2026-10-13
As vendas de soluções de conformidade e formação em cibersegurança cresceram 75,9% no terceiro trimestre de 2026, segundo a CONTEXT. A gestão de identidades e acessos também ganhou destaque
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As empresas da Europa, Médio Oriente e África estão a direcionar uma parte crescente dos seus investimentos em cibersegurança para soluções que permitam demonstrar o cumprimento de requisitos regulamentares, reforçar a formação dos colaboradores e controlar o acesso aos sistemas empresariais. Segundo os dados de vendas através da distribuição da Context, relativos ao terceiro trimestre de 2026, as receitas de soluções de conformidade, sensibilização e formação aumentaram 75,9% face ao período homólogo. A gestão de identidades e acessos registou um crescimento de 33,7%, superando o aumento de 5% observado na segurança de redes. Os resultados refletem uma mudança nas prioridades de investimento das organizações, cada vez mais pressionadas para demonstrar a eficácia dos seus mecanismos de gestão do risco cibernético. Os requisitos europeus de cibersegurança e resiliência financeira estão entre os fatores que contribuem para esta evolução. De acordo com Joe Turner, vice-presidente de Vendas e Investigação da Context, as empresas procuram maior visibilidade sobre quem pode aceder aos seus sistemas, colaboradores mais preparados para enfrentar ameaças e evidências de que estão a cumprir as suas obrigações. Esta tendência representa uma oportunidade para distribuidores e revendedores, que podem apoiar os clientes na identificação e implementação de soluções alinhadas com necessidades operacionais e regulamentares. Europa do Sul lidera receitas da distribuição O crescimento do mercado de cibersegurança apresenta diferenças significativas entre regiões. O Benelux foi o mercado com maior crescimento, registando um aumento de 37,9% nas receitas, impulsionado pelos Países Baixos, onde as vendas subiram 57,9%. Os países nórdicos cresceram 26,3%, com destaque para a Suécia e a Noruega, que registaram aumentos de 63,2% e 40,4%, respetivamente. A procura de soluções de segurança cloud e managed services contribuiu para estes resultados. Em contraste, o Reino Unido e a Irlanda apresentaram uma ligeira contração de 0,8%, com as vendas no Reino Unido a diminuírem 1,1%, refletindo adiamentos nas decisões de compra de algumas grandes empresas, enquanto a Irlanda registou um crescimento de 3%. A Europa do Sul manteve-se como o maior mercado regional acompanhado pela Context, representando 27,2% das receitas de cibersegurança através da distribuição. A região cresceu 9,9%, impulsionada sobretudo por Itália e França, onde as vendas aumentaram 13,8% e 12%, respetivamente. Portugal e Espanha registaram crescimentos mais moderados, ainda que a Context não apresente valores individuais para estes dois mercados. A Alemanha, Áustria e Suíça representaram, em conjunto, 26,3% das receitas analisadas, com um crescimento de 7,4%. A Alemanha avançou 7,1% e a Suíça 20,1%, enquanto a Áustria registou uma quebra, influenciada por grandes contratos do setor público celebrados no ano anterior. Fora da Europa Ocidental, a África do Sul destacou-se com um crescimento de 43,1%, num mercado do Médio Oriente e África que avançou 4,5%. Já a Europa Central e de Leste registou uma contração de 19%, com os crescimentos na Polónia e Eslováquia a serem insuficientes para compensar as quedas na Chéquia e Hungria. Mudanças nos modelos de compra desafiam o Canal Apesar da maior procura de soluções de conformidade e gestão de acessos, a segurança de redes continua a representar a maior categoria do mercado de cibersegurança através da distribuição, com uma quota de 51,8% das receitas. Este segmento cresceu 5%, beneficiando parcialmente do aumento dos preços dos equipamentos firewall empresariais. A proteção de infraestruturas registou um crescimento de 16,1%, impulsionado pelos investimentos na segurança de servidores, identificação de vulnerabilidades e substituição de equipamentos especializados. Em contrapartida, as vendas através da distribuição diminuíram em categorias como segurança de dados, segurança cloud, proteção de endpoint e segurança de correio eletrónico. A Context salienta que estas quebras não significam, necessariamente, uma redução equivalente do investimento das empresas. Parte da despesa está a deslocar-se para contratos diretos com fabricantes ou para acordos mais abrangentes de segurança e managed services. Para distribuidores e revendedores, esta evolução coloca dois desafios: responder à crescente procura de soluções de conformidade e controlo de acessos e adaptar os modelos comerciais às novas formas de aquisição de tecnologia. Segundo a Context, a capacidade de compreender as necessidades específicas de cada mercado e apoiar os clientes no cumprimento das suas responsabilidades operacionais e regulamentares será determinante para identificar oportunidades de negócio no Canal. |