Marta Quaresma Ferreira em 2025-9-25
A empresa portuguesa quer continuar a evoluir nesta nova fase, que fica também marcada pela abertura de escritórios em Gaia
Fernando Duarte, CEO da Digibéria, ao centro, do lado direito, Bernardo Figueiroa, Chairman da Digibéria, primeiro do lado esquerdo, acompanhados da restante equipa executiva
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A Digibéria acaba de escrever mais um capítulo da sua história com a inauguração das novas instalações no Tagus Park, em Oeiras. O marco foi assinalado com a presença de clientes e Parceiros nos escritórios da empresa portuguesa, que não quiseram deixar de dar o seu apoio ao Parceiro que conta já com mais de 30 anos de vida. “A Digibéria não está a mudar; a Digibéria está a evoluir”, começou por afirmar Fernando Duarte, CEO da Digibéria, em entrevista ao IT Channel. Prova disso é uma das novidades anunciadas que dá conta da abertura de escritórios da empresa em Vila Nova de Gaia. A definição da estratégia, aliada a reestruturações internas e processos de transformação, foi definida no final de 2024. A mudança de instalações teve em vista uma projeção diferente “em termos de imagem e brand” que garantisse também “melhores condições para os nossos colaboradores e para fazer a atração de talento, assim como para receber os clientes e Parceiros”. “Queremos ser mais fortes e queremos ser reconhecidos no mercado português pelas nossas competências, pela nossa forma de estar no negócio – saber fazer é importante, mas saber estar também”, considera o líder, que destaca a competência, os princípios, a ética e os valores como características da Digibéria reconhecidas pelo mercado. Edgar Silva, Chief Operating Officer, coloca o ónus nas pessoas e o seu papel essencial para a transformação e evolução da Digibéria: “a transformação do escritório prende-se fundamentalmente com esse marco – criarmos condições mais acolhedoras para os nossos colaboradores, temos um espaço melhor para receber os nossos clientes. No fundo, faz parte de um processo de natural desenvolvimento das empresas. Somos uma empresa nacional e, portanto, também queríamos dar aqui uma imagem de credibilidade, crescimento, confiança aos nossos clientes para podermos continuar a desenvolver o nosso negócio”, refere. A aposta nas pessoasA retenção e atração de talento é um trabalho contínuo para a Digibéria. Fernando Duarte considera que, no que toca à área tecnológica, Portugal tem “pessoas com muita competência” e oportunidades que se desdobram para “criar boas condições de trabalho”. “Acreditamos que o talento, por vezes, não é só o de uma pessoa; o talento é de uma equipa, de uma organização, de uma metodologia. Acreditamos que quando olham para as empresas portuguesas, ou até mesmo para os parceiros multinacionais, não seja apenas o talento A ou B, mas o talento da empresa como um todo, com o talento de uma equipa que tem vindo a crescer de forma sustentada ao longo dos anos. É esse o desafio para hoje e para o futuro”, reitera Fernando Duarte. Digibéria quer manter-se portuguesaAinda que o nome possa levantar dúvidas, a Digibéria nasceu em Portugal, com uma visão assente no crescimento nacional e no trabalho conjunto com o mercado ibérico, sempre a partir de Portugal. Apesar das mais recentes aquisições de Parceiros portugueses por parte de organizações espanholas, Fernando Duarte garante que tal cenário “não está, neste momento, no nosso roadmap”. “Somos uma empresa portuguesa, vamos continuar a ser uma empresa portuguesa. Queremos crescer muito no mercado português, ter uma sólida sustentação e sim, sempre que houver oportunidades, não temos propriamente um plano para estar na Andaluzia, na Galiza, na Catalunha; não existe, mas está nas nossas mentes”, conclui. |