Rui Damião em 2025-10-16

VENUE

WatchGuard: “A solução de segurança que recomendavam há 20 anos não consegue parar os ataques modernos”

O roadshow da WatchGuard passou novamente por Portugal, mais concretamente por Cascais, para mostrar aos Parceiros portugueses as soluções da fabricante de cibersegurança

WatchGuard: “A solução de segurança que recomendavam há 20 anos não consegue parar os ataques modernos”

Marc Laliberte, Director of Security Operations da WatchGuard, durante o roadshow “Real Security for the Real World” que decorreu em Cascais

A Cidadela de Cascais, na região de Lisboa, recebeu o roadshowReal Security for the Real World” da WatchGuard que procurou mostrar aos Parceiros portugueses as novidades da fabricante de cibersegurança.

Frédéric Saint-Joigny, VP EMEA Sales da WatchGuard, fez a abertura do evento e partilhou com o Canal que é possível “crescer através de upselling e cross-selling. Vejo muitos Parceiros a vender vários produtos do nosso portfólio”, explicou. “Os nossos Parceiros estão a fazer resell e managed services. Os Parceiros estão a perceber que se não fizerem serviços geridos, não vão sobreviver. Os serviços geridos são a chave para os Parceiros”.

Marc Laliberte, Director of Security Operations da WatchGuard, abordou a segurança da rede e como o network security tradicional já não é suficiente para as organizações modernas.

Laliberte partilhou uma timeline de como as coisas têm evoluído: em 2005, são lançados os primeiros antivírus inteligentes; 2010 traz a descoberta do Stuxnet; em 2014, a Inteligência Artificial (IA) compete para detetar e corrigir vulnerabilidades; e, por fim, em 2016 a IA entra, de vez, na segurança dos endpoints com os principais fabricantes de antivírus a introduzirem a tecnologia nos seus produtos.

Já em 2017, o mercado viu o machine learning a ir para todo o stack e a automatizar o SOC. Em 2020, os ataques de deepfake começaram a crescer e a inteligência artificial começou a marcar presença no phishing, em engenharia social e a fazer-se passar por outras pessoas. Agora, em 2025, os LLM são utilizados tanto por quem ataca como por quem defende.

Para 2027, Laliberte prevê que vão existir campanhas de ataques completamente automáticas. “Chegámos ao ponto em que não é preciso ter muitas skills para lançar um ataque bem-sucedido”, avisa.

As plataformas de segurança estão a evoluir para ir ao encontro das ameaças que estão a proliferar. Se antes era preciso proteger os utilizadores no escritório de ameaças da Internet, em que a proteção segmentada das redes reduzia a superfície de ataque, nos anos de 2020 a cloud é uma realidade premente nas organizações que permite implementações com telemetria, adicionando identidade e SASE para a era do trabalho remoto. No entanto, desde 2022 que estamos na era nativa em IA. “Precisamos de verdadeiro zero-trust e resposta com MDR através do endpoint, da rede, da cloud e da identidade”, partilha Laliberte.

Temos adversários que utilizam Agentic AI para fazer reconhecimento automático, exploração de vulnerabilidades, tool spawn e explorar essas vulnerabilidades de forma automática”, alerta Marc Laliberte, relembrando que “estamos na era do Agentic AI, até nos ciberataques”.

A autenticação multifator já não é suficiente e ultrapassar esta autenticação é uma prática standard para os agentes de ameaça que vendem tokens de sessão na dark web. A segurança do endpoint não consegue proteger IoT, hypervisors ou infraestrutura core de explorações de vulnerabilidades, diz Laliberte. No caso das firewalls, não conseguem ver todo o tráfego para flows encriptados ou SaaS em trabalho remoto, que servem de vetor para ataques com VPN dentro da rede. Assim, “a solução de segurança que recomendavam há 20 anos não consegue parar os ataques modernos”, diz o Director of Security Operations da WatchGuard.

Na WatchGuard, temos o nosso Unified Agent que unifica os pontos de controlo para todas as conexões. Recebe informações do SOC e do XDR para responder o mais depressa possível à ameaça. O nosso SOC automatizado pode ajudar a apanhar aquilo que os humanos não conseguem”, afirma Marc Laliberte.

Deste modo, é “possível ter de novo o controlo entre o adversário e a aplicação. Temos as capacidades; só temos de começar a implementá-las nas organizações. Temos soluções para todas as peças do puzzle”, conclui.

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