2026-5-27
Executivos da Palo Alto Networks defendem que plataformas integradas de cibersegurança serão essenciais para responder a ataques potenciados por IA e agentes autónomos
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A rápida evolução da Inteligência Artificial (IA) e dos agentes autónomos está a acelerar a necessidade de plataformas de cibersegurança mais integradas, automatizadas e capazes de responder a ameaças “à velocidade da máquina”, segundo executivos da Palo Alto Networks. Durante o evento Ignite on Tour, realizado em Nova Iorque, responsáveis da empresa defenderam que a chamada “platformization” será fundamental para enfrentar uma nova geração de ciberameaças impulsionadas por modelos avançados de IA. Segundo a CRN, Dan Campbell, presidente de vendas para a América do Norte da Palo Alto Networks, referiu que a empresa tem vindo a preparar-se há vários anos para o impacto que modelos de IA especializados em descoberta e exploração de vulnerabilidades poderão ter no ecossistema de segurança. “A única forma de acompanhar o que acontece à velocidade da máquina é através de integração profunda entre ferramentas e plataformas”, afirmou Dan Campbell. A Palo Alto Networks considera que os novos modelos de IA frontier — como o Claude Mythos Preview da Anthropic, o Opus 4.7 ou o GPT 5.5 da OpenAI — estão a alterar significativamente o panorama de risco da cibersegurança. Embora empresas como a Anthropic e a OpenAI afirmem estar a implementar mecanismos de proteção contra uso malicioso, especialistas alertam que atores maliciosos poderão rapidamente desenvolver capacidades semelhantes. A Palo Alto Networks participa no programa Project Glasswing da Anthropic, tendo acesso ao modelo Claude Mythos Preview para testes internos de segurança. Segundo Campbell, citado pela CRN, a empresa utilizou o Mythos e outros modelos avançados de IA para analisar código dos seus próprios produtos, identificando 26 novas vulnerabilidades divulgadas em maio deste ano — muito acima da média habitual de falhas identificadas nos ciclos mensais de atualizações de segurança. Para os responsáveis da empresa, esta evolução demonstra que as organizações precisam de acelerar drasticamente os tempos de deteção e resposta. “Seja qual for a velocidade a que uma organização está atualmente a proteger o seu ambiente, posso garantir que não é suficientemente rápida”, alertou Campbell. A estratégia da Palo Alto Networks passa por consolidar diferentes ferramentas de segurança numa plataforma única, reduzindo silos e aumentando a capacidade de resposta automatizada. Um dos exemplos recentes apontados pela empresa é a nova oferta de segurança de identidade Idira, baseada na aquisição da CyberArk por 25 mil milhões de dólares concluída este ano. Segundo os executivos, a integração entre identidade, proteção cloud, redes e operações de segurança será determinante para responder a ataques impulsionados por IA. Thomas O’Brien, President Strategic East da Palo Alto Networks, considera que as organizações que já investiram em Zero Trust, resiliência e integração de plataformas estão mais preparadas para enfrentar esta nova fase da cibersegurança. A mensagem encontra também eco nos Parceiros da empresa. John Hurley, CRO da Optiv, afirmou que os clientes estão cada vez mais recetivos à adoção de plataformas centralizadas de segurança como resposta ao aumento das ameaças potenciadas por IA. Segundo o responsável, a crescente velocidade e sofisticação dos ataques está a obrigar empresas e fornecedores a repensarem modelos tradicionais de segurança fragmentada. A Palo Alto Networks acredita ainda que o papel dos Parceiros de Canal irá evoluir rapidamente nos próximos anos, acompanhando a necessidade crescente de operações de segurança automatizadas, integradas e orientadas por IA. |