2018-8-07

NEGÓCIOS

Aversão à mudança é maior barreira à transformação digital das empresas portuguesas

O estudo anual da Claranet, “Beyond Digital Transformation”, revelou que segurança e a melhoria da experiência do consumidor são os principais desafios das empresas na hora de delinear um plano de transformação digital

Este estudo envolveu cerca de 750 profissionais europeus das áreas TI e Digital, entre os quais 100 portugueses de uma vasta miríade de setores, dos serviços financeiros ao retalho, TI, indústria, distribuição e logística, sector público, entre outros.

Os principais desafios europeus identificados em 2018 são, indubitavelmente, a segurança (44%) e uma melhoria da experiência do consumidor, cujos objetivos não estão alinhados com o investimento. Segue-se uma melhoria do desempenho e fiabilidade das aplicações (34%), o combate à fragmentação de sistemas (34%), a necessidade de desenvolver aplicações móveis (31%) e a garantia da disponibilidade de serviço 24x7x365 (31%).

Relativamente a Portugal, à semelhança do observado em 2017, os departamentos de TI das empresas nacionais continuam a ser dos que mais desafios enfrentam a nível europeu.   A aversão ao risco é exclusivamente nacional e 43% dos negócios identificam este medo como impeditivo da tão desejada mudança. A atração de talento qualificado continua este ano a ser uma das principais preocupações (43%) para os departamentos de TI.

O estudo da Claranet revela também que os constrangimentos orçamentais são um dos principais desafios dos líderes nacionais (45%), assim como a necessidade de melhorarem a experiência dos consumidores, e que ainda há um longo caminho a percorrer na adopção de serviços cloud, pois Portugal tem a maior concentração de sistemas locais (“on premises”) da Europa e 44% não delegam nada a terceiros.

Porém, Portugal está na linha da frente em automação de infraestruturas (63%), conseguindo assim uma redução dos custos operacionais e do risco de erro humano. Isto deve-se ao facto de, em Portugal, mais de 90% dos líderes terem confirmado que na sua organização o orçamento anual de TI é alocado diretamente a esse departamento, um valor significativamente superior ao da média europeia (77%). Também acima da média europeia (68%), é a certeza de que o investimento não é desperdiçado: 87% dos participantes acreditam que o departamento de TI assegura o maior retorno do investimento quando comparado com outras unidades de negócio.

“Há um desejo, entre os líderes de IT em Portugal, de evoluir para uma metodologia de DevOps, o que é comum a líderes de IT de outros países. Contudo, em Portugal, este desejo não se encontra planeado no horizonte tão próximo, pelo que fica a ideia de que há alguma aversão ao risco e à mudança, o que no IT pode ser fatal para a competitividade de qualquer negócio. Agarrar e manter vantagens competitivas requer empresas ambiciosas, ágeis e abertas à mudança. É relevante o desejo que as empresas manifestam em continuar a inovar, mas temos de ser ainda mais ambiciosos, a mudança começa hoje, não daqui a dois anos. Há claros benefícios em adoptar um foco mais centrado nas aplicações, tanto para a agilidade do negócio, como para a eficiência operacional. A mudança é um imperativo”, comenta António Miguel Ferreira, managing director da Claranet Portugal.

Recomendado pelos leitores

Princípio de Peter comprovado - promovemos pessoas até ao seu grau de incompetência?
NEGÓCIOS

Princípio de Peter comprovado - promovemos pessoas até ao seu grau de incompetência?

LER MAIS

Escassez de profissionais - desafios de recrutar em IT e a importância de reter talento
NEGÓCIOS

Escassez de profissionais - desafios de recrutar em IT e a importância de reter talento

LER MAIS

TP-Link Portugal anuncia crescimento de 25%
NEGÓCIOS

TP-Link Portugal anuncia crescimento de 25%

LER MAIS

IT CHANNEL Nº 51 Outubro 2018

IT CHANNEL Nº 51 Outubro 2018

VER EDIÇÕES ANTERIORES

O nosso website usa cookies para garantir uma melhor experiência de utilização.