2026-6-16
Miguel Rocha, IT Partners Account Manager da Schneider Electric, mostrou aos Parceiros de Canal porque é que o momento para investir em infraestrutura de data center nunca foi tão favorável
Miguel Rocha, IT Partners Account Manager da Schneider Electric
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O ponto de partida foi o mercado português. O investimento tecnológico anual em Portugal ronda os 25 mil milhões de dólares, com uma projeção de crescimento entre 7% e 8% ao ano até 2031. Nas PME, esse crescimento pode chegar aos 8%. “O mercado português está claramente em crescimento. Mas deixem-me ser claro: o crescimento não vai ser distribuído de forma igual. Quem souber ligar IT, energia e eficiência vai capturar muito mais valor”, defende Miguel Rocha. Miguel Rocha identificou cinco oportunidades concretas para os Parceiros. Os AI-ready retrofits lideram, com crescimento de 25%, racks que chegam agora às 100kW e que exigem liquid cooling e gestão térmica que o ar já não consegue assegurar. A expansão edge, a 40%, responde à procura de baixa latência para inferência e IoT. A colocação modular cresce 35%, com blocos de potência e arrefecimento pensados para rapidez de deployment. A energia no local — BESS, geradores, microrredes — acelera 50%. E os módulos pré-fabricados, construídos em fábrica, crescem 30%. Por detrás disto está uma disrupção: as GPU mudaram a forma como os data centers são construídos e arrefecidos. O roadmap da Nvidia ilustra bem a escala do problema: se os racks tradicionais consumiam entre 5 e 20kW, os sistemas Blackwell já ultrapassam os 120kW por rack, e a geração Feynman aponta para 390kW. A resposta da Schneider Electric passa pela plataforma EcoStruxure com monitorização em tempo real, gestão unificada e otimização por inteligência artificial que permite poupanças de energia na ordem dos 25%, redução de custos até 40% e 99% de uptime. |
Channel On: Maioria dos Parceiros registam crescimento no volume de vendas no primeiro trimestre