Marta Quaresma Ferreira em 2025-12-17
A escala e criticidade da instituição bancária exigiam uma solução de backup capaz de responder à heterogeneidade tecnológica, ao crescimento dos dados e ao reforço regulatório do DORA. Com o apoio da Evonic e numa arquitetura combinada com Commvault e HPE, o banco iniciou uma transformação profunda da sua estratégia
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Com cerca de quatro mil clientes alvos de backup e uma média de 200 mil jogos de backup a correrem todos os meses, a Caixa Geral de Depósitos necessitava de substituir o software de backup. Marina Landeiro, Enterprise Architect and Lead of IT Operations and Services da Caixa Geral de Depósitos, (CGD) começa por explicar que o primeiro software utilizado pela CGD – o TSM, da IBM – apresentava algumas limitações e não tinha capacidade de cobrir a dispersão tecnológica da instituição. “Durante os últimos anos tínhamos uma solução, o Bacula, um produto open source que respondia praticamente a todas as nossas necessidades, mas não é propriamente um produto empresarial no sentido de se adaptar às necessidades do mercado”, refere. O aumento da regulação, e os requisitos impostos pelo DORA, foram o grande impulsionador que levaram à procura de outras soluções. O desafio e a dimensão do clienteA criticidade deste tipo de cliente foi crucial para o projeto: “Era muito relevante, na construção da solução, como é que nós também protegíamos o investimento que a Caixa Geral de Depósitos já tinha”, refere Nuno Silva, Senior Technical Consultant e CEO da Evonic, Parceiro responsável pela implementação da nova solução, que tinha de ser desde logo compatível com a quantidade de dados já existentes em repositórios HPE StoreOnce. “Procurámos uma solução que não só garantisse os vastos requisitos que a Caixa Geral de Depósitos propunha, em termos de compatibilidade por causa da heterogeneidade das soluções e em termos de compliance e segurança para os objetivos regulatórios, mas que simultaneamente fosse aberto o suficiente para permitir trabalhar e utilizar tecnologia que já tínhamos dentro de casa e minimizar o investimento nesta transformação”. A decisão recaiu na Commvault, considerada “o melhor fit” para aquilo que eram as necessidades do banco. “Encontrámos junto da HPE e da Commvault os parceiros certos para desenvolver esta solução: pela maturidade, pela forma como se integram entre eles e pela capacidade de entregar o nível global de solução que é desejável para este tipo de desafio”, reitera Nuno Silva. Implementação da soluçãoCom uma plataforma unificada, a Commvault conseguiu cobrir todo o ambiente heterogéneo da CGD, garantindo a gestão da proteção de dados de forma unificada. A portabilidade foi uma das características elencadas por Amanda Bertucci, Senior Sales Engineer da Commvault, que garantiu a migração de cargas de trabalho entre plataformas distintas, mantendo o histórico de recuperação protegido. Uma das exigências do DORA passava também por manter uma cópia isolada e imutável dos dados, com a Commvault a garantir a automatização e o isolamento desta cópia e a criação de um ambiente de testes. Outra das vantagens foi o parque de hardware já instalado, que permitiu à Commvault integrar- se, “não somente no backend do backup, mas também na gestão de snapshots, de ciclos de vida de snapshots e cópias otimizadas do dado para este backend”. “O que a Commvault prevê para a CGD é esta flexibilidade de eleger qual a melhor tecnologia com que querem trabalhar, dependendo da necessidade; a melhoria na automatização, nas operações do dia a dia – toda operação fica simplificada quando existe uma plataforma unificada; e aqui também temos a redução de riscos e a conformidade com a regulação”, acrescenta Amanda Bertucci. O projeto contou ainda com a participação da HPE ao nível do hardware. Pedro Morais, Category Manager, destacou a ideia de arquitetura como scale-out neste projeto, ou seja, “um repositório de backup que cresce horizontalmente para dar capacidade e performance”, esclarece o manager. Atualmente, a CGD começou já a identificar melhorias na automação. “Num mês conseguimos migrar cerca de três mil clientes já para a nova solução, de forma extremamente simplificada e rápida. Quando terminarmos esta fase, vamos endereçar o resto do nosso parque, mas temos também o desafio de criar o ambiente de recuperação isolado, em que a fase um vai ser a criação de uma infraestrutura de cópias imutáveis, com deteção de ransomware e de tudo o que é relacionado com ciber-resiliência”, refere Marina Landeiro. Perante a complexidade e as muitas dependências e relações, Nuno Silva recorda: “não há só peças tecnológicas aqui; a componente humana também é relevante na capacidade que conseguimos colocar para a entrega do projeto”. |