Maria Beatriz Fernandes em 2021-9-20

A FUNDO

Análise

Windows 11: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

A atualização do sistema operativo da Microsoft foi desenvolvida a pensar nos desafios da nova era digital e introduz oportunidades para os distribuidores, revendedores e Parceiros inovarem, crescerem os seus negócios e desenvolverem projetos de transformação digital

A Microsoft começou a desenvolver o primeiro sistema operativo em 1981. Agora, a gigante tecnológica de Redmond introduz o Windows 11, que impera pelos princípios do mundo contemporâneo digital – colaboração, proximidade, agilidade e segurança. “Confiamos mais do que nunca na tecnologia para nos conectarmos, trabalhar, aprender, criar e jogar”, explica Paula Fernandes, Diretora de Colaboração e Produtividade na Microsoft Portugal, e “o Windows 11 é o local para pensar, expressar e criar de forma natural”.

A atualização do Windows é um marco da mudança dos tempos e, como tal, das novas necessidades e expectativas das empresas, estudantes, gamers e consumidores, altamente moldadas pela pandemia da COVID-19. Como tal, a cada nova versão do Windows são criadas oportunidades para os Parceiros fornecerem novos dispositivos, soluções e experiências.

No novo sistema operativo, o espaço de trabalho mutável com ambientes colaborativos seguros e as novas tecnologias aliam-se a uma consciencialização para um universo além PC, atentando para múltiplos ecrãs, tablets e tecnologias Xbox, com um feel mais ágil, minimalista e moderno.

As atualizações do Sistema Operativo (SO) vão ser 40% mais pequenas e acontecem em segundo plano. O novo SO foi pensado para quem utiliza PC em conjunto com um monitor externo, reorganizando as janelas consoante a disposição personalizada do utilizador, que vai poder ter vários ambientes de trabalho e fundos.

O 11 vai ter um menu de Iniciar renovado, uma interface simplificada, maior integração e novas experiências com o Microsoft Teams. O Teams vai ser integrado de origem no Windows 11, com abertura facilitada a partir do botão central Iniciar. Contém funcionalidades que permitem fazer mute e unmute através da barra de tarefas, partilhar janelas ou alternar projetos com múltiplos desktops. O Snap Layouts e o Snap Groups permitem executar várias aplicações em simultâneo e de forma visível, simplificando a organização da informação em multitarefas.

Contudo, segundo Francisco Teixeira, Partner Technology Manager da Microsoft Portugal, “mantém-se a simplicidade e facilidade do sistema anterior”, pelo que a transição deverá ser “um processo familiar para os utilizadores empresariais”. Apesar do 11 estar disponível através de uma atualização, o dispositivo tem de cumprir “as especificações mínimas de hardware”, conta Paula Fernandes, como o chip TPM 2.0 para proteção e encriptação de dados, assegurando Hardware-Based Isolation, Secure Boot e Hypervisor Code Integrity.

Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas ‘oportunidades’

“A comunidade de Parceiros Microsoft está no centro do posicionamento da empresa no mercado”, afirma Teixeira, e com o Windows 11 os distribuidores, revendedores e Parceiros de serviços têm oportunidades escaláveis de “inovar, crescer os seus negócios e entregar projetos de transformação digital”. Para amplificar as experiências do SO, os Parceiros Independent Software Vendors (ISV) “também terão um papel fundamental” no desenvolvimento de “aplicações e soluções cloud” e edge, e na disponibilização de uma nova plataforma para poderem desenvolver, lançar e vender aplicações.

Além disso, também os integradores de sistema e Parceiros têm um papel essencial a desempenhar, podendo aconselhar “os clientes sobre o valor da migração para a nova versão, fornecendo serviços de deployment, gestão de desktops, configuração de dispositivos e suporte”. Os integradores vão ter controlo para aprovar, agendar e monitorizar os conteúdos do Windows Update, incluindo atualizações de segurança, drivers e firmware. Por fim, com o Windows 11 e o Microsoft 365, os Parceiros podem fornecer serviços de identidade e segurança de zero trust.

Como Paula Fernandes afirma, “a segurança nunca foi tão importante” e apesar das mudanças de design e feel do Windows serem mais notórias, as atualizações de segurança, menos visíveis, destacam-se. O Windows 11 faz uma abordagem de segurança zero trust a todos os “aspetos críticos das organizações”, com “novos requisitos de segurança incorporados” que permitem “proteção desde o chip até à cloud”.

O utilizador pode criar uma conta sem palavras- passe, recorrendo à biometria e às tecnologias do Windows Hello. O núcleo da segurança está no chip, separado da CPU, na TPM. Paula Fernandes remata que mais dispositivos Windows 11 terão funcionalidades de segurança críticas, como segurança baseada em virtualização e integridade da memória ativada por padrão, uma combinação que a Diretora de Colaboração e Produtividade diz demonstrar “grande eficácia na redução de malware”.

Para usufruir da segurança avançada do SO, os utilizadores devem adotar hardware Windows 11-ready, pelo que todos os sistemas certificados do novo SO deverão ter um chip TPM 2.0.

Para dar os primeiros passos no Windows 11, a Microsoft disponibiliza o Windows Insider Program. Paula Fernandes afirma que o feedback “tem sido de grande entusiasmo, barómetro para aquela que é a expectativa de resposta quando entrar em disponibilidade geral”. O upgrade fica disponível a 5 de outubro de 2021 e o suporte para o Windows 10 termina a 14 de outubro de 2025, e não há informações de continuidade extra paga, à semelhança do que aconteceu no passado com alguns sistemas operativos.

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