Rui Damião em 2020-5-11

A FUNDO

Especial

O papel do data center nas organizações

Ainda que muitos utilizadores finais possam não ter essa noção, o data center é um ponto fundamental da operação de qualquer empresa, sendo de extrema relevância o bom funcionamento do mesmo para assegurar o sucesso das organizações. APC by Schneider Electric, Cilnet, Cisco, Equinix, Érre Technology, IP Telecom, Lenovo e NetApp/Arrow deram a sua opinião sobre o atual mercado de data center

Os data centers são dos pontos mais importantes das organizações que têm uma presença – direta ou indireta – online. Qualquer empresa que tenha um simples ficheiro alojado na cloud precisa de um data center.

Os tempos mudaram e a necessidade de informação é enorme. Há alguns anos, as comunicações eram simples e o correio tradicional era mais do que aceitável para grande parte das comunicações entre empresas. Atualmente, o mundo já não é assim.

Agora, e depois da democratização da Internet e dos smartphones, grande parte do tempo é passado online. Seja na vida profissional ou pessoal, a Internet tem um papel enorme na vida dos cidadãos. É aí que entra o data center, as ‘instalações’ onde se recolhem, armazenam, processam e se distribuem grandes quantidades de dados. Os data centers são tão antigos quanto a era da computação moderna.

O sentimento geral dos participantes desta mesa redonda – realizada através de videoconferência – é que o mercado de data center em Portugal cresceu em 2019. Esse crescimento aconteceu, também, nos primeiros três meses do ano.

 

O IT Channel voltou a realizar a sua habitual mesa redonda de forma digital, através de uma plataforma de videoconferência.

 

Estado do mercado

Miguel Miranda, BDM de Data Center e Hybrid Cloud na Cilnet, notou que, durante o ano de 2019 e os primeiros meses de 2020, as arquiteturas de IT estão a sofrer “profundas alterações”. “As arquiteturas estão a adaptar-se aos planos de transformação digital e inovação” e é de esperar que estas alterações continuem durante o ano de 2020. Assim, segundo Miguel Miranda, o mercado nacional continuará a procurar soluções cloud para inovar as suas operações.

Ricardo Antunes da Silva, Data Center Specialist na Cisco, refere que 2019 foi um ano “bastante bom do ponto de vista de IT”. “Entendemos e temos visto Portugal sempre como um país adepto da inovação tecnológica. Existindo condições, sempre vimos uma apetência muito grande das empresas em fazer esse investimento e essa inovação”. Este investimento aconteceu em 2019, como referido, mas também aconteceu no primeiro trimestre de 2020 e o país tem sido um “verdadeiro foco de inovação tecnológica” em diversas áreas.

“Em linha” com os representantes da Cilnet e da Cisco, Carlos Paulino, Managing Director na Equinix, refere que se assistiu a um ciclo económico positivo que tornou 2019 “num ano de forte adoção de cloud”. “Vimos um acelerar dos principais players de cloud no sentido de construírem infraestruturas no mercado português”, nomeadamente de Azure, Google e AWS, por exemplo, que fizeram fortes investimentos no mercado nacional.

 


“As arquiteturas estão a adaptar-se aos planos de transformação digital e inovação”

- Miguel Miranda, BDM de Data Center e Hybrid Cloud, Cilnet


 

Nuno Afonso, CTO na Érre Technology, nota um “crescimento sustentado” no último ano e nos primeiros meses de 2020. “Há uma procura generalizada pela atualização das infraestruturas computacionais, seja pela necessidade de armazenamento de dados, pela evolução das aplicações ou mesmo pelo caminho da transformação digital”, indica.

Os clientes da Érre Technology estão, essencialmente, na indústria ou na área financeira que têm alguns requisitos que nem sempre permitem uma adoção de serviços cloud por completo, “ficando a meio, numa multicloud”. Ainda assim, refere, os clientes têm pedido cada vez mais soluções, seja no local ou na cloud. Nassri Abokhalaf, Responsável da Área de Pre-Sale na IP Telecom, acredita que, em 2019, foi possível notar, do lado do mercado, as vantagens reais daquilo que é a adoção de soluções cloud. “As empresas procuram um aumento de eficiência e de redução do custo, e a adoção de soluções cloud traz isso” às organizações, explica.

Nassri Abokhalaf acrescenta que, nos ciclos de renovação tecnológica, as empresas “procuram fugir daquela ratoeira de reinvestir em infraestrutura própria e vemos um shift do CapEx para o OpEx”. No final de 2019, a IP Telecom sentiu que o movimento da passagem do CapEx para OpEx era também definido pelos Parceiros, ou seja, “quem está no cliente final, a fornecer managed services, quer ter a opção de oferecer aos seus clientes ter uma solução cloud gerida por esse Parceiro”.

“2019 foi um ano bom, um ano de crescimento onde se viu um mercado dinâmico”, afirma Luciano Zoccoli, Lenovo DCG Portugal Solution Architect. As empresas apostaram na transformação tecnológica e os primeiros meses de 2020 mostravam que o investimento de 2019 iria continuar. No entanto, diz, o COVID-19 criou algumas incertezas, “mas também criou um boost incrível, com clientes a comprar infraestruturas para suportar cinco mil utilizadores”, por exemplo.

João Lavrador, Pre-Sales & NetApp Instructor na Arrow, refere que no negócio NetApp “houve um crescimento no ano transato e até ao primeiro trimestre deste”. Em linha com o que tem sido mencionado, João Lavrador explica que a transformação digital levou a um crescimento dos data centers e de soluções mais flexíveis, como clouds privadas, multicloud e cloud híbrida, por exemplo.

Ana Carolina Cardoso, Iberian IT Channel Director na APC by Schneider Electric, afirma que 2019 terminou com crescimento para a empresa em Portugal. “Projetos que tínhamos com pequenos e médios data centers na região realizaram-se e vemos que Portugal se tem tornado cada vez mais um ponto importante dentro da península Ibérica”, acrescentando que a península, como um todo, se tem vindo a tornar num hub digital.

 


"Há uma procura generalizada pela atualização das infraestruturas computacionais, seja pela necessidade de armazenamento de dados, pela evolução das aplicações ou pelo caminho da transformação digital

- Nuno Afonso, CTO, Erre Technology


 

Impacto do COVID-19

A pandemia do COVID-19 fez com que existisse uma maior adoção de soluções de trabalho e acesso remoto aos data centers e é importante perceber qual o verdadeiro impacto que esta pandemia teve no data center.

Miguel Miranda refere que “o impacto que a pandemia trouxe foi um novo desafio e obrigou as organizações a terem uma maior adaptabilidade às questões causadas por este problema”. Deslocalizar a força de trabalho é, claramente, um desafio e as empresas tiveram que se adaptar a soluções, como as de colaboração, que se calhar ainda não utilizam, com um simples objetivo: não parar as suas operações.

Nuno Afonso explica que a pandemia “trouxe uma deslocalização dos colaboradores para casa”. Na opinião do CTO da Érre Technology, as organizações “adaptaram-se bastante rapidamente ao trabalho remoto”. No entanto, esta deslocalização trouxe outros desafios, como a segurança da informação – onde se tem visto uma preocupação ainda maior da informação – e a fiabilidade de acesso à Internet. Tal como referiu Miguel Miranda, Nuno Afonso também destaca que muitas empresas adotaram soluções de colaboração e de monitorização “de tudo o que tenha a ver com servidores, aplicações e dispositivos de rede”.

Luciano Zoccoli afirma que, apesar da Lenovo não vender soluções de cloud, é, provavelmente, dos maiores fornecedores de “quem implementa e fornece cloud a nível mundial”. Assim, o representante da Lenovo acredita que, “aqui em Portugal, as necessidades de urgência que existiram foram interessantes, fizeram perceber ao mercado onde é que tinham os seus problemas, ou seja, a falta de flexibilidade, os problemas de segurança, se eram flexíveis no seu data center. Os clientes inteligentes vão perceber o que têm de alterar na sua relação com a infraestrutura que têm no seu data center”.

O representante da IP Telecom comenta que colocar os colaboradores a trabalhar a partir de casa só foi possível a um pequeno número de organizações porque, de facto, “já tinham essa infraestrutura montada e devidamente preparada, seja em recursos ou largura de banda” que permitiam este tipo de trabalho remoto. Depois, as organizações que não estavam preparadas deste ponto de vista, “sentiram um impacto muito negativo, seja pela questão da largura de banda, seja por constrangimentos locais no data center”. Assim, diz, “a lição que podemos tirar é a de que o data center é a peça fundamental para que as empresas possam ser ágeis no que toca, inclusive, a esta questão de teletrabalho”.

 


“Nos ciclos de renovação tecnológica, as empresas procuram fugir do reinvestimento em infraestrutura própria e há um shift do CapEx para o OpEx”

- Nassri Abokhalaf, Responsável da Área de Pre-Sale, IP Telecom


 

Tendências

On-premises, cloud, seja ela pública ou privada, ou multicloud são apenas algumas das tendências que as organizações estão a adotar. Nem todas estas tendências fazem sentido para todas as organizações e é preciso perceber qual o melhor modelo que se adequa às suas necessidades. Nassri Abokhalaf indica que a tendência “é cloud pública no operador”. A principal razão é o preço, diz, onde o custo de uma cloud pública é sempre mais baixo do que outras soluções. Em Portugal, o mercado ainda tem pouca maturidade na adoção de cloud, onde “as grandes organizações ainda têm infraestrutura própria e só agora, desde 2018, é que começou a olhar para a cloud como uma vantagem competitiva”.

Ricardo Antunes da Silva nota que já há algum tempo que há uma aposta em multicloud, “não no sentido de ter várias operadoras, mas no sentido de ter pelo menos uma cloud e a tendência de ter a experiência” da cloud pública. A pandemia, afirma, veio trazer “não só o reforço do contexto e das vantagens da cloud em termos de agilidade, mas também veio mudar mentalidades, de que as empresas estão a mudar”.

“Há uma migração do privado para o público e, normalmente, dentro do público, para vários fornecedores de cloud”, esclarece Carlos Paulino. A Equinix tem estado a trabalhar com as maiores empresas em Portugal e todas tiveram o mesmo comportamento; apesar de existir um concurso para existir um prime contractor de cloud, de imediato alguns ambientes de desenvolvimento são levados para outras clouds ou fornecedores.

João Lavrador refere que “continua a existir uma aposta em data center on-premises, mas há cada vez mais pedidos de cloud, não só de soluções as-a-Service, mas também de backup ou de outros workloads”. Na opinião de João Lavrador, “os clientes querem manter os dois conceitos de cloud, ou seja, querem uma cloud híbrida para poder ter a liberdade de escolher onde colocar os seus dados, quais são os workloads que fazem sentido estar na cloud”, por exemplo.

 


“Continua a existir uma aposta em data center on-premises, mas há cada vez mais pedidos de cloud, não só de soluções as-a-Service, mas também de backup ou de outros workloads”

- João Lavrador, Pre-Sales & NetApp Instructor, Arrow


 

Edge

A necessidade de processar grandes quantidades de dados num curto espaço de tempo levou ao surgimento dos data centers edge, mais perto de onde a informação é necessária. Neste sentido, uma empresa portuguesa que precise de analisar dados críticos rapidamente não terá esses dados alojados num data center, por exemplo, no Japão.

Ana Carolina Cardoso salienta que o grande desafio é “a dificuldade de gerir” os dados. “A partir do momento em que não tenho pessoas para gerir os data centers na sua localidade, às vezes transferir para a cloud é mais fácil. Porém, há aplicações que não podem ser transferidas a 100% para a cloud”, explica. Assim, existe uma necessidade de computação local, mas, ainda assim, são necessárias ferramentas de digitalização para dar manutenção à distância. A indústria de hardware está a passar por uma transformação “muito grande” neste sentido.

Para dar resposta aos desafios do edge, já existem produtos que podem ser montados numa parede. O Lenovo DCG Portugal Solution Architect partilha que, atualmente, 90% dos dados estão a ser processados no data center. Mas, estima-se que, em 2025, 75% dos dados vão ser processados no edge. “Estamos a mudar muito e vai haver necessidade” para soluções que já existem no mercado que dão a disponibilidade remota e tem gestão igual à dos equipamentos do data center mais tradicional.

Carlos Paulino afirma que “uma das vantagens” que a Equinix oferece é a possibilidade de os clientes poderem escolher entre mais de 200 localizações em todo o mundo e ter equipas de smart end que podem fazer o deployment de qualquer solução sem o cliente se ter que deslocar ao local. No contexto de edge services, a Equinix “deu um passo à frente” e permite fazer uma ligação para qualquer cloud numa lógica de drag and drop.

 


 “Os clientes vão aproveitar a pandemia para perceber o que têm de alterar na sua relação com a infraestrutura que têm no seu data center”

- Luciano Zoccoli, Lenovo DCG Portugal Solution Architect, Lenovo


 

Visibilidade, automação e orquestração

Há algumas estrelas ascendentes no mercado de data center; a visibilidade, a automação e a orquestração, cada um ao seu ritmo, tem crescido em popularidade em todo o mundo.

Ricardo Antunes da Silva (Cisco) clarifica que “a automação em Portugal ainda não é uma área onde exista um grande esforço por grande parte do mercado”, ainda que exista um crescimento na adoção deste tipo de soluções. “A automação e orquestração estão muito ligadas ao número de sistemas que temos para gerir e o IT, nos últimos anos, tem aumentado muito e adotado cada vez mais soluções”, esclarece.

Miguel Miranda (Cilnet) refere que, em linha com a opinião do representante da Cisco, a automação e a orquestração das infraestruturas de data center “são uma tendência; os clientes questionam, procuram, mas o mercado ainda não está muito amadurecido neste âmbito”. No caso da Cilnet, as soluções de orquestração não são utilizadas necessariamente pelo cliente, mas sim pela própria Cilnet ao fazer a gestão dos serviços do cliente.

João Lavrador (NetApp/Arrow) afirma que as soluções de orquestração vão sendo cada mais utilizadas no mercado nacional. No entanto, relembra, “as ferramentas que dão visibilidade à nossa infraestrutura também são muito importantes; se não tivermos visibilidade, podemos ter alguma falha” no data center e, assim, prevenir possíveis erros futuros para a operação das organizações.

 


“A automação em Portugal ainda não é uma área onde exista um esforço por grande parte do mercado”

- Ricardo Antunes da Silva, Data Center Specialist, Cisco


 

Cibersegurança

Como sempre, em qualquer ponto da tecnologia, a cibersegurança é dos pontos mais críticos. Um data center privado que sofra um cibertaque provavelmente colocará toda a organização em risco, podendo mesmo parar.

“Temos notado que no passado as organizações estariam muito mais preocupadas com a segurança dentro do data center”, afirma Nuno Afonso (Érre Technology). O CTO esclarece que, “se no passado a maioria dos ciberataques vinham dos dispositivos finais, aquilo que vemos hoje em dia é diferente: com a deslocalização desses dispositivos para casa e com acessos remotos que não estavam preparados, temos problemas ainda maiores”.

Nassrif Abokhalaf (IP Telecom) relembra que a segurança faz todo o sentido. “A fronteira entre o core e o end está muito mais encurtada. O cliente que está em casa por VPN está, de facto, no data center e temos de adaptar a segurança a essa realidade”, explica. Simultaneamente, é necessário ser disruptivo na forma como se propõem serviços aos clientes para que percebam que os dispositivos em casa são potenciais pontos de entrada para um ciberataque.

“A partir do momento em que as pessoas estão a trabalhar a partir de casa, o computador está ligado ao data center”, diz Ricardo Antunes da Silva. Apesar de algumas empresas estarem preparadas para uma mentalidade de trabalho diferente do habitual, grande parte das organizações não estavam preparadas e, ao abrir pontos de entrada VPN, abriram, também, pontos para possíveis ataques.

 

Armazenamento

O crescimento exponencial dos dados sente-se, sobretudo, nos data centers. Sendo este um dos primeiros pontos de armazenamento, o mercado de storage tem vindo a crescer.

O Pre-Sales & NetApp Instructor na Arrow explica que a tecnologia de storage evolui à mesma velocidade que a tecnologia em termos gerais. “A NetApp tem feito um esforço para desenvolver equipamentos com muita performance e uma das apostas é disponibilizar ao mercado uma solução All-Flash com bastante performance, mas com a possibilidade de fazer um ‘tiering’ dos dados para um formato de object storage”, refere.

Luciano Zoccoli diz que a evolução será, “de um lado, muita performance – All-Flash, NVMe, soluções de alta capacidade –, mas também com soluções de segurança. Por outro lado, não vão desaparecer os discos de alta capacidade. Vai existir sempre a necessidade de ter e de armazenar grandes quantidades de dados”. Assim, a tendência será ter a performance em conjunto com a capacidade para armazenar tudo o que não é urgente.

No tema do armazenamento, o CTO da Érre Technology vê que o futuro seja algo híbrido, ou seja, algo muito rápido para o edge computing, mas com a integração com as clouds, como object storage, para a colocação de dados que não sejam de tão rápido acesso e que não exista a necessidade de estar sempre disponível no imediato.

 


“Antes, os data centers representavam 2% do consumo energético mundial e, agora, representam 10%. É necessário procurar soluções de eficiência”

- Ana Carolina Cardoso, Iberian IT Channel Director, APC by Schneider Electric 

 


 

Sustentabilidade

A atual crise associada ao COVID-19 não pode por de lado as recentes ‘vitórias’ que a sustentabilidade tem conseguido. Politicamente, Bruxelas já fez saber da sua intenção de agenda em que o relançamento deve ser orientado pela agenda da inovação e sustentabilidade.

A Iberian IT Channel Director da APC by Schneider Electric refere que, antes, “os data centers representavam 2% do consumo energético mundial e, agora, representam 10%”. “É necessário procurar soluções de eficiência. Essas soluções estão relacionadas com o facto de se conseguir utilizar a energia dentro dos data centers de uma forma eficiente. Observamos que isso tem vindo a melhorar nos últimos anos”, sendo que a eficiência energética dos data centers tem vindo a ser aperfeiçoada.

Neste ponto, Carlos Paulino dá como exemplo a própria Equinix. Na gestão energética do data center, a empresa dá prioridade a energias de fontes verdes e procura formas de alavancar ainda mais o baixo custo da energia eólica durante o período noturno. “São projetos novos que estão a avançar a eficiência energética dos data centers”.

 


“[Em 2019] vimos um acelerar dos principais players de cloud no sentido de construírem infraestruturas no mercado português”

- Carlos Paulino, Managing Director, Equinix


 

Papel dos Parceiros

O Parceiro tem um papel único no mercado de data center. Todos os participantes referem que, sem os Parceiros, é impossível chegar aos clientes, sendo que o papel de implementação e gestão de projetos de data center são fundamentais.

Ricardo Antunes da Silva relembra que a Cisco tem um modelo totalmente através de Parceiros e refere que os Parceiros são uma mais valia quando colocam o seu conhecimento e a sua capacidade de serviço adicional que é criado e oferecido pelo Parceiro aos clientes no desenho, implementação e na execução das diferentes soluções e na operação.

A Equinix lançou o seu Canal em Portugal há cerca de um ano e meio e Carlos Paulino afirma que há, de facto, um “valor que estamos a extrair dos nossos Parceiros, o que é realmente extraordinário”. A complexidade das soluções é cada vez maior e o atual crescimento da Equinix chega a partir dos negócios que são trabalhados em conjunto com os Parceiros.

Nassri Abokhalaf assegura que “os Parceiros são fundamentais” na estratégia da IP Telecom, até porque a empresa “não pode ir sozinha para o mercado e os Parceiros conhecem” esse mercado e “têm uma capilaridade” que a IP Telecom sozinha não pode ter. Durante 2019, existiu um maior interesse por parte dos Parceiros nos serviços da empresa e a IP Telecom tem um papel de complementaridade à atividade do seu Canal.

“No caso da Lenovo, o Parceiro faz sempre parte da equação”, explica Luciano Zoccoli, relembrando que não há negócio da Lenovo em Portugal que seja feito sem o seu Canal. O Parceiro adiciona conhecimento e capacidade às soluções da Lenovo e adiciona valor às infraestruturas, sendo “fundamental para o negócio da Lenovo”.

“A Arrow – e neste caso específico da NetApp – tem um modelo 100% de Canal”, esclarece João Lavrador, reforçando a ideia que os “Parceiros são os braços estendidos para o mercado que permitem chegar onde a Arrow não consegue”. “Temos o Canal que permite chegar aos clientes e com o conhecimento, capacidade e recursos” para ajudar o cliente final.

Ana Carolina Cardoso (APC by Schneider Electric) assegura que o papel do Parceiro “é central”, sendo capaz de “integrar, seja a venda de um espaço ou uma cloud, até à gestão de tudo isso”. “Hoje, os nossos Parceiros podem fazer a monitorização e gestão de infraestrutura remota dos seus clientes através das nossas plataformas; é inovador até para nós”, esclarece.

 

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