Juha Harkonen, VP Partner Ecosystem, Sage em 2026-4-23
Os líderes empresariais não precisam de mais “conceitos”. Eles querem provas de que a IA reduz custos, aumenta receitas e remove fricção sem acrescentar riscos ou complexidade
Juha Harkonen, VP Partner Ecosystem, Sage
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Esta prova existe agora no Canal. No nosso trabalho recente com a IDC, observámos parceiros de alto desempenho a implementar práticas de IA dedicadas e a relatar que a maioria dos seus clientes já está a conquistar ganhos mensuráveis. Noutras palavras, houve uma transferência da IA como ideia promissora para motor de valor intrínseco. Neste processo, os líderes de mercado estão eles próprios a fazer uma passagem de AI-enabled para AI-native. IA nativa não significa vender software com funcionalidades de IA, mas sim reposicionar o negócio em torno da inteligência. Estes parceiros constroem, vendem e tiram partido de soluções que automatizam o trabalho de rotina, orientam a tomada de decisão com conhecimento acionável em tempo real, e aprendem a partir dos dados gerados. Ao mesmo tempo, estão a criar a sua própria propriedade intelectual para que o valor se acumule, e organizam os preços, recrutamentos e go-to-market em torno de um objetivo: transformar os dados em resultados em que os clientes podem confiar. As conclusões da IDC reforçam esta mudança. Quando 87% dos parceiros de alto desempenho recorrem a práticas de IA dedicadas, com 60% a afirmar que os clientes já observam benefícios mensuráveis, a IA nativa deixa de ser um chavão para se tornar num padrão reconhecível. Esta passagem rumo à IA nativa é especialmente notória nos fluxos de trabalho do dia-a-dia. Os parceiros vencedores contribuem para que um departamento financeiro feche o mês mais rapidamente, reduza o tempo entre o pedido e o pagamento, diminua o reprocessamento e apresente a decisão certa no momento certo. Assim, o aconselhamento, conhecimento vertical e propriedade intelectual exclusiva tornam-se os motores de crescimento, enquanto as tradicionais margens de revenda desempenham um papel secundário. O centro de gravidade move-se da implementação para a orquestração, com a análise e IA a potenciar resultados repetíveis. O manual do alto desempenhoO alto desempenho desta era tem um perfil bastante claro: os líderes lançam práticas de IA dedicadas, constroem soluções repetíveis para micro verticais e investem na sua própria propriedade intelectual para poderem mostrar rapidamente impacto e escalar com segurança. Por seu lado, os clientes sentem as diferenças no seu trabalho do dia-a-dia, registando mais precisão, ciclos mais rápidos e novas fontes de receita. Internamente, estes parceiros partilham características relevantes, como agilidade, cocriação com clientes, fluência no ecossistema e uma cultura de aprendizagem contínua que mantem as soluções em evolução após a sua implementação. O passo seguinte aumenta novamente a fasquia. As capacidades agentic irão impulsionar os parceiros a desenvolver uma autonomia assente na segurança desde o início. Trate os agentes como iniciantes com objetivos claros, com acessos com privilégios mínimos e auditoria completa. Crie pacotes de soluções de fácil adoção através de lojas na cloud, e bundles comprovados de vários fornecedores para que os clientes possam comprar, experimentar e expandir com confiança. E, acima de tudo, meça o que importa. Os conselhos de administração querem impacto positivo nos resultados financeiros em vez de demonstrações. Os parceiros que redesenharem fluxos de trabalho e quantificarem a produtividade ou o aumento da receita passarão de pilotos para programas, conquistando a confiança de diretores financeiros e de informática. Passar de revendedor a cocriador de capacidadesEsta evolução reconfigura o papel dos revendedores. Os fornecedores de tecnologia precisam de cocriar capacidades com os parceiros. Na prática, isso reflete-se em plataformas abertas e acesso a dados, arquiteturas de referência e ferramentas de administração, e capacitação prática que transforma o conhecimento dos parceiros em soluções verticais seguras que escalam. O papel dos revendedores é reduzir a distância entre a ideia e o impacto para que a propriedade intelectual do parceiro se torne em resultados para o cliente de forma mais rápida e segura. As conclusões são claras: a IA nativa não é um termo da moda. Pelo contrário, está a tornar-se na bandeira para o crescimento dos parceiros que constroem com foco nos resultados, se especializam com intencionalidade, colocam a confiança no centro de tudo, e provam o impacto com métricas transparentes e fundamentadas. |