2025-7-17
Aumento de adjudicações reflete uma maior atividade de contratos ou licitações nos primeiros seis meses do ano, com março e maio a registarem os picos de valor adjudicado
|
A Tenderstool acaba de lançar o mais recente relatório de adjudicações tecnológicas públicas em Portugal referentes ao primeiro semestre de 2025. Nos primeiros seis meses do ano foram contabilizadas 4.764 adjudicações que totalizaram mais de 618 milhões de euros, com uma média de mais de 129 mil euros por cada adjudicação. O valor adjudicado no primeiro semestre do ano é “significativamente maior” do que em 2024, revelando um aumento geral nas adjudicações financeiras ao longo do semestre. O número de adjudicações em 2025 é também superior ao de 2024, o que se reflete numa maior atividade de contratos ou licitações no primeiro semestre de 2025. Março e maio são os meses que registaram os picos de valor adjudicado, tanto o ano passado como este ano, sugerindo uma tendência sazonal ou uma maior concentração de projetos. Em ambos os anos observou-se uma queda no valor adjudicado e no número de adjudicações no mês de junho. Tendências principais que marcam o primeiro semestre Numa análise mais detalhada aos padrões observados no decorrer dos seis meses, o valor adjudicado aumento de cerca de 40 milhões de euros em janeiro para um pico de cerca de 130 milhões de euros em fevereiro e março. Entre fevereiro e abril o valor adjudicado manteve-se estável, em valores aproximados a 120, 130 milhões de euros; em maio o valor adjudicado caiu significativamente, atingindo cerca de 80 milhões de euros em junho. No que diz respeito ao número de adjudicações, aumentaram de aproximadamente 500 em janeiro para um pico de cerca de mil em março e maio, caindo novamente para cerca de 500 em junho. De acordo com a Tenderstool, tanto o valor como o número de adjudicações mostram uma tendência de desaceleração a partir de maio. Áreas tecnológicas dominantesA área de “Serviços Consultoria” apresenta o maior valor adjudicado, ultrapassando os 150 milhões de euros, o que representa uma concentração de investimentos nesta categoria. Áreas relacionadas com “Hardware”, como Armazenamento, Hardware de CPD e Servidores registam valores adjudicados entre 20 e 100 milhões de euros; as categorias como “Software de infraestrutura” e “Software de segurança” apresentam valores adjudicados baixos e um reduzido número de adjudicações. Noutras áreas como “Telecomunicações” e “Serviços Smart Cities” foram registados picos de valor adjudicados – cerca de 100 milhões de euros – e número de adjudicações a variarem entre 400 e 600. Líderes adjudicatáriosA Inetum Espanha lidera com o maior valor adjudicado de mais de 51 milhões de euros; segue-se a Atos IT Solutions and Services Unipessoal, com um valor adjudicado de mais de 12 milhões de euros. Verifica-se também uma variação significativa nos valores, desde 51,1 milhões de euros (Inetum) até 17,9 milhões de euros (Timestamp), 36,1 milhões de euros (Claranet), 30,5 milhões de euros (MEO), 25,7 milhões de euros (Crayon) e 19,4 milhões de euros (Axianseu), refletindo uma diversidade de tamanhos de contratos entre os adjudicatários. Sozinhas, a Inetum e a Atos representam mais de 63 milhões de euros, o que reflete uma distribuição desigual. SPMS lideram número de adjudicaçõesO top 7 de adjudicantes foi responsável por 376 adjudicações nos primeiros seis meses de 2025, num total de valor adjudicado de mais de 234 milhões de euros. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde foram a entidade com maior número de adjudicações e maior valor adjudicado, seguindo-se o Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da justiça que, embora tenha um valor adjudicado na ordem dos 40 milhões de euros, apresenta um valor mais baixo ao nível do número de adjudicações (menos de 60). Lisboa, Porto e Coimbra lideram nas adjudicaçõesA tendência geográfica sugere uma distribuição de adjudicações influenciada pela densidade populacional, pela importância económica e por projetos regionais. Os valores e números de adjudicações mais elevados encontram-se concentrados nas regiões de Lisboa, Porto e Coimbra; por outro lado, verifica-se uma tendência de distribuição desigual, com os distritos menos populosos – Portalegre, Guarda ou Bragança – a mostrarem valores e quantidades de adjudicações mais baixas comparativamente com outros centros regionais como Braga e Setúbal. As regiões de Faro, Madeira e Açores podem exibir picos de adjudicações devido a possíveis investimentos em turismo, infraestruturas ou projetos específicos. |