2025-11-24
A HP Portugal apresentou a sua mais recente oferta em computação avançada e inteligência artificial, num encontro igualmente centrado no futuro do trabalho e no papel da tecnologia na criação de experiências mais produtivas
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Os Parceiros e clientes tiveram a oportunidade de conhecer a mais recente oferta na área de computação avançada da HP Portugal. A sessão, que decorreu no Belas Clube de Campo, em Lisboa, arrancou com uma visão sobre o futuro do trabalho. Numa altura em que os postos de trabalho e os colaboradores sofrem influência das evidentes tensões geopolíticas e pressões de crescimento económico, a HP tem procurado compreender e ajudar a construir uma ideia do futuro do trabalho.
“Há uma tensão latente entre empresas e colaboradores que se reflete neste número: 64% das empresas que inquirimos pretendem priorizar a experiência do negócio em detrimento da experiência dos colaboradores”, começou por apresentar Pedro Coelho, Managing Director da HP Portugal. As conclusões constam da terceira edição do estudo de mercado da HP – o “Work Relationship Index” – que procura avaliar a relação dos colaboradores com o trabalho e as empresas. Pedro Coelho enaltece o “papel fundamental” que o IT assume dentro das organizações ao adquirir uma dimensão estratégica e exponencial, com as pessoas e os departamentos de IT a serem tidos “cada vez mais como estratégicos para o desenvolvimento do negócio”. Ao mesmo tempo, o estudo da HP considera que o próprio IT tem “consciência do impacto que pode ter junto do utilizador final”. No entanto, o líder relembrou que o IT, por si só, não tem capacidade de mudança, e que o esforço deve ser conjunto com os diversos setores e lideranças das empresas. Olhar para as dores e ajudar a curá-lasO Managing Director apontou para a tecnologia como um dos pilares fundamentais para auxiliar e melhorar a experiência do utilizador e o seu crescimento profissional, um equilíbrio essencial para a HP: “É através da tecnologia que, por um lado, conseguimos assegurar o crescimento do negócio e, por outro, conseguimos assegurar a melhor experiência para o utilizador”, afirmou o Diretor, que defendeu: “acreditamos que é através da tecnologia que conseguimos moldar o que é o futuro do trabalho”. Para melhorar a realidade da experiência do utilizador e o futuro do trabalho, a HP proporciona equipamentos e soluções potenciadas naturalmente com Inteligência Artificial (IA) para que a experiência do utilizador seja otimizada, complementando as soluções com experiências colaborativas, cada vez mais presentes, e “verdadeiramente produtivas e eficientes para os nossos colaboradores e para nós próprios”. A ideia é “tornar estas experiências o mais personalizáveis possível”, uma possibilidade que se desdobra com a tecnologia, com a atenção ao detalhe sobre as necessidades de cada utilizador. O diretor da HP Portugal abriu também a porta ao potencial da IA no edge. “Há muito que pode ser feito também no edge e só a partir do PC. Um não vai substituir o outro; mas um complementa o outro”, reiterou Pedro Coelho, que dá como exemplo os pequenos Large Language Models (LLM), disponíveis nos próprios computadores, a partir dos quais é possível trabalhar os dados. “Este tema vai ser perfeitamente notório em tarefas de produtividade pessoal. Neste tipo de tarefas não preciso de usar a IA na cloud. Inclusive, não é necessário ter a ligação à internet. Eu posso fazer tudo isso no meu PC, nos PC mais recentes, já equipados e preparados com essa função”, relembrou. Ainda assim, o processo de transformar e gerir o futuro do trabalho só está concluído quando é potenciado por uma camada de segurança, presente nas soluções da HP, a par da sustentabilidade, que se mantém como um pilar “muito estratégico” para a organização. A IA aliada à alta capacidade computacional
Pedro Fragoso, Business Personal Systems Category Manager, centrou a sua intervenção nas soluções avançadas de computação, neste caso as workstations, “um produto concebido para ser atualizado com as necessidades tecnológicas”, e que se apresenta como uma oferta de alta capacidade computacional que se prolonga no tempo. As soluções apresentadas prometem fiabilidade e escalabilidade e são concebidas para irem ao encontro das necessidades tecnológicas, sobretudo numa era dominada pela IA e pela elevada quantidade de dados: “A quantidade de informação que trabalhamos e que somos obrigados a gerir exige também workflows cada vez mais complexos e sofisticados”, justifica. O investimento neste tipo de soluções, sobretudo em IA, exige também um Retorno sobre o Investimento mais rápido, assente numa solução “fiável e robusta do ponto de vista de performance e desempenho”. Alinhado com a ideia partilhada pelo Diretor Geral, Pedro Fragoso reforça que “a IA já não é vista apenas nos LLM e nos grandes modelos de fundação. Estamos a caminhar para um mundo híbrido onde estes modelos de IA vão coexistir com modelos locais, mais verticais, ajustados a cada organização, dando garantias de maior segurança, acessibilidade, adaptando- se às vossas funções e necessidades”. Temas como a segurança, a privacidade dos dados, os custos e a latência estão a empurrar para uma tendência de computação local, com a necessidade de processar os modelos através de uma solução tecnológica que cresça em conformidade. Soluções do presente, pensadas para o futuroNeste campo, a linha de ação da HP passa não só por proporcionar a tecnologia e dar a conhecer os produtos e últimas novidades tecnológicas que permitem potenciar estas funcionalidades, mas também “ter um Parceiro de confiança capaz de trabalhar não só a nível de produto, mas também a nível de software, suporte e serviços, para criar um ecossistema que seja adequado para o desenvolvimento deste tipo de modelos”. Com base nas novas arquiteturas, a HP procedeu à renovação do portfólio de mobile workstations, onde se encontra a nova ZBook 8, que substitui a ZBook Firefly, com a promessa de boa capacidade computacional; a ZBook X, que substitui a ZBook Power, para mais desempenho; e a ZBook Fury, agora disponível também em versão de 18 polegadas. Neste portfólio, a novidade é a ZBook Ultra, um modelo concebido em parceria com a AMD, com uma solução de um único chip que integra um CPU, uma gráfica e um NPU de alta capacidade. As workstations sofreram também uma renovação do seu portfólio, em particular nas plataformas Z1 e Z2: “A ideia aqui é oferecer chassis cada vez mais flexíveis do ponto de vista da expansibilidade e placas gráficas com duplo ou triplo slot, com maior desempenho e com melhor capacidade de refrigeração”. Uma das outras grandes novidades anunciadas recentemente pela HP é a nova ZGX Nano AI Station. Criada em parceria com a NVIDIA, trata-se de uma estação 100% dedicada à criação da inteligência artificial. O impacto da IA: um caso real
Para o encerramento da sessão Cláudia Domingos, Customer-Centric Innovator and Purpose Driven Business Strategist, e Alexandre Vasconcelos, Diretor de IT da Broadway Malyan, estiveram à conversa sobre a adoção da IA na organização de arquitetura e os desafios criados. Do lado da Broadway Malyan, Alexandre Vasconcelos explicou que a introdução da IA na empresa surgiu sobretudo por questões de segurança de informação, uma vez que foram identificados riscos associados ao uso de plataformas públicas de IA por parte dos colaboradores. Do lado da empresa a utilização da tecnologia evoluiu depois para dois eixos principais: processamento de texto e geração de imagem. O objetivo passava por criar narrativas e suportes visuais para apresentar propostas de arquitetura, reforçando a capacidade de contar histórias. “A narrativa vem do cérebro do diretor. Não há cá inteligência artificial, nem nada que se pareça, capaz de algo semelhante”, frisou Alexandre Vasconcelos. O Diretor de IT deixou três recomendações no que toca à utilização da IA no seio das organizações e do negócio: definir uma política de IA; ter um foco no output e não na tecnologia, garantindo que a IA serve o core do negócio; e controlar e medir o uso da tecnologia.
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela HP |
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