2026-6-08
A ActiveSys reuniu no Douro o ecossistema que suporta o seu negócio, num encontro onde os test-drives funcionaram como ponto de partida para discutir IA, cibersegurança e serviços geridos
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Ano após ano, a ActiveSys volta a marcar o “X” no Douro com mais uma edição do DriveX, iniciativa que reuniu Parceiros tecnológicos e clientes numa jornada pelos vinhedos daquela que é a região vinícola demarcada e regulada mais antiga do mundo. A edição deste ano, marcada pela novidade do nome e dos modelos mais recentes, contou com nove BMW elétricos, entre iX3, iX5, i7 e Mini John Cooper Works, disponibilizados pela BMcar, e reuniu organizações de setores tão distintos quanto câmaras municipais e serviços municipalizados, farmácia, e-commerce e têxtil. Serviços geridos e retenção de clientes no centroA ActiveSys vai fazer dez anos e a trajetória podia ter sido outra, no entanto, António Louro, Managing Partner e Co-Founder, admite que “entre volume ou proximidade, escolhemos proximidade”, e que um volume de faturação do dobro seria possível, mas “eventualmente íamos perder proximidade e isso é um modelo de negócio que não nos interessa”. O que interessa, explica, é garantir que, associado à venda de soluções, existe sempre “um conjunto de serviços de permanência no cliente, permitindo-lhe que se foque no seu negócio e que delegue a responsabilidade de gestão do IT” à ActiveSys. David Guimarães, também Managing Partner e Co-Founder da empresa, reforça que “a tecnologia é igual” e o verdadeiro diferenciador passa pela equipa, desde a área comercial à engenharia, passando pelo CyberWatch Center, “que já opera no modelo 24x7”. Parcerias que se provam no terrenoO formato do DriveX é, em si mesmo, o espelho desta filosofia. Sem agenda fechada nem apresentações formais, António Louro nota que “grande parte dos momentos são feitos pelos próprios clientes, que vão puxando os temas”, e que são eles, entre si, que acabam por partilhar as experiências que têm com a ActiveSys. David Guimarães reforça a ideia, lembrando que as trocas espontâneas sobre IA e automação permitiram perceber “a progressão das empresas, a diferença que existe entre elas, para onde é que voam os roadmaps de cada um”. A relação com a HPE, Parceira do evento, é um exemplo de como estas parcerias se constroem no tempo. João Passos de Almeida, Sales Specialist da empresa, garante que a ligação com a ActiveSys “é profícua e tem-se vindo a desenvolver e a alicerçar”, sustentada por projetos concretos. No modelo que defende, os Parceiros são “integradores de sistemas” que “conseguem aportar camadas de software, de serviço e de outros tipos de produtos que vão complementar a oferta e satisfazer os clientes”, algo que considera superior à proposta isolada do fabricante. IA e cibersegurança no topo da agendaCibersegurança e Inteligência Artificial (IA) dominaram as conversas ao longo do dia, e as vozes que se ouviram foram mais de cautela do que de entusiasmo. António Louro reconhece que “toda a gente quer IA”, mas avisa que “faz-se ainda muito pouco e quem faz também ainda não sabe bem como está a fazer”. O ponto cego, aponta David Guimarães, está nos recursos humanos, já que observa que “ainda não estamos preparados para endereçar este tema”. Para o responsável, falta compreender como as organizações vão “andar paralelamente” com a IA. Já do lado do fabricante, João Passos de Almeida enquadra a IA como necessidade operacional, defendendo que “qualquer rede, para ser flexível e resiliente, tem de ser um ser inteligente”. O conceito de Self-Driving Network, em que as redes se gerem autonomamente via machine learning, serve precisamente para “libertar o asset mais importante de uma rede, que é o utilizador”, para que se dedique a tarefas de maior valor. Um ano acima das expectativasEm termos de negócio, a ActiveSys atravessa um momento favorável, com António Louro a revelar que “em agosto vamos ter um volume de negócios superior ao que tínhamos no fecho do ano passado”, apesar das instabilidades no mercado, nomeadamente as oscilações de preços de hardware que tornam difícil “ter uma proposta consolidada”. Para o futuro, António Louro aponta um crescimento sustentado assente em “em projetos de infraestruturas tecnológicas e de serviços, especialmente de cibersegurança, e uma aposta forte em recursos humanos altamente qualificados”. David Guimarães acrescenta que a retenção de talento não tem sido problema, garantindo que “temos mantido os nossos principais ativos, os nossos colaboradores”, uma estabilidade que, num setor marcado pela rotatividade, diz muito sobre o modelo que a ActiveSys escolheu construir.
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Activesys |