2026-6-17
Fábio Ribeiro, Cybersecurity Senior Sales Engineer na WatchGuard, partilhou que o modelo tradicional de MSP está a colapsar, e a inteligência artificial é a única saída viável, tanto para quem ataca como para quem defende
Fábio Ribeiro, Cybersecurity Senior Sales Engineer na WatchGuard
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Os ataques com Inteligência Artificial (IA) já operam 12 vezes mais rápido do que um atacante humano na fase de reconhecimento, funcionam 24 horas por dia sem intervenção humana e escapam à deteção por assinatura em 97% dos casos. Do outro lado, os analistas de segurança dos MSP não conseguem acompanhar o volume de alertas. “Estamos a notar uma automatização a nível de ciberataque na ordem dos 85% a 90%. Desde o primeiro ponto de contacto até à última fase do ataque acontece em três, quatro horas”, diz. A resposta da WatchGuard chama-se Rai, uma plataforma sempre ativa e nativa em IA. Assenta em três componentes: os Rai Cybersecurity Workers, que operam de forma autónoma; o assistente Hey Rai, com interface em linguagem natural; e o Rai Insights Hub, que centraliza a visibilidade de toda a operação num único ecrã. “O Rai passa a ser um novo Security Worker dentro da vossa organização, que vai analisar os vossos clientes e olhar para toda a tecnologia. Mas sempre com vocês ao comando; vocês é que decidem o que o Rai faz ou não”, explica. Para ilustrar o que significa na prática, Fábio Ribeiro descreveu um cenário às 2h da manhã: um ataque de credential stuffing coordenado atinge três contas de clientes em simultâneo. Sem o Rai, a resposta espera pelo dia seguinte. Com a solução, a contenção é autónoma e imediata e o analista acorda com o incidente resolvido. |
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