2021-11-16

NEGÓCIOS

Esprinet ultrapassa estimativas de rentabilidade para 2021

A empresa anunciou os resultados do terceiro trimestre e o Plano Estratégico para 2022-2024

A Esprinet anunciou os seus resultados trimestrais, que ultrapassam as estimativas de rentabilidade para 2021, com um Adj. EBITDA superior a 83 milhões de euros, face aos 80 milhões de euros anteriores. Além disso, apresentou o seu Plano Estratégico para 2022-2024, que prevê um aumento da rentabilidade em 50%. 

Segundo dados do Context, nos primeiros nove meses do ano, as vendas totais de distribuição no sul europeu – Itália, Espanha e Portugal – aumentaram 9% em relação ao período homólogo. Em Portugal, o mercado valeu 1,1 mil milhões de euros – crescimento de 12% –  com aumentos nos três trimestres de 2021 de 16%, 14% e 6%, respetivamente. Já em Itália, registou-se um aumento de 8% e o mercado registou um turnover de 6,6 mil milhões de euros, e o mercado espanhol registou um valor de 4,6 mil milhões de euros, marcando um crescimento de 10%. 

Alessandro Cattani, CEO da Esprinet explicou que “o terceiro trimestre do presente ano financeiro confirma o excelente desempenho do Grupo e permite-nos dizer que a ROCE-Driven Strategy continua a influenciar positivamente a gestão operacional e financeira da empresa. Os resultados dos nove meses de 2021 devem-se a uma combinação de dois fatores: o crescimento orgânico, também impulsionado pelos primeiros investimentos em infraestruturas de IT relacionadas com os planos de transformação digital dos governos, e o contributo significativo das aquisições de Advanced Solutions feitas entre o final de 2020 e o início  de 2021”. 

“Depois de otimizar o capital de trabalho, ao longo dos últimos trimestres, concentrámo-nos firmemente em aumentar a rentabilidade, também acelerando o processo de transição do nosso negócio para a distribuição de valor acrescentado das Advanced Solutions, que cresceram acima dos 60% e mais de  600 milhões de euros, e das soluções em Cloud, que aumentaram 414% face a 2020, ultrapassando os 100 milhões de euros”, completa o CEO da Esprinet. 

O Conselho de Administração da Esprinet reuniu-se, sob a presidência de Maurizio Rota, e aprovou a Declaração de Gestão Provisória e o Plano Estratégico para 2022-2024. O Plano Estratégico constitui uma “ponte para um novo paradigma”, tomando em consideração a  transformação digital e as duas macrotendências globais, que impactam transversal e amplamente diversas áreas da indústria, representadas, por um lado, pela circulação de modelos de negócios consumption-based e subscription-based e, por outro, pela transição ecológica das economias. 

Sobre o tema, o CEO da Esprinet nota que “esta é uma aposta histórica para o nosso Grupo, depois da transformação para multinacional em 2005, em que veremos o Grupo a começar a capitalizar a sua riqueza ao nível de competências financeiras e relações com mais de 650 fabricantes e 31.000 revendedores, de forma a aproveitar cada vez mais ações de valor acrescentado para melhor servir os nossos mercados de referência e criar valor para os nossos acionistas".

O Plano Estratégico está estruturado tendo em conta o crescimento orgânico do modelo de distribuição transacional, “com um grande impulso evolutivo no sentido de um maior papel da distribuição de valor acrescentado, nomeadamente nas áreas com elevada margem como as Advanced Solutions, Cloud e acessórios de consumo de marca própria (Nilox e Celly)”; e o lançamento de uma nova área de negócio especializada no fornecimento de soluções operacionais de renting para o ecossistema de revendedores e fabricantes de IT e CE.

O renting vai permitir potenciar o nível de serviço prestado e a cooperação com os seus fornecedores e revendedores, exercendo controlo sobre o ciclo de vida do produto, possibilitando mecanismos de retirada, recondicionamento, revenda e potencial eliminação de resíduos tecnológicos, com base numa aplicação mais rigorosa dos princípios ESG. Os objetivos do Plano Estratégico preveem, em 2024, vendas superiores a 5,6 mil milhões de euros e um Adj. EBITDA superior a 125 milhões de euros, com o negócio de renting que, ainda em fase de arranque, irá contribuir com cinco milhões de euros.

Os investimentos previstos para a transição são essencialmente a nível de recursos humanos, pelo que os custos de desenvolvimento de software para ativação da plataforma de gestão de renting já se tinham sido visados anteriormente. Também ao nível do capital investido, espera-se que a maior parte dos contratos seja transferida, ao longo do tempo, para sociedades de leasing ou financeiras, limitando-se a valores residuais em relação ao volume total de contratos previstos.

O Grupo espera manter, ao longo do plano, níveis de ROCE de dois dígitos, com um ciclo médio de menos de 18 dias de Capital de Giro, para permitir total flexibilidade financeira de forma a garantir uma política de dividendos generosa e recursos suficientes, tanto para apoiar o crescimento orgânico como para a política seletiva de fusões e aquisições que tem sido um grande contributo para o crescimento da Esprinet. 

Destaques - 9 meses de 2021

  • Vendas: Euro 3.211 milhões +9% (9M 20: Euro 2,959 milhões)
  • Adj. EBITDA: Euro 57,9 milhões, +39% (9M 20: Euro 41,6 milhões)
  • Lucro líquido: Euro 28,6 milhões, +64% (9M 20: Euro 17,5 milhões)
  • Ciclo de conversão de Valor Financeiro: 13 dias (9M 20: 8 dias)
  • ROCE: 17,6% (9M 20: 15,7%)
  • Posição Financeira Líquida: negativo para o Euro 200,8 milhões (9M 20: negativo para o Euro 14,5 milhões)

Terceiro trimestre de 2021

  • Vendas: Euro 974 milhões, -13% (3º trimestre: Euro 1,124 milhões)
  • Adj. EBITDA: Euro 16,2 milhões, -8% (2º trimestre: Euro 17,7 milhões)
  • Lucro líquido: Euro 6,5 milhões, -33% (3º trimestre 20: Euro 9,8milhões)

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