2025-10-06

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Mercado global de ecrãs antecipa crescimento moderado em 2025

A Omdia prevê um aumento de 2,8% nos envios globais de ecrãs de grande dimensão em 2025. Apesar do abrandamento nas TV e monitores, a procura por dispositivos móveis volta a equilibrar o setor

Mercado global de ecrãs antecipa crescimento moderado em 2025

Depois de um ano de forte recuperação em 2024, o mercado global de ecrãs de grande dimensão (superiores a nove polegadas) deverá crescer 2,8% em 2025, segundo a mais recente análise da Omdia.

O impulso vem sobretudo do volume de unidades enviadas de ecrãs para notebooks e tablets, que devem subir 6,1% e 16,3%, respetivamente. Em contrapartida, os segmentos de TV e monitores devem recuar 3,2% e 1%.

A consultora estima que sejam expedidas 909,4 milhões de unidades em 2025, contra 884,6 milhões no ano anterior. A tendência confirma uma transição estrutural no mercado, em que o consumo de ecrãs se desloca para formatos mais pequenos e portáteis, acompanhando a mobilidade do trabalho e a utilização crescente de dispositivos pessoais para fins profissionais.

O declínio nas TV e monitores reflete a saturação de um mercado com pouca inovação visível e margens estreitas. Ainda assim, a procura por notebooks e tablets tem sustentado a produção e ajudado a compensar o abrandamento no segmento doméstico.

“Os fabricantes chineses estão a aumentar a capacidade de produção de LCD para ganhar quota em monitores de IT, enquanto os coreanos apostam em OLED para notebooks e monitores, o que compensa o desempenho mais fraco das TV”, refere Peter Su, analista principal da Omdia.

Na análise por tecnologia, o mercado de OLED continua a ganhar terreno, com uma previsão de crescimento de 19% em 2025, impulsionado pelo aumento da procura em monitores e portáteis. Já o LCD mantém o domínio em volume, mas cresce apenas 2,2% face a 2024.

Do ponto de vista geográfico, a China continua a dominar a produção mundial, com 67,6% das expedições de LCD de grande dimensão esperadas em 2025. A BOE deverá liderar o setor com 37,1% de quota, seguida pela China Star (16,8%) e pela taiwanesa Innolux (11,4%). No OLED, a Coreia do Sul reforça o seu peso com 83,7% do total dos envios, sobretudo graças à Samsung Display (54,3%) e à LG Display (29,4%).

A Europa sente a pressão, com a concorrência asiática e a queda nas vendas de televisores a reduzir a produção local, mas ao mesmo tempo a abrir espaço para integradores e fabricantes explorarem nichos em automação, sinalética e aplicações industriais.

Este ano, deverá consolidar a mudança de paradigma no setor dos ecrãs, com menos dependência de formatos tradicionais e uma aposta mais clara na mobilidade, eficiência energética e integração com a IA. Esta evolução coloca a Europa na corrida, mas ainda atrás da concentração industrial asiática.

O mercado europeu, menos dependente do volume e mais orientado para a diferenciação tecnológica, pode vir a beneficiar do avanço dos OLED e da transição para displays inteligentes ligados à cloud.

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