Inês Garcia Martins em 2026-9-23
A maior autonomia dos agentes de IA exige novos mecanismos de controlo e respostas de segurança mais automatizadas, defende a Netskope no AI in the Fast Lane Portugal
|
A segurança associada à crescente utilização de Inteligência Artificial (IA) nas organizações está no centro do AI in the Fast Lane Portugal. A iniciativa integra o roadshow global da Netskope e reúne profissionais de segurança e redes em torno dos desafios associados à utilização empresarial da IA. Entre os temas estão a identificação e controlo de Shadow AI, a proteção de informação sensível e a segurança de modelos e agentes. O programa inclui ainda a análise de prompts e respostas para limitar fugas de dados e ataques como prompt injection e jailbreaking, bem como a transformação das redes no contexto de Secure Access Service Edge (SASE). Agentes alteram o cenário de cibersegurançaNa abertura do evento, Paulo Vieira, Country Manager da Netskope, revelou que a empresa cresceu 75% em faturação em Portugal face ao ano anterior. A Netskope tem mais de 520 projetos em curso no mercado nacional e formou mais de 190 pessoas no último ano no âmbito do trabalho com Parceiros. O aumento da autonomia dos agentes de IA foi um dos temas destacados pelo responsável. “Deixamos de ter ataques dos grupos de atacantes conhecidos e dos Estados conhecidos e passamos a ter agora agent teams”, afirmou. Para o Country Manager da Netskope, estes sistemas também alteram a forma como as organizações acompanham e controlam potenciais ataques. “O runtime passa a ser o control point. Nós temos de estar dentro dos agentes, temos de perceber o que é que eles estão a falar, o que é que estão a dizer e como é que vamos intervir dentro dessas plataformas”, explicou. O responsável defendeu ainda mecanismos que permitam interromper agentes quando ultrapassam os limites definidos, assim como uma maior automatização da resposta. “As defesas têm de ser autónomas. Todo o risco baixo e médio tem de ser autónomo. Não pode haver intervenção humana. Quando realmente precisamos de tomar uma decisão maior, aí tem de haver intervenção humana”, afirmou. Para Paulo Vieira, a evolução dos agentes exige que os mecanismos de segurança acompanhem a velocidade e autonomia destes sistemas, mantendo a intervenção humana nas decisões de maior impacto. Outros eixos do AI in the Fast LaneOs agentes de IA estão também em destaque na sessão de Rich Beckett, Senior Product Marketing Manager da Netskope, enquanto Pablo Valenzuela, AI Ambassador da Netskope, aborda a estratégia de proteção de dados e a passagem da visibilidade ao controlo. Nacho Franzoni, SE Team Leader da Netskope, dedica a sua intervenção à transformação das redes na era de SASE. Pedro Boavida, Solutions Engineer da Netskope, integra também o programa do encontro. O evento inclui ainda uma mesa-redonda sobre alianças tecnológicas, moderada por David Willis, VP Technology Alliances da Netskope, com Belén Rayo, Regional Partner Manager Iberia & LATAM da Wiz; Juan Isturiz, Country Manager Iberia & LATAM da Zero Networks; Josep Dot, Regional Sales Manager Iberia da Mimecast; Jean-Christophe Rodrigues, Regional Sales Manager da Cribl; e Bruno Espadinha, Country Lead Portugal da TrendAI. |