2026-2-23
A adoção de Ia com agência está a redefinir o mercado global de SIEM. Mid-market e MDR lideram crescimento em 2026, segundo a Context
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O mercado global de Security Information and Event Management (SIEM) está a atravessar uma mudança estrutural impulsionada pela adoção de Inteligência Artificial (IA) com agência, pela consolidação no mid-market e pelo crescimento acelerado de serviços de Managed Detection and Response (MDR). A conclusão é da consultora Context, que identifica um novo ciclo de investimento em análise de segurança. No centro desta transformação estão agentes de IA capazes de planear e executar investigações de forma autónoma, reduzindo a carga operacional dos Security Operations Centers (SOC) e transferindo os analistas humanos para funções de governação e supervisão. Segundo a Context, os fornecedores estão a reposicionar os seus portfólios de SIEM em torno de automação, telemetria orientada à identidade e arquiteturas desacopladas. Na Europa, as receitas de SIEM cresceram 4%, com o segmento entre 501 e mil utilizadores a registar um aumento de 288%. Na região do Médio Oriente, Turquia e África (META), o crescimento atinge 14%, com o mesmo segmento mid-market a subir 241%. O movimento é explicado pela necessidade de consolidação em plataformas unificadas para cumprir requisitos de compliance, sem a capacidade de sustentar SOC internos 24/7. Em paralelo, o mercado de MDR continua a superar o crescimento do SIEM tradicional. Na Europa, o MDR aumentou 18,9%, com organizações até 500 utilizadores a crescer 30%. Na região META, o crescimento atinge 55%, chegando a 199% no segmento até 500 utilizadores. Segundo a análise, muitas pequenas e médias empresas optam por adquirir o resultado (deteção e resposta) em vez de investir em plataformas complexas que não conseguem operar internamente. A adoção de IA com agência apresenta, contudo, nuances regionais. Na região META, a confiança na preparação nacional em cibersegurança está a acelerar a implementação de agentes autónomos, com países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos a posicionarem-se como polos de transformação baseada em IA. Na Europa, o enquadramento regulatório e os requisitos de soberania criam oportunidades para soluções alinhadas com normas da União Europeia. No entanto, a entrada em vigor do AI Act em agosto de 2026 e a evolução de frameworks como CSA2 podem introduzir maior complexidade no processo de adoção. Na Ásia-Pacífico (APJ), as taxas de adoção de agentes de IA estão entre as mais elevadas a nível global, mas a rápida implementação tem gerado riscos de shadow AI e lacunas em modelos tradicionais de identidade e permissões. Já na América Latina (LATAM), as plataformas de segurança com IA são vistas como uma oportunidade para modernizar infraestruturas legadas, embora a região enfrente um défice significativo de competências em cibersegurança. A Context, em colaboração com o Global Technology Distribution Council, destaca que esta mudança representa uma redefinição económica do mercado de SIEM, com maior foco em deteção automatizada, identidade como perímetro e modelos orientados a resultados. O estudo sugere que 2026 poderá marcar um ponto de inflexão no mercado de análise de segurança, com a IA com agência a transformar não apenas as tecnologias utilizadas, mas também os modelos de aquisição, operação e governação da cibersegurança nas organizações. |