2025-8-04
A procura modesta dos consumidores travou o crescimento do mercado no segundo trimestre de 2024, revela a Canalys
|
As vendas globais de smartphones diminuíram ligeiramente para 288,9 milhões de unidades no segundo trimestre de 2025, um reflexo da procura modesta dos consumidores, que continua a restringir o crescimento do mercado. Os dados são da mais recente análise da Canalys. A Samsung foi a maior fornecedora, vendendo 57,5 milhões de smartphones e registando um crescimento de 7% face ao ano anterior. O seu desempenho foi amplamente impulsionado pela série Galaxy A, focada no mercado de massas. “O segundo trimestre marcou uma reviravolta crucial para a Samsung. Foi o primeiro trimestre desde 2021 em que registou o maior crescimento entre os cinco principais fornecedores”, refere Aaron West, Analista Sénior da Omdia, que detém a Canalys. “A Samsung reorientou a sua estratégia para o 'volume inteligente', escalando lucrativamente a sua série Galaxy A, enquanto continua a expandir os seus modelos premium”. A Apple ficou em segundo lugar, com as vendas do iPhone a diminuírem 2% para 44,8 milhões de unidades. O desempenho da empresa mostrou, no entanto, uma forte resiliência, perante a forte concorrência na China e a correção de stocks nos Estados Unidos. A Xiaomi defendeu o terceiro lugar, com 42,4 milhões de unidades, apoiada por um crescimento forte na América Latina e em África. A Vivo cresceu 2%, vendendo 26,4 milhões de unidades, graças ao seu desempenho na Índia, enquanto a Transsion ficou em quinto lugar, com uma queda de 3% para 24,6 milhões de unidades. “Embora a maioria dos fornecedores tenha mantido um desempenho estável, o seu sucesso dependeu muitas vezes do impulso em regiões específicas”, afirma Manish Pravinkumar, Analista Principal da Canalys. O Médio Oriente e África destacaram-se como motores de crescimento, impulsionados por políticas governamentais, maior concorrência e a transição de telemóveis básicos para smartphones. Fora do top 5, o grande destaque foi a Nothing, que cresceu 177% e ultrapassou pela primeira vez a marca de um milhão de vendas trimestrais, impulsionada principalmente pelos seus investimentos na Índia. Com uma perspetiva estável para o resto do ano, os fornecedores estão a dar prioridade à rentabilidade, com um controlo rigoroso dos custos. “As ambições elevadas do passado precisam de ser alinhadas com a realidade de 2025. A disciplina operacional será crítica para evitar erros que comprometam os objetivos de 2026”, sublinha Sheng Win Chow, Analista Sénior da Canalys. |