Marta Quaresma Ferreira em 2026-3-17
A empresa portuguesa avançou com um projeto de transformação digital para modernizar sistemas e eliminar silos de informação. A empresa integrou processos industriais e dados de gestão numa plataforma única
Luís Cadillon (à esquerda), Diretor de Novos Negócios, Cegid em Portugal e África, e Diogo Barbot (à direita), CEO da Barbot Portugal
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A Barbot, marca nacional de fabricação e comercialização de tintas e vernizes, necessitava de modernizar os seus sistemas obsoletos para garantir o acesso a informação de encomendas e processos em tempo real. A organização possuía sistemas fragmentados e informação dispersa e limitava a visibilidade global e a agilidade. Numa primeira fase, era necessário “garantir rastreabilidade total e integração entre áreas” para ganhar “agilidade, eliminar redundâncias e tomar decisões com base em dados fiáveis”, contextualiza Diogo Barbot, CEO da Barbot Portugal. Foi neste âmbito que surgiu o ímpeto da transformação digital, “como resposta à necessidade de integração, eficiência e visão global”, para proporcionar o melhor serviço aos clientes. ‘Obreiros’ da transformaçãoO projeto contou com o apoio da RIS 2048 e da Cegid, responsável pela solução ERP para automatizar processos industriais e integrar a informação como um todo. A solução permitiu, recorda Luís Cadillon, Diretor de Novos Negócios da Cegid em Portugal e África, “resolver problemas através de uma integração end-to-end, desde o chão de fábrica até à gestão, permitindo rastreabilidade detalhada de composições, custos e variáveis de processo”. O apoio do Parceiro permitiu adaptar “a solução à realidade específica da Barbot, utilizando mecanismos de extensibilidade e integração que eliminam silos e proporcionam dados fidedignos em tempo real”. Na visão da Barbot, a escolha desta solução permitiu integrar e centralizar toda a operação numa única plataforma. Desde a fábrica, à logística, passando pela área comercial e de gestão, Diogo Barbot considera que o software de gestão industrial 360º da Cegid acrescentou “capacidade de replicar fórmulas com total exatidão, mesmo passados vários anos”. “Não foi apenas uma mudança tecnológica; foi uma mudança estrutural na forma como gerimos o negócio.” O processo foi estruturado em duas fases: uma primeira, focada na criação de uma base de transparência e simplicidade através da rastreabilidade das encomendas; e uma segunda, sustentada pela digitalização e consolidação dos históricos de dados. Luís Cadillon reitera que o projeto ajudou “a resolver problemas operacionais concretos” e criou “bases para uma gestão mais fundamentada e sustentada em dados reais”. “A capacidade de extensibilidade e de integração, que foi possível graças ao apoio do Parceiro RIS 2048, permitiu adaptar a plataforma à realidade única da Barbot, resolvendo problemas como a dispersão de dados e a falta de agilidade”, acrescenta. Ganhos do presente e do futuroO impacto do projeto no fluxo de trabalho foi imediato. Operacionalmente, “existe agora rastreabilidade total das componentes variáveis de cada processo. Isto significa que, daqui a dez anos, será possível reproduzir uma tinta com a mesma composição, o mesmo nível de brilho e as mesmas características de uma encomenda realizada hoje”, revela Mauro Rodrigues, Administrador UN Aplicações e Desenvolvimento da RIS 2048. A Barbot eliminou, assim, silos de informação e procedeu à substituição dos registos em papel para sistemas digitais integrados; os dados também passaram a estar disponíveis, em tempo real, via dashboard. “A operação tornou-se mais fluida, transparente e previsível. A digitalização ajudou-nos a reduzir desperdícios e a aumentar a eficiência, reforçando simultaneamente a sustentabilidade da empresa. Em resumo, ganhámos controlo, agilidade e confiança”, conclui Diogo Barbot. No fim, o CEO considera que, “mais do que resolver problemas operacionais”, o projeto contribuiu para “criar as bases para uma gestão orientada por dados e preparada para o futuro”. |