2019-3-19

SEGURANÇA

Segurança na cloud: em que ponto estamos?

Com a eminência da transformação digital, a cloud tornou-se essencial para muitas empresas, que querem mais rapidez nos seus processos e uma maior flexibilidade. A sua implementação está, no entanto, a trazer diversos problemas de segurança, pois as necessidades de desenvolvimento ágil e rápido não tem em conta muitas vezes as bases de segurança online

Rui Duro, Sales Manager da Check Point Portugal

Para a Check Point, a cloud, apesar de trazer inúmeras vantagens, está também repleta de desafios. A empresa, que conta com mais de 500 clientes em Portugal, está assistir, paralelamente, a um maior investimento por parte das PME na segurança. 

No mercado português, em 2018, a Check Point conseguiu crescer pelo terceiro ano consecutivo, tendo a região sido uma peça fundamental para o negócio global da empresa. 

Estes resultados, estão a ser alavancados por três fatores: a aquisição de novos clientes (em 2018 conquistou 150 novos clientes), pelo seu investimento em desenvolvimento e investigação, área de negócio onde está alocada 50% da sua força de trabalho, e pelos Parceiros.

Para Rui Duro, sales manager da Check Point Portugal, o Canal é "essencial no negócio da Check Point". O ecossistema de Parceiros da empresa de cibersegurança, composto por mais de 70 Parceiros, tem sido o principal veículo da aquisição de novos clientes por parte da empresa, e uma parte fulcral do seu crescimento. Por isso mesmo, a Check Point decidiu renovar o seu Programa de Canal, ainda a ser implementado, dando um enfoque especial ao valor que os Parceiros trazem para o fabricante, mais do que a faturação. 

Ao apostar nos Parceiros, a Check Point espera ficar assim na linha da frente da cibersegurança. Para o sales manager, "hoje os vetores de ataque são múltiplos" e não é possível ditar tendências, apenas estar atento ao movimento dos hackers de modo a conseguir reagir a ataques. 

A cloud é um dos vetores de ataque onde os cibercriminosos depositam os seus esforços. A sua implementação está a trazer diversos problemas de segurança, pois as necessidades de desenvolvimento ágil e rápido não tem em conta muitas vezes as bases de segurança online. Na cloud existe o conceito de shared responsability, onde os fornecedores cloud só se responsabilizam pela sua infra-estrutura , porém a parte aplicacional, dados, sistemas operacionais, redes que sejam implementadas ou usadas, a responsabilidade está do lado do cliente. A Check Point Software usa a sua solução de Cloudguard para assegurar a qualidade de segurança da responsabilidade que é da parte do cliente.

Apesar de os investimentos em cibersegurança estarem a aumentar, a grande maioria ainda possui soluções básicas, pouco robustas, tornando-se assim em alvos fáceis para os hackers, que estão "sempre a atacar o que estiver disponível", afirma Rui Duro. 

Para dar resposta a estes incidentes e ajudar as empresas a gerirem a sua cibersegurança, a Check Point desenvolveu uma visão de gestão de segurança à qual se apelidou de Infinity, e que usa uma única consola de gestão (R80) para reduzir a complexidade da segurança nas empresas.

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