança também melhora: graças a uma comunidade global que revê e evolui o código continuamente, o código aberto é atualmente considerado especialmente robusto.

Um futuro híbrido

A soberania digital já é uma prioridade da gestão, mas é gerida com pragmatismo. É priorizada onde pesam os riscos estratégicos ou dados críticos, enquanto em áreas menos sensíveis, continua-se a manter o foco na cloud pública, que embora permaneça uma peça central, perde a sua exclusividade. O ecossistema atual é composto por diversas plataformas coordenadas: as arquiteturas de cloud híbrida e o código aberto formam a base que permite às empresas combinar inovação e controlo, mantendo o equilíbrio entre velocidade, segurança e soberania.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Red Hat

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