2026-9-11
A Esprinet fechou o primeiro semestre com vendas de 2,09 mil milhões de euros e aumentou o EBITDA ajustado em 27%. Em Portugal, as vendas líquidas cresceram 29%
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A Esprinet registou vendas líquidas de 2,09 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 8% face aos 1,93 mil milhões alcançados no período homólogo. O desempenho levou o grupo a rever em alta as previsões de rentabilidade para o conjunto do ano. O EBITDA ajustado aumentou 27%, para 31,9 milhões de euros, enquanto o EBIT ajustado avançou 56%, para 20,1 milhões. O resultado líquido atingiu 4,8 milhões de euros, mais 40% do que os 3,4 milhões registados no primeiro semestre de 2025. A evolução foi acompanhada por uma melhoria da margem de EBITDA ajustado, que passou de 1,30% para 1,53%. O grupo registou ainda custos não recorrentes de 2,3 milhões de euros relacionados com a saída do anterior CEO e com a reorganização da estrutura de gestão em vários países. Portugal cresce acima dos principais mercadosConsiderando o país de residência dos clientes, as vendas líquidas em Portugal aumentaram 29%, para 51,3 milhões de euros, face aos 39,9 milhões do primeiro semestre do ano anterior. No segundo trimestre, o crescimento foi de 48%, para 27,9 milhões. Espanha registou igualmente uma evolução acima da média do grupo, com uma subida de 20% no semestre, para 750,5 milhões de euros. Em Itália, o maior mercado da Esprinet, as vendas mantiveram-se praticamente estáveis, em 1,22 mil milhões. Por áreas de negócio, a divisão tradicional de distribuição tecnológica registou um crescimento de 7% nas vendas brutas. O segmento de ecrãs, que inclui PC, tablets e smartphones, avançou 9%, impulsionado sobretudo pela procura de PC com Windows 11 e por compras antecipadas perante a expectativa de escassez de memória. A V-Valley, dedicada a soluções e serviços de digitalização, cloud e cibersegurança, aumentou as vendas brutas em 13%, para 654,8 milhões de euros. Já a Zeliatech, centrada em tecnologias associadas à transição energética, registou uma subida de 40%, para 140,6 milhões. A Esprinet refere que o mercado europeu de TIC cresceu acima das expectativas no segundo trimestre, com a procura concentrada em infraestrutura, inteligência artificial, memória e armazenamento. A escassez de componentes contribuiu também para aumentar os preços médios de venda. No mercado de PC, a redução do número de unidades foi compensada por preços médios mais elevados e por uma maior procura de configurações de maior valor. O grupo antecipa que as limitações na disponibilidade de memória e a inflação dos preços continuem a condicionar o mercado nos próximos trimestres. Perante os resultados do semestre, a Esprinet aumentou a previsão de EBITDA ajustado para 2026 para um intervalo entre 77 e 82 milhões de euros. Para a segunda metade do ano, o grupo aponta a inteligência artificial, a modernização das infraestruturas, a cibersegurança e a soberania digital como os principais motores da procura. |