Marta Quaresma Ferreira em 2026-9-23
A Sysconnect assinala uma década de evolução no mercado português com uma estratégia assente na proximidade ao cliente e no reforço de novas áreas de negócio, como a IA
Miguel Soares, Sysconnect
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Com raízes na integração de infraestrutura de sistemas, a Sysconnect chegou ao mercado em 2015, num negócio que se foi adaptando às próprias mudanças do mercado que ocorreram ao longo da última década. Atualmente, a atuação do Parceiro português concentra-se, sobretudo, em três frentes: como revendedor de valor acrescentado; na prestação de serviços geridos; e na garantia serviços de segurança. Da infraestrutura de data center, passando pelas redes, pela cibersegurança, até à continuidade de negócio, o foco do integrador nacional mantém-se “centrado no cliente e na entrega de serviços de valor acrescentado, do desenho de arquitetura ao acompanhamento no dia-a- -dia”, explica Miguel Soares, Diretor Geral da Sysconnect. Construir relações e qualidade de dentro para foraCom cobertura de norte a sul do país, a Sysconnect procura competir sobretudo “pelo desenho da solução e pela qualidade dos serviços”, oferecendo soluções chave na mão. Apesar de o mercado português ser considerado o centro de gravidade da operação, o integrador desenvolveu projetos além-fronteiras, nomeadamente nos PALOP e em vários clientes distribuídos pela Europa. O Parceiro reporta um “um crescimento anual sustentado a dois dígitos” e conta com 20 colaboradores com especialização vertical por área tecnológica. Desta forma, e com cada equipa dedicada a uma área, é possível “manter a proximidade com o cliente nos momentos em que ele mais precisa de nós”, reitera Miguel Soares. O Diretor Geral destaca um outro indicador: a satisfação dos clientes. “No estudo de satisfação de 2025, junto de clientes com mais de um ano de relação, o CSAT ficou em 4,75 em 5 e o NPS em 85, na banda de excelência. Nenhum cliente deu uma avaliação negativa”, observa, considerando que este fator “diz mais sobre a saúde do negócio do que qualquer meta de faturação isolada”. Dedicação, competência e inovaçãoO trabalho do Parceiro tem por base três compromissos centrais: a dedicação do serviço ao cliente; a competência, assente na ética e no rigor; e a inovação. “No fundo, queremos ser reconhecidos como referência técnica e gerar valor acrescentado real para clientes, Parceiros e equipas”, sintetiza. O integrador é Dell Techhnologies Platinum Partner e trabalha com base numa estratégia de multi-fabricante. Cisco, Fortinet, Lenovo, Microsoft, Palo Alto Networks, Nakivo, Veeam e Nvidia estão entre os principais parceiros tecnológicos. Entre as soluções mais procuradas pelos clientes está a infraestrutura de datacenter, ao nível de servidores, virtualização e storage, o backup e recuperação de desastre, as redes e comunicações e a cibersegurança. A Inteligência Artificial (IA) ao serviço do cliente é uma das áreas que tem merecido particular atenção. “Estamos a construir soluções que permitem às organizações fazer inferência de IA de forma completamente offline, dentro da sua própria infraestrutura, sem que um único dado saia para a nuvem”, partilha o responsável. Na sua perspetiva, este é um “diferenciador que poucos integradores em Portugal oferecem”, uma aposta para áreas que trabalham de perto com informação sensível. A banca é um desses exemplos posicionando-se, inclusivamente, como um dos motores mais relevantes para o Parceiro, que trabalha ainda, de forma transversal, com administração pública, seguros, indústria, telecomunicações, saúde, educação, energia, defesa e transportes e logística. Medir o pulso ao mercado e preparar os próximos passosNum ambiente exigente, “mas cheio de oportunidades”, a regulação está a levar a uma procura ao nível de consultoria para temas como segurança e resiliência. O aumento dos custos de hardware tem também obrigado a um “planeamento mais fino de cada solução”, um desafio que se soma à falta de talento técnico qualificado. A estratégia futura aponta para o reforço da presença nas áreas onde opera e para o crescimento em serviços geridos e cibersegurança. A aposta na IA local é, nas palavras do Diretor Geral, um “vetor de crescimento” e deverá marcar a próxima década. |