2025-9-16
A Esprinet apresentou um crescimento sólido no primeiro semestre de 2025, com destaque para Portugal, onde registou uma das maiores variações do grupo
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A Esprinet fechou o primeiro semestre de 2025 com vendas líquidas de 1,9 mil milhões de euros nos mercados onde está presente, o que reflete um aumento de 4% face ao mesmo período de 2024. O resultado líquido subiu ligeiramente para 3,4 milhões de euros, num contexto de maior pressão de custos e aumento da dívida, que atingiu 327,5 milhões de euros. Em Portugal, o desempenho foi expressivo com as vendas a dispararem 72%, para 44,1 milhões de euros. No segundo trimestre, a operação portuguesa manteve o ritmo de crescimento, com um aumento de 65% face ao período homólogo. Também em Espanha a empresa apresentou um avanço de 5%, tendo atingido 714,7 milhões de euros no semestre. A nível global, a Esprinet beneficiou sobretudo da evolução positiva da divisão V-Valley, dedicada a soluções avançadas de digitalização, cloud e cibersegurança, que cresceu 12% no semestre. A Zeliatech, criada em 2024 para apostar em tecnologias verdes, acelerou 26% no segundo trimestre, o que reforça a aposta da empresa no segmento sustentável. Apesar da melhoria nos resultados, o EBITDA ajustado representou apenas 1,3% das vendas, em linha com a margem reduzida típica da distribuição tecnológica. O aumento dos custos operacionais e a depreciação relacionada com o novo armazém em Itália pesaram no EBIT, que caiu 8% para 12,9 milhões de euros. Quanto ao futuro, a Esprinet antecipa encerrar 2025 na parte superior da sua previsão de EBITDA, entre 63 e 71 milhões de euros. Os primeiros dois meses do terceiro trimestre indicam que a tendência positiva se mantém, com forte crescimento na Península Ibérica e sinais de retoma no segmento de computadores pessoais. A confiança no futuro é reforçada pela orientação inicial para o terceiro trimestre, segundo Alessandro Cattani, CEO da Esprinet, com “um forte aumento” de receitas em julho e agosto, validando a “visão de longo prazo focada na inovação e sustentabilidade”, considerados os principais motores de crescimento. |