João Gorgulho, Country Manager, Digital Data Communications Group em 2026-9-17

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Mobilidade não é trabalhar em qualquer lugar. É trabalhar bem em qualquer lugar

Durante anos, falar de mobilidade empresarial significava falar de portáteis mais leves, smartphones mais rápidos e acesso remoto. Hoje, isso já não chega. A verdadeira Enterprise Mobility não está no dispositivo que levamos na mochila, mas na experiência que conseguimos manter quando mudamos de lugar, de rede, de sala ou até de país

Mobilidade não é trabalhar em qualquer lugar. É trabalhar bem em qualquer lugar
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João Gorgulho, Country Manager, Digital Data Communications Group

Esta mudança parece pequena, mas altera quase tudo. Podemos ter o melhor computador do mercado, preparado para IA, videoconferência e aplicações cada vez mais exigentes. Mas se a rede não acompanha, se o Wi-Fi falha, se a ligação ao monitor depende de adaptadores improvisados ou se cada secretária oferece uma experiência diferente, a promessa de mobilidade desaparece.

É por isso que acredito que estamos a entrar numa fase em que temos de deixar de pensar em produtos isolados e começar a pensar no percurso completo do utilizador. A mobilidade começa muito antes do dispositivo.

Começa na infraestrutura de cabos que transporta os dados, na capacidade da rede, nos switches, no Wi-Fi, na alimentação PoE, na estabilidade da ligação. Continua no posto de trabalho, na docking station que liga monitores, rede, periféricos e energia com um único cabo. E termina naquilo que realmente interessa, uma pessoa conseguir chegar, ligar-se e trabalhar sem pensar na tecnologia que está por trás.

Quando isso acontece, a tecnologia torna-se invisível e esse é um dos melhores indicadores de que foi bem pensada.

Na Digital Data Communications Group temos esta visão muito presente. A Equip com a LevelOne atuam na infraestrutura e conectividade que suporta o ambiente empresarial, a Conceptronic aproxima essa infraestrutura do utilizador, através de soluções que simplificam o posto de trabalho e a ligação entre dispositivos. São áreas diferentes do portefólio, mas fazem parte da mesma experiência.

Para o canal, esta mudança também representa uma oportunidade. Durante demasiado tempo vendemos componentes, um switch, um access point, uma docking station, um cabo, um carregador. O cliente, porém, não acorda de manhã a pensar que precisa de mais um componente. Quer equipas produtivas, espaços flexíveis, menos problemas, segurança, simplicidade e capacidade para crescer. Pode então a pergunta certa deixar de ser “que equipamento devemos vender?” e passe a ser “que experiência de trabalho queremos ajudar este cliente a criar?”.

A inteligência artificial torna esta questão ainda mais relevante. Estamos a colocar mais inteligência nos dispositivos e nas aplicações, mas também mais exigência sobre a infraestrutura que os suporta. Mais dados, mais vídeo, mais colaboração, mais dispositivos e uma expectativa cada vez menor de tolerância à falha. Há aqui um paradoxo interessante, pois quanto mais móvel e inteligente se torna o trabalho, mais dependemos de uma infraestrutura sólida e, muitas vezes, invisível.

Há ainda outra dimensão que interessa particularmente. Podemos tornar tudo mais rápido, automatizado e conectado, ainda assim, no centro destas decisões continuam pessoas. Pessoas que precisam de colaborar, confiar, comunicar e sentir que a tecnologia lhes simplifica o trabalho em vez de lhes acrescentar complexidade.

É uma reflexão que queremos também levar para o mercado, num momento em que a tecnologia acelera quase diariamente, talvez seja importante criar espaço para fazer perguntas antes de acrescentar mais uma solução. Estamos a construir ambientes de trabalho mais móveis, mas estamos também a torná-los melhores? Mais simples? Mais humanos? Enterprise Mobility, para mim, começa precisamente aqui. Não na capacidade de trabalhar em qualquer lugar, mas na capacidade de fazê-lo com a mesma qualidade, segurança e simplicidade, sem que a tecnologia se torne um obstáculo.

Porque, no final, a melhor infraestrutura não é aquela que mais se vê! É aquela que nos permite deixar de pensar nela e concentrarmo-nos no que realmente queremos fazer.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Digital Data Communications Group

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