2026-10-09
Em menos de dois anos, o HPE Morpheus Software passou de promessa a Challenger no Magic Quadrant da Gartner. E a ambição vai muito além de trocar de hypervisor
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Durante mais de uma década, falar de virtualização nas empresas era, na prática, falar de uma única escolha. Ninguém questionava muito, porque funcionava. Até ao dia em que as mudanças no licenciamento e nos custos obrigaram muitas organizações a fazer uma pergunta que tinham deixado de fazer: e se houver alternativa? Foi neste contexto que a HPE entrou no jogo com o HPE Morpheus Software. Menos de dois anos depois de anunciar uma plataforma de virtualização própria, surge como Challenger no Magic Quadrant for Server Virtualization Platforms 2026 da Gartner. Para uma estreia, é um ponto de partida sólido: a HPE aparece com a maior capacidade de execução fora do quadrante dos Líderes, à frente de nomes com muitos mais anos de mercado. Três edições, um só caminhoO Morpheus VM Essentials é a base: a plataforma de virtualização propriamente dita. Assenta no hypervisor HVM, baseado em KVM, e corre em hardware de vários fabricantes. Inclui o que se espera em produção: alta disponibilidade, live migration, gestão de storage e rede e integração com soluções de backup de terceiros. Consegue ainda gerir ambientes de virtualização já existentes, o que permite uma migração faseada em vez de um salto no escuro.
O Morpheus Advanced é a edição mais recente e veio preencher o espaço entre o Essentials e o Enterprise. Acrescenta a lógica de cloud privada: self-service para máquinas virtuais e containers, Kubernetes integrado, políticas e aprovações e mais automação. É a resposta para quem quer VMs e containers lado a lado, sem precisar ainda de tudo o resto. O Morpheus Enterprise é a edição completa. Aqui a conversa deixa de ser sobre hypervisors e passa a ser sobre operação: catálogo de serviços, blueprints, governação e orquestração entre on-premises, clouds públicas e edge. As três partilham a mesma plataforma, por isso é possível começar pequeno e subir de edição sem mudar de ferramenta. Mais do que substituir um hypervisorÉ aqui que está a parte mais interessante da proposta. A maioria das alternativas resolve um único problema: o custo do hypervisor. A HPE aposta numa pergunta maior: se vou mudar, porque não mudar também a forma como opero? O Morpheus integra o portefólio HPE CloudOps, ao lado do OpsRamp, que dá observabilidade de toda a stack, e do Zerto, que trata da proteção contínua de dados, da recuperação de desastre e da mobilidade de workloads. Junta-se ainda a IA agêntica aplicada à operação, para automatizar tarefas de rotina e acelerar a resolução de incidentes. Para equipas pequenas com muitos sistemas, isto conta: menos ferramentas soltas, menos consolas e mais tempo para o que interessa ao negócio. Os números começam a falarSegundo a HPE, já existem meio milhão de cores com a solução VM Essentials em produção, sendo mais de metade em clientes Enterprise. Entre os casos de sucesso públicos encontram-se o Tottenham Hotspur, que gere um dos estádios mais tecnológicos do mundo com uma equipa de TI reduzida, e uma instituição financeira canadiana que corre o seu core bancário sobre esta plataforma. O que vem a seguirUm Challenger (desafiador) executa bem hoje, mas tem ainda espaço para crescer na sua visão de mercado. É uma posição sólida e honesta para um produto com este tempo de vida, apresentando uma margem clara de progressão. Ao ritmo a que tem evoluído, não será surpreendente ver a próxima edição do relatório sectorial contar uma história totalmente diferente. Para quem está a repensar a sua estratégia de virtualização, a conclusão é simples: já não existe uma única resposta certa. E a HPE conquistou, com mérito, um lugar nessa conversa.
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