2026-3-25
Investimento desloca-se para plataformas e compliance e o mercado europeu recuou 4,6% no início de 2026, indica a Context
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O mercado europeu de cibersegurança entrou numa fase de reajuste estrutural em 2026, com o investimento a deslocar-se de soluções tradicionais para modelos centrados em identidade, plataformas e serviços geridos, segundo a Context. Os dados indicam uma queda de 4,6% em termos homólogos nas primeiras semanas do ano, após um final de 2025 forte. A contração é atribuída sobretudo ao Canal de revenda corporativo, enquanto os segmentos de pequenos e médios Parceiros continuam a crescer. A análise revela uma divergência significativa entre segmentos. As áreas tradicionais estão em declínio, com a segurança de rede a cair 8% e a proteção de endpoint a perder relevância face à adoção de plataformas integradas como XDR e soluções baseadas em SaaS. A segurança de dados registou uma descida de 33%, após ciclos de investimento associados ao RGPD e à diretiva eIDAS. Em contrapartida, as áreas de crescimento incluem Identity and Access Management (IAM), que aumentou 25%, impulsionada pela adoção de modelos zero trust e por requisitos regulatórios como a diretiva NIS2. A segurança de infraestruturas, bem como soluções como SIEM, SOAR e gestão de vulnerabilidades, também registam crescimento, refletindo a necessidade de visibilidade, automação e resposta a incidentes. O contexto regulatório e geopolítico surge como um dos principais motores desta transformação. Iniciativas como sanções cibernéticas da União Europeia, o Cybersecurity Act 2 e projetos de soberania digital estão a reforçar a necessidade de compliance e controlo operacional. Outro destaque é o crescimento dos Managed Services Providers (MSP), que continuam a expandir apesar da desaceleração global. A Alemanha registou um crescimento de 72%, enquanto o Reino Unido e Irlanda cresceram 42% e Itália 6%. Este aumento é impulsionado pela escassez de competências em cibersegurança e pela necessidade de cumprir requisitos regulatórios, levando as organizações a externalizar operações e a privilegiar modelos baseados em serviços. A Context antecipa que o mercado continuará assimétrico no curto prazo, com pressão nas áreas tradicionais e crescimento sustentado em identidade, infraestruturas e serviços geridos. A consultora conclui que este movimento representa uma redefinição do mercado, em que as organizações terão de alinhar investimento com requisitos regulatórios, estratégias de plataforma e novos modelos de risco. |