Marta Quaresma Ferreira em 2026-2-10
A Red Hat introduziu alterações no seu Programa de Parceiros com o objetivo de simplificar a estrutura e aumentar a previsibilidade para o Canal, com foco num mercado orientado para serviços, cloud híbrida e automação
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Mais simplificação e uma maior transparência. A Red Hat anunciou um conjunto de melhorias no seu Programa de Canal, que pretende posicionar-se como um pilar central na estratégia go-to-market da organização. Numa altura em que o mercado exige agilidade, flexibilidade e capacidade de adaptação, Javier García Fiaño, Iberia Ecosystem Manager da Red Hat, explica ao IT Channel que os clientes “já não procuram apenas produtos, mas soluções integradas que abrangem desde o data center até ao edge e à cloud”. Este contexto tem contribuído para acelerar a evolução do Canal para modelos mais orientados à entrega de serviços e projetos. Javier García Fiaño não tem dúvidas de que o ecossistema de Parceiros evoluiu de um modelo de “revenda” para assumir o papel de cocriador de valor. Esta mudança, aliada à crescente complexidade associada à gestão de ambientes de cloud híbrida e à integração de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) generativa, culminou numa revisão à estrutura do Programa de Parceiros da Red Hat, que passa a apostar numa abordagem mais flexível e baseada em competências por domínio. As mais-valias para o ecossistema portuguêsDesenhado para apoiar os Parceiros na criação, venda e entrega de soluções baseadas em open source, com foco em cloud, hybrid cloud, automação e plataformas de aplicações, a estratégia por detrás das mudanças do Programa passa por reduzir a complexidade associada à infraestrutura e clarificar a forma como os Parceiros se posicionam ao longo do ciclo de vida dos projetos. As competências e especializações ganham novo fôlego e a estratégia está agora mais alinhada com o Canal de Parceiros português, mais orientado para serviços e projetos.
“Portugal dispõe de uma rede de Parceiros com uma capacidade técnica muito elevada e um forte foco em serviços. O Programa está alinhado com a prioridade de escalar no segmento Commercial – aquele com maior potencial na região em termos de volume de empresas –, permitindo que os Parceiros locais sejam o motor de inovação na digitalização do tecido empresarial português, apoiando-se na robustez, flexibilidade e capacidade de inovação da Red Hat”, justifica Javier García Fiaño. Com uma estratégia global centrada na “democratização da inovação tecnológica através do código aberto”, a Red Hat pretende oferecer às organizações a possibilidade de construírem, implementarem e gerirem qualquer aplicação a partir de qualquer ambiente, desconstruindo a complexidade associada à infraestrutura. “Pretendíamos eliminar silos e simplificar a forma como os Parceiros colaboram connosco, concentrando-nos na forma como prestam serviços de elevado valor acrescentado sobre a nossa oferta e maximizam o valor das nossas tecnologias no contexto específico de cada cliente”, reitera o Manager. O Parceiro no centro do projetoAs alterações anunciadas refletem uma maior valorização do papel do Parceiro ao longo do ciclo de vida do projeto, através de incentivos para especialização técnica e prestação de serviços com, segundo a Red Hat, impacto direto na rentabilidade. Para o Manager, “a grande diferença está na simplificação e na transparência”, uma vez que a empresa passou de ter “vários Programas fragmentados para uma estrutura unificada que reconhece diferentes modelos de negócio, desde integradores até fornecedores de serviços de cloud”. Em paralelo, a nova plataforma digital de Parceiros foi desenhada para facilitar o acesso a ferramentas de capacitação e melhorar a visibilidade sobre incentivos, requisitos e evolução da relação com a Red Hat. Acelerar o desempenho do ecossistemaA aposta tecnológica da Red Hat para acelerar o desempenho do Canal continua assente na plataforma e no open source como base para cloud híbrida, automação e inteligência artificial. Entre as soluções estratégicas, Javier García Fiaño destaca o Red Hat OpenShift, agora complementado com o Red Hat OpenShift AI, que permite aos Parceiros apoiarem os clientes na implementação e gestão de modelos de IA em ambientes híbridos. Em Portugal, a automação tem ganho relevância na melhoria da eficiência operacional das infraestruturas, com o especialista a elencar o interesse crescente em projetos transversais de automação e AIOps. Aperfeiçoar para crescerNo plano do negócio, a Red Hat identifica o aumento da previsibilidade como um dos principais benefícios das alterações introduzidas ao Programa. Os incentivos passam a ser mais claros, sobretudo para Parceiros com foco no segmento Commercial, permitindo um planeamento mais consistente e seguro do crescimento. “Para além disso, oferecemos um acesso mais direto a certificações e a recursos de engenharia. A oportunidade passa por deixar de ser um “fornecedor de tecnologia” para se tornar um Parceiro estratégico que apoia as empresas portuguesas na adoção de IA, da cloud híbrida e da automação, onde as margens associadas aos serviços são significativamente mais elevadas”, reitera. |