Chris Wright, CTO e Vice-Presidente Sênior de Global Engineering na Red Hat em 2026-10-15
Descubra como a automação e a colaboração protegem a cadeia de entrega com base em código aberto
Chris Wright, CTO e Vice-Presidente Sênior de Global Engineering na Red Hat
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As vulnerabilidades impulsionadas por IA não transformam o software de código aberto em um risco empresarial inaceitável. Embora este represente mais de três quartos da base do código corporativo, continua a ser a infraestrutura mais segura e resiliente, dado que não existe uma alternativa real: o software proprietário funciona como uma caixa-preta onde as falhas se multiplicam nas sombras, enquanto o código aberto oferece transparência, inspeção pública e incentivo coletivo para resolver as falhas de segurança de forma proativa. O desafio operacional: velocidade e fragmentação A IA veio acelerar a identificação de vulnerabilidades críticas (CVE), que podem agora ser detetadas em horas. O registo de falhas cresceu mais de 520% desde 2016, mas menos de 1% das anomalias identificadas por IA foram corrigidas. O verdadeiro constrangimento já não é a detecção, mas a capacidade operacional das empresas para absorver e implementar correções a tempo. Essa situação é agravada pela falta de coordenação dos procedimentos de defesa: as empresas tendem a usar as mesmas dependências base (Spring, Log4j, OpenSSL), mas muitas vezes procuram soluções próprias criando por exemplo, forks privados. Essa duplicidade de esforços faz disparar os custos e fragmenta a segurança. Estas situações fazem com que a solução passe por fazer contribuições upstream (de volta à origem) e também pela agilidade inter-departamental. Passos práticos para assegurar a cadeia de entrega:
O Projeto Lightwell: remediação massiva com IA e engenharia Para resolver a lacuna entre detecção e correção, a IBM e a Red Hat apresentam o Projeto Lightwell: um investimento estratégico de 5 bilhões de dólares com uma equipa global de 20.000 engenheiros dedicada a redefinir a cibersegurança corporativa na era da automação. O Lightwell leva o backporting a uma nova escala (inserir correções nas versões estáveis em produção). Não só para o sistema operativo, mas também abrangendo ecossistemas críticos como Maven/Java, PyPI (Python) e npm (JavaScript). Ao combinar inspeção por IA com engenharia especializada, é possível aplicar correções cirúrgicas, eliminando a necessidade de atualizações massivas que tendem a destabilizar o negócio. Distintamente do desenvolvimento isolado, cada correção gerada pelo Lightwell é entregue ao cliente e devolvida ao projeto upstream de origem, evitando o acumular de forks privados. Um centro de confiança compartilhado Mediante o recurso ao Lightwell A IBM e a Red Hat colaboram com líderes do setor financeiro e de infraestruturas críticas, para operar um centro de inteligência compartilhada. Os seus membros obtêm:
O código aberto construiu a empresa moderna. A resposta coordenada e a automação, garantem que este continue sendo o motor mais seguro.
Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Red Hat |