2021-12-25

SEGURANÇA

O panorama da proteção e gestão de dados em 2022

Desde investimentos tecnológicos mais inteligentes, a simulacros para verificar a integridade dos dados e um aumento dos ataques dirigidos, a Commvault definiu 2022 em seis tendências

Com a transformação digital em curso, mas inúmeras disrupções a nível mundial, o que se pode esperar de 2022? A Commvault foi uma das empresas que fez a pergunta e apresenta algumas tendências-chave para o ano que se avizinha. 

Segundo a empresa, um dos maiores desafios atuais é a falta de orçamentos abundantes. Nesse sentido, deverão ser feitos investimentos tecnológicos mais inteligentes no próximo ano, acredita a Commvault. “As empresas vão procurar cada vez mais soluções as-a-service, pagando apenas pelo que precisam e utilizam. Também assistiremos a um volume maior de workloads a transitarem para a cloud pública para acelerar os projetos de IT”, dizem em comunicado. 

Num segundo ponto, a empresa acredita que, em 2022, os executivos vão começar a exigir às suas equipas de IT que realizem, periodicamente, “simulacros de alarme” para pôr à prova a solidez, resistência e rapidez dos processos e soluções de cibersegurança e recuperação de desastres. “Apesar dos simulacros de ataques de ransomware em tempo real requererem investimento de tempo e dinheiro, os exercícios podem assegurar a solidez das defesas contra ciberataques de uma empresa ou descobrir vulnerabilidades”, comentam. 

Adicionalmente, com um crescimento de dados a uma taxa anual de 23%, são muitas as empresas a adotarem diferentes tecnologias como a cloud ou serviços as-a-service para gerir o volume de dados, refere a Commvault, e, nesse sentido, muitas recorrem a fornecedores de hiperescala. À medida que avançamos para 2022, a empresa admite que será prioritário para as empresas saber onde estão os seus dados, como são utilizados, que estão protegidos adequadamente e como recuperá-los rapidamente, e, cumprir os requisitos, não só significará que os dados estão protegidos, como vai permitir às empresas extrair valor dos dados, explicam. 

Apesar de as empresas utilizarem soluções de proteção de dados para fazer backups locais há anos, o mesmo não acontece com dados SaaS e aplicações cloud, declara a Commvault. No entanto, à medida que cada vez mais empresas transferem dados para a cloud, a criticidade desses dados aumenta exponencialmente, pelo que será vital proteger e ser capaz de restaurar rapidamente os dados na cloud depois de um ciberataque, uma má configuração ou outro desastre, entende a empresa.

Além disso, os ataques são cada vez mais calculados e focados, tendência que deverá continuar no próximo ano, preveem, em todos os setores. Tendo, ainda, em conta a adoção massiva do teletrabalho, que aumentou drasticamente o panorama das ameaças, “não é de estranhar se, em 2022, o cibercrime e, em particular, o ransomware, continuar a ser um desafio importante para as empresas”. Como tal, “proteger os ambientes informáticos, que são cada vez mais, será uma prioridade máxima”.

Por fim, para evitar este tipo de ataques, a Commvault acredita que todas as empresas, independentemente do setor de atividade, devem procurar novas tecnologias que simplifiquem e reforcem os seus serviços de proteção de dados. “Nos próximos 12 a 24 meses, esperamos ver melhorias no que respeita a inteligência artificial e o machine learning, que podem ser uma grande vantagem para as tarefas”, notam em comunicado.

Mais, a expansão para uma inteligência mais aumentada “também será altamente benéfica – e, como tal, esperamos que seja amplamente adotada -, visto que pode oferecer uma visão aprofundada dos dados das empresas a um ritmo mais rápido do que o experimentado até ao momento”, conduzindo, ainda, a uma maior vantagem competitiva, assim como à segurança e proteção de dados contra o crescente panorama de ameaças.

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