2026-4-22
Mercado global de conectividade atinge 1,3 biliões de dólares em 2025, com 5G a ultrapassar 3 mil milhões de ligações
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O mercado global de conectividade registou um crescimento de 4% em 2025, atingindo receitas totais de 1,3 biliões de dólares, segundo dados da Omdia. No quarto trimestre, o setor gerou 333 mil milhões de dólares, o que representa um aumento homólogo de 5%. Apesar desta evolução positiva, o setor das telecomunicações continua a enfrentar desafios estruturais, mantendo uma forte dependência do negócio tradicional, enquanto procura novas fontes de receita com base em tecnologias emergentes. O 5G destaca-se como o principal motor de crescimento, tendo ultrapassado os 3 mil milhões de ligações a nível global, com um aumento de 34% face ao ano anterior. Ainda assim, permanece atrás do 4G, que continua dominante com 8,3 mil milhões de ligações. A Ásia lidera a adoção de 5G, concentrando 69% das ligações globais. No segmento de banda larga fixa, o número de ligações atingiu 1,6 mil milhões, com a tecnologia FTTx a consolidar-se como dominante, superando 1,169 mil milhões de acessos e registando um crescimento anual de 7%. Um dos destaques do período foi a ascensão da Índia como o maior mercado mundial de acesso fixo sem fios (FWA) baseado em 5G, ultrapassando os EUA no quarto trimestre, com 14,5 milhões de ligações face a 13,9 milhões. A nível de operadores, o ranking global continua dominado por empresas dos Estados Unidos e da China, que ocupam oito das dez primeiras posições, enquanto os restantes lugares são preenchidos por operadores japoneses. O investimento global em capital (CAPEX) atingiu 303 mil milhões de dólares em 2025, registando uma queda de 2% face ao ano anterior, ainda assim menos acentuada do que a redução de 3,5% verificada em 2024. Segundo Ari Lopes, responsável da Omdia para mercados de operadores, os resultados refletem um setor que continua relevante, mas sob pressão. “O negócio principal das telecomunicações mantém-se essencial, mas enfrenta ventos contrários, com crescimento limitado e desafios na concretização de retornos significativos dos investimentos em novas tecnologias”, afirma. |